sábado, 28 de abril de 2007

Timidez versus Vaidade

Numa conversa sobre a timidez e a vaidade eu disse que a timidez é a vaidade ao extremo, tamanho é o medo de falhar. Pois que medo de falhar é este senão um pensamento inconsciente de superioridade, logo vaidade. Mas depois de ouvir outra opinião fiquei na dúvida. De uma coisa tenho a certeza a timidez é a maior prisão que conheço, e o pior é que é auto-imposta. Impede-nos de dizer as coisas, impede-nos de as dizer alto, impede-nos de gestos, de actos. Impedimo-nos de ser. Parece que se é empurrado para um palco sem saber o texto, sem ponto.
Há uma guerra civil cá dentro, mas nas guerras, especialmente nas civis, ninguém ganha.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Preçários


Aqui temos uma foto tirada por telemóvel na altura da Páscoa aquando da presença de alguns dos elementos dos PFCAD num baile da pinha numa terra que é em tudo singular (basta olhar para a foto para se perceber).

É cada vez mais comum sermos prendados com tais pequenos lapsos, afinal de contas, estávamos na terra que tem eventos marcados no programa das festas de Verão às 24:30 além de inúmeras “Dance Parte’s” e mines,. Mas minis a 60 euros? Colas a 70 euros? Quer dizer, acredito que algum dia possa custar isso, afinal, a inflação existe. Mas não abusemos.


sexta-feira, 20 de abril de 2007

Podes fugir, mas não te podes esconder...

Hoje num supermercado Modelo qualquer deste país duas irmãs tentavam fugir de um encontro imediato de 5º grau com uma pessoa que ambas gostam de evitar ao máximo e que sabiam estar nesse mesmo estabelecimento. A mais experiente usou técnicas avançadíssimas de descontacto e conseguiu, a mais nova (eu) teve que beijar e fazer conversa de cerca de 1 minuto com essa pessoa. Imaginem uma mulher de 80 anos demasiado pintada para qualquer idade, que fala como se tivesse engolido um megafone e que tenta acasalar o filho com qualquer moça casadoira... pode não ser um estraterrestre que vai fazer experiências com o nosso corpo e que depois nos apaga a memória, mas tem a grande desvantagem de não nos apagar a memória. Não se deixem enganar pelos oitenta anos, ela não tem nada ar de avózinha fofinha.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Pirataria e Idade

Terça- Feira. Dezanove horas e qualquer coisa. Depois de uma hora de aula de código secante ao ponto de querer roer os meus próprios pulsos, chego a casa. Faço o zapping na t.v. do costume… RTP 1: programa para a 3ª idade com um sujeito que deve ter graves problemas de colesterol… RTP 2: programa acerca de religiões… SIC: mais uma novela brasileira… TVI: Morangos com açúcar com tipas de biquini. Depois de pensar cerca de 1/4 de segundo, retirei o som à televisão e deixei ficar na TVI. Olhei mais duas vezes e algo de pura curiosidade assombrou a minha mente: acerca de quê podem estar a conversar duas adolescentes semi-nuas à beira de uma piscina? Ok. Admito que aumentei o volume. Puro espanto - motivo da conversa: pirataria de música e filmes. Ou seja, download ilegal de coisas dessas da net. Passo o possível diálogo como se a mim fosse dirigido.

Olha lá! Sabias que tal sujeito indivíduo foi preso? Ai sim? Mas foi man!! Pirataria de filmes e dvd’s! CoolÉ que sacar filmes e músicas da Internet é proibido e dá até três anos de cadeia! Ok. É que é proibido! Tá bem. E dá cadeia e tudo! Já ouvi… Três anos! Já seiPor isso já sabes pá!! Não te metas nessas cenas pá! Podes ser preso além de levar os artistas à miséria. Pois… Por causa desses downloads, os D’zrt tiveram que vender um rim cada e o Steven Spielberg não pôde comprar uma nova ilha nas Bermudas, teve que se contentar com uma nas ilhas gregas pá. Ok.

Mas será que estes tipos ganham monetariamente alguma coisa com estes falsos moralismos velhos, ramelosos, vesgos e já coçados do uso? Julgo que sim. Só pode.

