segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Uma questão de tempo

Espero que todos vocês compreendam que, a longo prazo, os fundamentalistas vão ganhar. Porque é impossivel vencer quando se está em desvantagem numérica. E é impossivel derrotar o fanatismo, a ideia e disponibilidade de morrer por um ideal.
Um pais qualquer do Ocidente, preocupado com jipes, telemóveis, Cláudio Ramos, férias na neve, pornografia, salões de massagens, aumento de pénis, adelgaçantes, tangas, fios dentais e desodorizantes não tem uma oração, nem sequer uma oração cristã daquelas clássicas contra os milhões de fanáticos que existem por este mundo fora, que detestam o nosso materialismo e que nada têm a perder se atarem 4kg de explosivos à cintura e se explodirem junto de outros tantos. Pois, ao fim de contas, não têm que se preocupar com telemóveis, tangas, Cláudio Ramos, férias na neve, malas Louis-Vuitton. Pessoas que se estão nas tintas e não têm nada a perder vencerão sempre pessoas que lutam por sentimentos vagos rabiscados num bocado de papel. Amigos, eles vão ganhar e não vai ser bonito de se ver. Não podemos acertar com uma bomba em cada um deles.
E não fiquem amaravilhados com a ideia parva de "democratizar" o mundo. Nem todos gostam disso, democracia.
Eles vão ganhar. Disso não tenho dúvida.
Comecem a poupar dinheiro para o mercado negro. Vão precisar daqui a uns anos.

Pintura e Música na Mina de S. Domingos

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Filão de Ouro

Eu não sei se repararam, mas, passa uma nova novela na TVI chamada “Doce Fugitiva”, não quer isto dizer que seja uma coisa má ou ruim. Até acho que é uma coisa boa, catita, baril. Tal como acontece no ensino, excesso de professores, levou o governo a tomar uma medida chamada «Reciclagem», Porquê reciclagem? Porque é realmente uma reciclagem, embora não transformem os professores em boiões, nas garrafas mais catitas do supermercado ou no para-lamas da bicicleta da tia; tornam-nos aptos a exercer outra qualquer profissão (das quais toxicodependente, dealer e chulo são as mais escolhidas). Estas novelas são emprego para antigos elementos dos “Morangos com Açúcar” o que só pode ser benéfico. Imaginaram que daqui a dez anos, precisavam de uma daquelas “massagens” anunciadas no Correio da Manhã e aparecia uma destas actrizes desempregadas de cigarro ao canto da boca e a trautear êxitos dos D’ZRT? «Olá, chamo-me Maria Alice, sou a sua massagista esta noite e já me deve ter conhecido da pseudo-estupido-novela “Morangos com Açúcar» … Mas enfim. No entanto, por mais que me custe admitir, sempre é melhor que a «Floribela» da SIC. Isso sim dá-me que pensar. Sem dúvida que as letras das músicas são engraçadas, o refrão mete-se pelo ouvido a dentro… Sem dúvida alguma! Mas isso para miúdos dos 4 aos 12 anos! Caso és um dos estranhos indivíduos com mais de 12 anos e não te chamam especial em exagero, epá, muda de blog!

Sem dúvida que agora existe uma luta cerrada entre a “Floribela” e a “Doce Fugitiva”, e, vá-se lá saber porquê, em ambas a principal é pobretanas, canta que nem uma cana rachada para mal dos nossos ouvidos, vai trabalhar para casa de uma família de órfãos ricos e o mais velho destes é o alvo da libido desta. Eu não sei.