Por falar em pirataria, ontem decidi ver um filme com personagens da minha infância-pré-adolescência: TMNT- Teenage Mutant Ninja Turtles- Tartarugas ninjas em português de forma abreviada. Eu lembro-me que via os desenhos animados deles na t.v. e até tinha um boneco de um deles que me foi oferecido não sei por quem mas ao qual quero agora dizer um obrigado. É que na altura a coisa tinha imensa piada. Na altura…

Começo a ver o filme: Tartarugas ninjas!! Ok. Tartarugas ninjas. Se eu não soubesse o que são tartarugas e não soubesse o que são ninjas até caia. Cresceram nos esgotos de New York.. Ok. Se até já lá existem crocodilos albinos e tudo… porque não uma tartaruga mutante que sabe artes marciais? Adoram comer pizza. Pizza até pode ser a base de uma boa alimentação, mesmo que eu fosse uma tartaruga, preferia pizza a camarões desidratados… Ok. Cresceram e foram criadas por uma ratazana chamada Splinter. Epá, se até o Cláudio Ramos já é pai, nada disso me espanta… São quatro adolescentes que passam o tempo a lutar contra o mal. E Pronto… Já abusaram. Quatro Tartarugas Mutantes Adolescentes que passam o tempo a lutar contra o mal?? Adolescentes altruístas? Desculpem mas isso é que já não consigo engolir.

É fantástico como a idade destrói certas magias de outrora.

Rás parta!

Intelectual = estúpido & estúpido ≠ intelectual

Existem varias palavras na nossa rica língua que eu tenho um apreço especial, mas de entre todas existem duas que acho divinais… A palavra Estúpido, e o seu as vezes sinónimo, Intelectual…
Quando qualquer uma destas palavras nos é dita é impossível prever uma reacção, ficamos muitas vezes embasbacados com a beleza da sua fonética!
Um ESSSSSTÚPIDO… é uma palavra lindíssima, tentem repetir em voz alta varias vezes! Apetece repetir, apetece chamar a um filho…magnifico!
Já Intelectual é uma palavra de significado mais simpático mas que me parece um palavrão daqueles que engloba toda a família! Dizer que alguém é intelectual é chamar-lhe pouco sério, totó, choninhas, estúpido…
Não é um sábio, não é inteligente…é INTELECTUAL...
A palavra intelectual está directamente ligado o significado do estúpido, mas tem um significado mais estúpido!
Chamar alguém de intelectual é chamar-lhe claramente de estúpido. Para se dizer que essa pessoa tem uma vasta cultura, ai temos de utilizar um sinónimo de intelectual, mas que não seja a palavra INTELECTUAL! Entendem?
Dizer que um gajo está armado em intelectual é exactamente o mesmo que dizer que o gajo está armado em estúpido…mas no entanto dizer que um gajo está armado em estúpido, não é a mesma coisa de dizer que um gajo é intelectual, é estúpido!
Temos assim, o primeiro exemplo de um meio sinónimo. E ao contrário do que durante muitos anos me fizeram querer, num magnífico rasgo de intelectualidade, consegui provar a sua existência!

Assim se fala bom Português!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Não tá ninguém em casa!!! Já disse…