Julgo que é apenas uma perfeita casualidade. Ou moda. Não sei. Quiçá palermice contagiante.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Gargalhada de hiena


Ontem aconteceu um grande momento televisivo: entrevista com a Nelly Furtado em directo no Jornal da Noite. Não posso falar nisto sem antes dizer: FRANJA!!!????Mas isso até passava não fossem as gargalhadas de hiena-com-cio-a-quem-lhe-foi-dado-um-pontapé-nos tomates. "ya, sopa de couve you know" AH AH AH AH "O minha primeira apresentação foi quando eu era 4 anos em português ya" AH AH AH AH "Eu admiro muito minha tia ela ter 8 filhos, ela trabalhar muito e eu penso muito nela quando viajo com minha filha, minha tia é uma mulher muito forte"AH AH AH "eu conheci Nuno Gomes you know no MTV music awords ya e ele falar-me de como uma força you know"AH AH AH AH
'miga, conselho de Trambolho: muda de penteado, modera as gargalhadas e dá algum dinheiro à tia"
Um grande abraço ao Rodrigo que manteve uma postura muito profissional. Eu estava já em lágrimas e com dores nos maxilares a meio da entrevista, mas ele manteve-se, com um ar gozão, é certo, mas firme.

A subtileza da palavra aberta!

Epá, eu até gosto desta bela apresentadora, gosto simplesmente! Acho que ela tem um belo corpo para a presentação de programas…
Mas parece-me que ao lado daquela citação ficava melhor uma senhora de metro e meio, 90kg, de mini-saia de ganga, pernas abertas e sentada numa lata de 25litros de tinta…tudo isto à beira de uma qualquer estrada Nacional… ai já me soava mais natural, tipo: epá, parou aqui um camionista cabo-verdiano, deu-me uma que pareciam duas… fiquei toda aberta e dorida que durante três dias tive medo de me sentar na lata, não fosse ela desaparecer ou o cralhe!
E sai um viva para a sensualidade!
Será que ela enquanto namorada do Cristiano Ronaldo em algum jogo da selecção falou com a mulher do Figo?
Algo tipo: Atão ò Figa não te sentas? Não me digas que o Luís perdeu o auto-controlo e te rebentou o nalguedo? Eu ontem tive com o Cris no banco de trás do carro que fiquei mais aberta que o túnel do Marquês!


p.h.

sábado, 4 de novembro de 2006

Raparigas deste país...

... se vocês pensam que o pior que podem fazer aos vossos pais é: engravidar de um angolano imigrante de leste, toxicodependente, com lepra e que tem uma verruga no nariz, desenganem-se... experimentem dizer-lhes que querem ser livres!

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

A menina do indie



Linda. Chan Marshall apresentou-se ao público há uma década, sob o pseudónimo de Cat Power. Desde então tem vindo a enamorar centenas de fãs com uma voz rouca alimentada a cigarros e café, guitarra dedilhada com mestria e notas de piano envelhecido. Cat Power é uma songwriter por excelência e destaca-se entre os nomes sonantes do género indie actual. Os seus lyrics, escrevinhados por aqui e por ali em folhas soltas, transformam-se em grandes canções, cruas, suaves, melodiosas, de embalar. Sempre discreta e tímida, Cat Power acaba concertos lavada em lágrimas e enterneceu a crítica com o cover I found a reason, dos Velvet Underground. Um dia destes descobriram-lhe o sorriso e agora querem fazer dela Miss Channel.

Como nós merecemos e gostamos muito dela, a cantora vai passar por Portugal e presentear-nos com dois espectáculos em Dezembro, não previstos na tour ( dia 4 – Lisboa na Aula Magna; dia 5 – Porto no Cinema Batalha), e mostrar-nos o seu novo trabalho, The Greatest.

Rendam-se.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Manutenções

Mais um feriado se passou. Dia de Todos os Santos. As pessoas aproveitam tal para visitar os cemitérios, embelezar as campas com flores e velinhas, etc. Eu penso que tal dia deveria passar a chamar-se “Dia de Manutenção de Cemitérios”. Julgo que ficava bem. Além disso, era o nome mais correcto. Durante 364 dias do ano, estão-se completamente a borrifar para os cemitérios, mas mal chega o 1 de Novembro, parecem autênticos romeiros cheios de flores. Acho que é sem duvida um bom negócio para as floristas. Não basta o Dia da Mãe e o Dia de S. Valentim para fazer negócio. A mim cheira-me a conspiração. Acho que sim. Tenho que pensar mais no assunto.

Depois da morte de alguém (mesmo muitos anos depois), é costume ouvir alguém falar do falecido, dizendo: «sinto que ele está lá em cima a olhar para nós cá em baixo e a sorrir».

Ok. Em primeiro lugar, acho extremamente duvidoso que exista um «lá em cima» que permita sorrir cá para baixo. É poético e acho que é uma ideia reconfortante. Mas o mais provável é que não exista. Além disso, se as pessoas sobrevivessem à morte de alguma maneira e com uma forma não-fisica, estaria provavelmente ocupado com outras coisas e sem tempo de olhar e sorrir às pessoas cá em baixo.

E porque será que nunca ouvimos dizer que alguém sorri cá para cima? Calculo que ninguém acredite que um seu ente querido assentou arraiais no inferno. E, nesse caso, a pessoa em questão não estaria muito disposta a sorrir. O mais provável é que estivesse a gritar. «Sinto que está lá em baixo a olhar para nós e a gritar». As pessoas recusam-se a ser realistas. Eu também tenho uma ideia do Inferno. Chama-se Tertúlia Cor-de-rosa. O Cláudio Ramos anda por lá.

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Conversas cíclicas

Dizem que quando não há nada para dizer se fala do tempo... de facto os jornalistas quando não morre um papa ou quando não há um golfinho perdido num rio, falam do tempo e como falam do tempo, mas só quando o tempo é extremista. Assim fala-se do tempo quando as temperaturas são extremamente altas ou extremamente baixas. Quando chove muito ou quando não chove, quando há neve e quando não há, etc, etc,etc. ( e quando se diz etecetera (acho que nunca tinha escrito etecetera na minha vida e vendo bem nunca tinha aberto parêntesis dentro de parêntesis, sem ser numa equação) tem que se dizer três vezes para acentuar a continuidade e no fundo a monotonia). Por falar em monotonia andava eu a tentar ter umas ideias verdadeiramente originais a olhar para umas pinturas assustadoras quando oiço alguém dizer : "Ai isto agora os dias estão mais pequenos são seis horas e já é noite escura!" Passado pouco tempo estava num artesanato a olhar para uns pratos assustadoramente caros quando oiço: "Ai agora temos menos uma hora para dormir!" ao que alguém respondeu: "Não, temos é mais uma hora para dormir" " Ah tá bem tens razão de manhã atrasa, mas à noite adianta" . Fantástico isto do tempo DE MANHÃ ATRASA, MAS À NOITE ADIANTA?????!!!!! O tempo, medida de tempo e não o clima, é para mim a invenção mais diabólica do homem. O dia hoje esteve bonito, um bocado abafado, mas pelo menos não choveu, amanhã pode ser que tenha tempo para ir ver o mar, isto claro se não chover.

secção: perdidos e achados



Tudo indica que no meio de tanta confusão: polícias, sirenes, claques; alguém se esqueceu do dito apito no balcão do tribunal. Juntamente, ao referido objecto, também estava uma lista de supermercado (fruta, essencialmente).


Nota: a imagem que ilustra o post, não pretende ser a ilustração do texto. Foi apenas uma opção estética, de um blog com alguns sinais de metrosexualidade. A origem da imagem é, concretamente, algures a internet.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Especial? Eu?

Uma lamechice que costumamos ouvir quase todos os dias é a de que as crianças são especiais. Especiais? Ok. Então e os adultos? Será que os adultos não são também pessoas especiais? E, se não são, a que idade deixa uma pessoa de ser especial e passa a não-especial? Palavra que gostava mesmo de saber. E se, todos os adulos também são especiais, isso quer dizer que toda a gente é especial e a expressão não faz o mínimo sentido. Costumam usar tal expressão para aprofundar uma medida qualquer de natureza política ou monetariamente compensadora. É semelhante a «as crianças são o futuro», ao que parece, o padre Frederico dizia esta muito. Benefício próprio. Quanto ao Cláudio Ramos, acredito que muitas vezes lhe afagaram o cabelo e lhe disseram tal expressão. Não acreditam? Perguntem ao Bíbí.
Brigado