Todos nós já tivemos uma vizinha cusca, alcoviteira e metediça. Mas para mim a pior espécie de intrometidos que alguma vez conheci são as testemunhas de Jeová.
Os gajos não recebem ninguém nas suas próprias casas, e tratam-se por irmãos. Mas quando vão bater as nossas portas temos de os deixar entrar. Sim, se eu não receber o meu irmão em casa vou sonhar com cabidela, com santinhos e bolos de aniversário…
Esta gente que não deve ter mais nada para fazer juntam-se em grupos, e qual gang ou arrastão, toca de bater as portas a ver se alguém os deixa entrar. Eles não vão lá vender a sentinela ou algo que se pareça, eles vão as casas para cuscar, para saber da vida das pessoas…acho que nem eles acreditam naquilo, a própria sentinela deve ser uma espécie de, Lux, caras ou mulher moderna! Com fotos com histórias a escarafunchar a vida dos outros!
Epá, os gajos conhecem-se, sabem todos quem são, mas porque raio continuam a bater à porta! Se eu os mandei passear uma vez vou agora deixar entrar? Isto é como o Clube de Futebol, um gajo é do Benfica e não vai ser por todos os dias um lagarto lhe bater à porta que se vai mudar…e isto é igual!
Eu até sou um gajo respeitador, a sério que sou! Mas as religiões são clubes, cada um tem o seu e acredita que é o melhor do mundo! Por isso respeito todos, só acho é que devia haver um campeonato qualquer para um gajo tirar a duvida, assim de quatro em quatro anos!
Porque sem isso, todos vão sempre pensar que são do maior, mas na verdade não há nada que o prove… e um campeonato sempre tinha a vantagem que os Jeovás podiam descer de Divisão e ir pregar para outra freguesia!
Cada um acredite no que quiser, se quiser até pode venerar o Rei Leão, mas não me venham cá chatear a cabeça.
Eu fico com minha…e já disse que não quero a porra da revista!



p.h.

O meu nome sel tlambolho

Estou grávida de 6 meses de trigêmeos, um ruivo, um moreno, e um ainda não dá para ver o que é, com sorte ao menos esse sairá asiático como o pai que tem uma loja muito gira de importação de produtos chineses que se chama "Impélio velmelho que ataca comélcio tladicional poltuguês".
Já me foi enviado várias vezes o mesmo mail, por pessoas diferentes, a avisar-me dos perigos de uma ida a lojas de chineses esses seres maléficos que nos levam para o fundo dos seus estabelecimentos para nos retirarem orgãos. Eu não dei resposta a tal coisa e apaguei os mails enquanto me indignava com tamanha estupidez.
É esta a arma cobarde que algum comerciante português idiota arranjou para combater a concorrência dos comerciantes chineses?
Não me venham dizer que as lojas estão às moscas por causa dos chineses. Até um dono de um talho anda a barafustar que os chineses andam a roubar-lhe a clientela, ora eu nunca vi bifes à venda nas lojas de chineses da minha cidade.
Têm produtos baratos (a maioria sem qualquer qualidade) e estão sempre abertos. Isto faz deles uma concorrência feroz? Quantas vezes ao sábado à tarde preciso de alguma coisa e as lojas estão fechadas? Um comerciante que fecha a sua loja ao sábado à tarde está a dizer: vão aos centros comerciais, mesmo que fiquem a mais de 30 km de distância ou então porque não vão aqui remediar-se no meu vizinho chinês que tem a loja aberta.
A maioria das pessoas só tem tempo livre aos fins-de-semana para fazer as suas compras e os comerciantes dão-se ao luxo de ir para casa ver as gravações da semana da Bela e o mestre, opções...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

O Engenheiro…

Eu assumo que não vi a entrevista do nosso primeiro-ministro “Eng.” Zé. Não vi porque acho de tremendo mau gosto duvidar da vida académica do senhor.
Eu, essa pessoa idónea, com toda certeza posso garantir que o senhor se licenciou no mesmo ano que eu e o Sr. Prof. Dr. Sandes de Choco, ainda devemos ter feito alguns trabalhos de grupo em conjunto, quem sabe. Ele não era grande aluno, tudo bem, eu e o Sr. Prof. Dr. Sandes éramos barras. Mas agora estar a Duvidar que o homem acabou o curso?
Ainda me lembro de um Prof., mediano, dizer: Óh Senhor Primeiro…perdão, ele disse: Òh menino Zé atão não é que encontrei o exame que o senhor tinha feito no domingo antes da data do exame e não é que tinha passado?! Peço desculpa pela minha incompetência. Ah é verdade e tenho um sobrinho com a quarta classe que é moço rijo que gostava de lhe apresentar, Òh Pinho anda cá ao tio!
E o gajo passou mesmo, era um aluno aplicado!
Desde esses tempos ficou uma grande amizade, tanto que ele ainda esteve para fazer parte do elenco daqui dos PFcAD… mas há dois anos atrás ele estava ocupado na escola primaria da Corte Pinto a tirar uma pós graduação, acho que se chamava quarta classe, e era complicado!
Como podem ver, e até consultar no meu perfil académico, este senhor é tão Eng. como eu e o Sr. Prof. Dr. Sandes de Choco! Com uma nota mais fraquinha, mas também é!