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Descoberta

Haja ou não necessidade de partes extra, o ponto fulcral continua a ser a verdade. A maior parte das pessoas estuda as coisas que tira dos seus corpos antes de deitar fora. Porque querem saber o que as coisas são ao certo. Não vale a pena passar 15 min. a arrancar um tumor maligno da testa para depois o atirar pela janela, sem sequer olhar para ele, em direcção ao vidro do carro do vizinho. Não! É preciso dar uma boa olhadela. Até pode apetecer partilhar a experiência: «Caraças pá! Querida! Olha isto! Cum camandro! Jasús! Olha querida, anda cá! Mexe-te (exibindo o item com orgulho). Olha para isto. Não é uma maravilha? Adivinha de onde o tirei? Há dois minutos estava colado à minha testa. Agora já não. Arranquei o sacana com diluente e uma chave phillips. Olha para estas cores! Verde, azul, amarelo champanhe, creme e caqui! E tem exactamente a forma do Iraque. Quer dizer, se tirarmos aquela parte norte onde vivem os curdos. É claro que não vou deitar isto fora! Pode valer alguma coisa para os coleccionadores e pode ser que a TVI me entreviste ou que vá à Tertúlia Cor de Rosa apresentada pelo Cláudio Ramos!!»

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Pensamentos Dispersos Vol. XIX

Portugal pode-se orgulhar de ter as praias mais sujas, os rios mais nauseabundos e as montanhas mais rasas. Mesmo assim, muitos portugueses preferem passar as férias fora do país.

Se são jovens, querem passar os próximos 5 anos a comer esparguete com atum, latas de sardinhas e ficar a dever dinheiro o resto da vida, porque não entrar para a universidade?

Se pensam que podem adoecer nas próximas 6 semanas, porquê não marcar hoje mesmo uma consulta com o seu médico de família?

Cláudio Ramos, desde muito cedo começou a acreditar piamente em extraterrestres. Com apenas 15 anos foi sodomizado por um extraterrestre de bigode farfalhudo chamado Silvestre. Disse-lhe que era do Planeta Agostini.

Cláudio Ramos conheceu a sua esposa numa convenção de OVNI’s onde dirigia o atelier de maquilhagem para vítimas de rapto por extraterrestres. Mal se conheceram, Cláudio Ramos soube que era a mulher da sua vida: além do buço farfalhudo a lembrar o Chuck Norris, tinha compota de pêssego no cabelo e um molho acastanhado amontoado no pescoço. Durante muitos anos, ela trabalhou como enfermeira não qualificada e acabou por fugir com um vendedor de ferragens em 2ª mão vietnamita.

Uma maneira infalível de estimular a economia e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade: a partir de agora, sempre que alguém perguntar que horas são, têm de pagar para saber a resposta. Isso estimularia a economia (ao menos a minha). Se não quiserem pagar, têm de fazer um esforço para descobrir sozinhas. Olhem para o sol, usem um sextante… Isso aumentaria a produtividade. Algumas das minhas ideias podem não ser perfeitas mas são sempre dignas de ter em consideração.

Balas de Borracha

Já havia algum tempo que não via imagens deste tipo. Houve uma, em que se vê um polícia a recarregar uma arma, que me deixou abalada, sorria aquele homem. Os jogos de computador não chegam para certas pessoas...

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

alzheimers



os mails não servem só para mandar bosta ou fotos de gajas nuas, as vezes há gente que manda coisas interessantes!
Uma publicidade portuguesa simplesmente genial...


p.h.

domingo, 22 de outubro de 2006

Serviço Público

Todas as terças à noite, cidadãos e consumidores têm a oportunidade de dar voz às suas queixas. Não perca o programa «Estou-me bem nas tintas» com o provedor do telespectador, especialista em direitos do consumidor, Paquete de Oliveira. Se tem uma queixa a apresentar, ligue, fale com o Paquete (alguma vez este tipo se indagou no amor que os seus pais lhe nutriam?), explique o que o aflige e depois ouça quando ele lhe gritar:«ESTOU-ME BEM NAS TINTAS!!!»
Síntese: contos do vigário, furtos, credulidade, Cláudio Ramos, Floribela, ira, erros de linguagem gestual, Cláudio Ramos, impulsos telefónicos de valor acrescentado, hostilidade.

Festival da Verga na CASA... de alguém.

Enfiaram-me esta publicidade debaixo da porta.


Tudo indica que alguém vai organizar um Festival da Verga, em CASA. Assim, quem gostar desse material fica a sugestão. Segundo especialistas os preços são bons e o material tem bom acabamento.

No entanto não esperem ver-me lá: a verga deixa marca no corpo, eu não gosto!


quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Telenovelas TVI

Se há algo que me desorienta e me dá vontade de cortar os pulsos com uma faca de plástico de piquenique são as fantásticas novelas da TVI. Admito que não as consigo ver sem estar tocado (e nesse caso choro baba e ranho)... Aliás, acho que se se deixassem de fazer novelas em Portugal, o número de alcoólicos, drogados, e suicídios em Portugal descia vertiginosamente. O que vendo bem, não era positivo. Não era bonito. Como tal, hoje decidi escrever um roteiro para uma novela do prime-time.

A novela chamar-se-ia «Passarinho do catano» em homenagem ao André Sardet.

Jacinto e Armanda Agarra-sovacos são os protagonistas de uma história repleta de dificuldades, mágoa, hemorróidas, dor, pedras nos rins, Cláudio Ramos, desilusão, pontapés nas costas, culpa, suicídio em massa, cólicas, e problemas económicos numa família de classe média baixa de um bairro degradado com excesso de poias de cães.

Garanto-vos que vai ser um dramalhão mexicano maior ainda que a novela «Dei-te quase tudo».

Episódio piloto: Vancilda é sujeita a uma cesariana por iniciativa de Asnildo e Sertório, dois vizinhos jeitosos com ferramentas que mais tarde descobrem que não estava grávida. Entretanto, tudo se complica para Lancildo, vocalista da Banda de Cordas Ventoso Lucreiro, quando os restantes elementos são sujeitos à consulta de um urologista. Sofrem um toque rectal demasiado agressivo e têm que tocar de pé durante toda a noite.

Síntese: Nudez parcial, consumo de álcool intenso, violência conjugal envolvendo um chouriço Kosher, desespero e dicas de bricolage.

Para aumentar o suspense, toda a banda sonóra estará a cargo do José Cid.

Estou em pulgas! Vai ser um sucesso!

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Justiça aos Injustiçados!

Estreou no passado domingo, na RTP1, o programa da regressada Maria Elisa “Os Grandes Portugueses”. Não vi a emissão, mas embalado pela curiosidade fui tentar saber em que consiste. Segundo o que li, o objectivo é, entre Outubro de 2006 e Março de 2007, eleger a personalidade mais marcante da história de Portugal.

Das votações do mês de Outubro resultará uma lista dos 10 nomes mais votados, depois o resto é entretenimento e se quiserem saber mais… informem-se.

Mas o objectivo deste post é um misto de indignação e justiça. Indignação pelo facto da lista disponibilizada inicialmente, ignorar completamente uma figura incontornável do século XX português; justiça, fazer justiça à figura, ao carácter humanista e, até, renascentista de tal personalidade.

Refiro-me, certamente já descobriram, ao grande Sr. Zeca Prateleiras: mergulhador escafandrista, conselheiro político do chefe tribal Shaka Zulu, engenheiro de paixão, carpinteiro de profissão e estrela da primeira grande produção cinematográfica Luso-Franceso-Mineira.

Faltam 14 dias para fecharem a lista dos 10+, por isso não percamos mais tempo e toca de votar no homem!!!!

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Pensamentos Dispersos Vol. XVIII: Contra o Cláudio Ramos, marchar! Marchar!!

A invenção dos computadores remonta ao reinado de D. Sancho. Nessa altura, os jogos eram muito básicos. Só dava para jogar arkanoid e ao Minesweeper.

Há pessoas heterossexuais, outras homossexuais, ainda existem até zoófilas. O Cláudio Ramos é bissexual. Não se pode dar ao luxo de ser demasiado exigente.

Já alguma vez tentaram vestirem-se de mulher? O Cláudio Ramos tentou. Durante 15 anos. Mas não era coisa para ele.

Os psicólogos estão sempre a falar o que separa os homens dos rapazes. Estádios e coisas dessas na evolução mental. Eu digo-vos o que separa realmente os homens dos rapazes: as leis contra a sodomia.

Às vezes, ouvimos as pessoas dizer:«Que tipo de mensagem é que isto transmite às crianças?» E eu penso «De que tipo de mensagem é que esta gente está a falar? Quando eu era miúdo, nunca me transmitiram mensagens nenhumas. Talvez uma tia me mandasse um cartão pelos anos ou coisa do género. Ou, de vez em quando, o meu pai recebia um telegrama. Mas lá em casa nunca passou disso».

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Guerras

Hoje, depois de um dia de aulas (às quais esqueci-me de ir), decidi escrever acerca de algo que me irrita profundamente. Quem? Manifestantes contra guerras.
Esses tipos sinceramente não impressionam ninguém. São contra a guerra? Que arrojo! Que coragem!! Arranjem mas é emprego pá.
Ouve meu sacana-irritado-que-agarra-em-cartazes-com-mensagens-pacifistas-sem-emprego-e-com-graves-problemas-contra-a-higiene-pessoal, arranja algo deveras difícil para implicar. Como a religião por exemplo. Ou o Cláudio Ramos. Ou o Malato e o programa do Jumbo ou o camandro. Porquê não vais para a rua marchar contra a religião, uma coisa verdadeiramente nociva para a humanidade. A guerra é apenas um modo natural de resolver as coisas. E reduz a população o que é bom. Ao menos, ficamos com mais espaço para esticar as pernas. A religião sim é um problema. Livrem-se da religião e terão feito um favor gigante ao mundo.
Por tanto, porque não marcar uma manif para o próximo fim de semana para marcharem todos com cartazes a dizer:«ABAIXO A RELIGIÃO!!»?? Vá lá manifestantes.
Ganhem tomates.
Bem, fico por aqui. Tenho que ir para Fátima para a procissão de amanhã.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

piaçaba da semana

Pelo resultado da votação do piaçaba vamos discutir aqui o pavimento do recinto de bailes da corte pinto:
É alcatrão e é inclinado…

Pronto, assunto resolvido!

não há paciência...

Cada vez mais me irrita o pessoal que escreve no Messenger em pretunhol de sms e ilustra a sua poesia com bonequinhos ridículos…quem me manda sms com tantas abreviaturas que até abrevia o sentido do que quer dizer!
Cada vez mais me irrita quem usa letra comic sans em itálico…e quem a usa em amarelo!
Causam-me arrepios frios na espinha quem usa no msn o nome escrito ao contario…
Abomino quem pede uma italiana em vez de um café curto…quem pede adoçante em vez de açúcar…quem enche o cinzeiro de papeis…quem diz pograma, chicolate e ice tê…quem começa as frases por “é assim”, “atão” ou “Man”…
Não suporto ver mini-saias com meias escuras sem pés que parecem fatos de mergulho…casacos com o capuz cheio de pêlo que parecem de esquimó…
Já não há paciência para o raio das pulseiras do Senhor do Bonfim ou do raio que o amiguinho trouxe do Brasil e temos de usar até que apodreça e se parta...ou T´shirts do hard rock de santa pi do assobio… quem me pede “lumes” e diz “obrigadas”… quem na discoteca inventa palavras em inglês para parecer que conhece a letra e a canta bem alto…

Se te enquadras numa destas pessoas fica desde já a saber que te vou excluir do meu hi5…


p.h.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Pensamentos Dispersos Vol. XVII

Cada vez que vejo um tipo de turbante, recordo-me da Cármen Miranda. Mas sem fruta.

Os pratos foram inventados no séc. XVIII por uma tal Gertrudes Freesbee, de descendência britânica. Era para matar o tédio no intervalo das invasões napoleónicas.

Em Portugal, quando alguém chega aos 100 anos, é homenageado pelo presidente da câmara. Eu acho que deveria existir uma lei que, caso alguém chegasse à provecta idade de 150 primaveras, o Presidente da Republica deveria ter de lhe fazer uma depilação às virilhas.

As 1ªas agências de viagens surgiram em Portugal no séc. XIX, época de grande esplendor burguês. Antes disso, as pessoas ficavam em casa a apanhar intoxicações alimentares.

Devido aos obesos, Portugal afunda-se lentamente no Atlântico. Na sexta-feira da semana passada, uma senhora obesa de Monchique, de seu nome Isilda, comeu sozinha uma saca de 50Kg de bolos de manteiga. Sábado, os habitantes da zona Sudoeste algarvia acordaram com os pés mergulhados em água salgada.

Grande grande foi o Tomás!

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Ela

Ela caminhava com passos lentos pela ceara. A brisa toldava aquele mar amarelo-torrado como ondas esvoaçantes. O seu cabelo doirado, longo e sedoso dançava ao sabor dos seus passos lentos mas decididos. Borboletas esvoaçavam naquela imensidão calcorreando as papoilas vermelho-sangue. O sol brilhava e iluminava as copas das azinheiras onde cigarras largavam a sua melodia milenar, dando um tom azul-marinho ao horizonte longínquo. Aves chilreavam naquela planura qual concerto dos idos tempos élficos. Uma dor aguda no tornozelo lembrou-a da queda matinal que tinha dado. Nesse instante, um tipo de bata branca passou a correr por ela, agarrou-a violentamente pela cintura derrubando-a. Agarrou-lhe no pé e desceu-lhe a meia com movimentos lânguidos enquanto os seus olhares se cruzavam. Acariciou delicadamente o tendão de Aquiles. Sacou uma bisnaga de Reumon-Gel e besuntou-lhe farta e avidamente aquele tornozelo que tanto a apoquentava. Guardou a bisnaga, levantou-se e correu para longe até se perder no horizonte.Novamente, é bom relembrar que os médicos sem fronteiras não descansam.

domingo, 8 de outubro de 2006

Pedro o SANGUINÁRIO

Júlia Pinha- Estamos aqui hoje para assistir a mais quatro assassinatos ao vivo. (Aplausos) Quem serão as escolhidas hoje? Que tipo de sangue terão? Quem é que vai gritar mais? (Aplausos e gritos de entusiasmo) Não percam mais um fantástico espectáculo de tortura, logo a seguir a um breve compromisso publicitário.
Com facas Hanzo o corte é perfeito e limpo, não necessita passar horas a limpar as paredes para eliminar provas.
Com molho de tomate TomaraNãoSerSangue para as melhores pizzas e pastas, fará um chefe italiano parecer um ajudante de cozinha de um restaurante chinês assassino de gatos de rua.
Caçadeira de segunda mão, muito pouco usada, cerca de uma vez, faz maravilhas, experimente cortar-lhe os canos.
Júlia Pinha - Ora estamos de volta já aqui tenho o Pedro o nosso assassino preferido, esteve agora mesmo a ter aulas de tortura Japonesa, mas ele confidenciou-me que é especialista em tortura medieval, é assim?
Pedro - Sim é verdade, gosto particularmente do prolongamento da vida por horas de sofrimento profundo enquanto o público nos atira fruta em processo de decomposição.
Júlia Pinha - Então e já escolheu as suas próximas vitímas?
Pedro - Sim, foi uma escolha difícil, mas teve que ser.
Júlia Pinha - Não nos revele já, vamos esperar que as nossas meninas cheguem para podermos conversar mais acerca das técnicas com que nos vai deliciar hoje!
Muitos APLAUSOS e SANGUE depois...
Júlia Pinha - Muito obrigada Pedro, hoje estava inspirado e quem esperamos que tenha ficado também inspirado é o nosso estimado público. Não se esqueça: TAMBÉM VOCÊ PODE VIR A SER UM SANGUINÁRIO!

sábado, 7 de outubro de 2006

O FUTURO

O futuro é uma tortura inventada por esquimós no inverno, quando não tinham mais nada para fazer, os sacaninhas assassinos de focas. Eu odeio futurologias, odeio ses e odeio acima de tudo os que dizem: "É o destino...". Dizem-no com um olhar patético de semi-encolher os ombros e um olhar semi-carneiro-bem-morto, semi-perdido-na-beata-caída-no-chão. Detesto quando perguntam às crianças: "O que é que queres ser quando fores grande?". Eu quero ser uma capivara. "Ai que giro, e queres tirar o curso em Lisboa ou em Coimbra?" Não está a perceber eu quero ser um roedor bem peludo e lavajar-me no Amazonas! Como se SER fosse o mesmo que trabalhar. Como se nos ressumisse aquilo que fazemos para ganhar dinheiro. Eu sou muita coisa e já fiz muita coisa. Já trabalhei muito sem receber um tostão em troca, para uns isso faria de mim ou parva ou boa pessoa. Gosto de acreditar que não sou uma coisa nem outra. "O futuro a Deus pertence menina" Então que se sirva bem dele! Que a mim dá-me um gozo enorme ver o mar que está à minha frente e não o quero ter lá em casa.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Pensamentos Dispersos Vol. XVI

Uma vez, apanhei um amigo perdido de bêbado e rapei-lhe as sobrancelhas. Ele ficou deveras espantado. Mas não se notava...

Uma coisa boa no acto de parir: 10 completos estranhos a olhar para uma vagina, que, aliás, tem uma chance aproximada a 80% de levar um corte por bisturí.

Dizem que a t.v. aumenta 10kg. É simples, deixem de comer câmaras.

Acabei com a minha última namorada. Era extremamente hipócrita. Dizia que gostava de surpresas. Apanhou-me enrolado com a irmã dela e não gostou.

Não tenho medo de morrer. Apenas não quero estar presente quando tal acontecer.

Uma vez parti a perna em dois sítios. O médico disse-me para não voltar a esses sítios.

Os homens que têm as orelhas furadas estão melhor preparados para o casamento e para entender mulheres. Experimentaram a dor ao furá-las e ainda compraram jóias.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Americanices

Cheguei a casa, liguei a t.v... Até aqui tudo bem. Fiz o zapping da praxe qual não é o meu espanto quando sintonizo a TVI (sim... eu sei que é normal espantar-me quando sintonizo este canal... e olhem que normalmente faço o zapping pela SIC e pela TVI o mais rápido possível para não confrontar os meus castos olhos a tal obras de arte televisiva ao mais alto nível da Trafaria de seu nome Floribela e os Morangos) e ví algo para o qual a minha mente lusa ainda não estava preparada: um sequestro armado dentro de um banco! Onde? Em Setúbal. Quem diria que os xarrocos, apaixonados por sandes de choco frito, poderiam alguma vez saírem-se com uma americanice destas? Garanto-vos que já se passaram aproximadamente 5 min. E ainda não me recompus do choque. Pronto, já foram mais ou menos 5 min. e 35 segundos mas enfim. É que uma pessoa não está habituada a isto. Se fosse uma notícia de uma abóbora com mais de 50 kg… quer-se dizer, espantava-me um pouco. Quem é que ia explicar à minha mente aquele aparato todo? P.J… PSP’s todos aperaltados…até negociadores lá haviam! Isto já não é como antigamente… Se fosse há 10 anos atrás, era ver chegar ali um jipe da GNR e saírem de lá 4 ou 5 indivíduos pançudos com umas grades de minis. Montarem uma tabanca perto do banco, desembrulharem o farnel e utilizar a pior das judiarias! Empanturrarem-se com presunto, paio e torremos do rissol enquanto o sequestrador sofria de cólicas com a fome que teria. Isto sim eram bons tempos. Foi preciso apenas um marmelo se fechar dentro de uma casa de banho dos estúdios da RTP para descambar nisto. Olhem,… americanices.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

O mundo não é pequeno é minúsculo...

Estive duas semanas em Lisboa num curso de ilustração infantil e conheci uma rapariga que passa férias próximo da Mina e que vos conhece a todos. É fã da Tapada Grande e disse, por outras palavras, que eu era suficientemente maluca para me dar bem convosco...
Convido-vos a ver um blog fresquinho www.janelasgrandes.blogspot.com criado por boa gente, daquele tipo bem louco; não demente e com baba a escorrer, mas do bom.