Mas o que me chateia ainda mais é que eu acho isto de uma hipocrisia terrível, primeiro anda tudo em polvorosa porque temos poucos licenciados, falta de mão-de-obra especializada, baixo grau de literacia… Depois, um gajo que já era Eng. vai ser despromovido! Mas que raio é isto? Com o ritmo da Independente daqui a poucos anos as escolas primárias estava cheias de recém licenciados, que só lá iam para aprender a escrever e contar… Isso é que era fazer o País ir para a frente!
Coitado do homem, quando um gajo está em baixo cai-lhe tudo em cima, é mesmo!


NOTA: Um dos professores que em muito influenciou o colega Eng. Zé - espero não estar a cometer uma inconfidência - foi o Sr. Prof. Eng. Dr. Arq. Prateleira. Um homem sábio, com quem ele aprendeu muito...dizem!

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Chupa Chups

Tradução da lingua dos nuestros hermanos (é o que dá não poder escolher a familia):
-0% de gordura
-Prazer saudável
-Chupar relaxa

Por isso já sabe! Apanhou a sua mulher na cama com um vendedor de rolhas em 2ª mão vietnamita? Foi despedido do emprego porque foi substituido por um canhoto tailandês? Encontra-se stressado? Relaxe chupando! E não se esqueça: não engorda (propaganda dirigida para mulheres)!!!

Ps-Imagem amávelmente cedida pela Nhanha

terça-feira, 10 de abril de 2007

Feliz dia do enxerto no barbaças

O fim-de-semana português dominado pelas amêndoas, folares, cordeiro assado no forno (lembro-me que há uns anos, nasceu um borreguinho no dia 25 de Dezembro que baptizei de Jesus… o pobre foi morto pela Páscoa também… chorei muito. Chorei. É que estava divinal com aquelas batatinhas novas assadas e com aquela magnifica salada de agriões. Era de comer e chorar mesmo por mais!), visitas de família e etc já terminou. Só hoje me senti mentalmente capacitado para me debruçar nesse assunto. E tenho que falar.

Partilho convosco uma reportagem televisiva típica da época Pascoal.

«Hoje é Sexta-Feira Santa, feriado observado pelos Cristãos como o dia da celebração da crucificação de Jesus Cristo (vulgo J.C.), filho do Deus, cuja morte redimiu os pecados da humanidade.»

E isto é a história como deveria ser descrita:
«Hoje é Sexta-Feira Santa, feriado observado por entusiastas de Jesus em todo o mundo como o dia em que a popular figura barbuda, ocasionalmente referida como “o Messias”, foi alegadamente crucificado e (de acordo com a lenda) morreu pelos alegados pecados da humanidade. O dia de hoje dá inicio a um fim-de-semana “santo” que culmina no Domingo de Páscoa, dia em que se acredita que este “salvador” morto (que além disso, dizia ser filho de um ser invisível que habitava no céu chamado Deus - é caso para dizer que de nada serviram as cunhas…) terá “ressuscitado” misteriosamente.
De acordo com a lenda, ao oferecer-se para ser morto e aceitar levar a coisa até ao fim, Jesus terá salvo toda a gente que já viveu (e mesmo toda a gente que viverá um dia!) de uma eternidade de sofrimento numa zona ardente popularmente conhecida como inferno desde que (ainda de acordo com a história) o aspirante à salvação acredite piamente nesta história mirabolante.»

Isto sim é jornalismo imparcial.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

"Pérolas" que nos chegam pelo correio...

O que motivou a prolongada ausência das “postagens”? Pois… Mas a culpa é do Blogger, essa criatura vil e traiçoeira (agora entendo a revolta da Trambolho e a sua sede de vingança!).

No entanto também é verdade que a motivação para “postar” não era muita, aliás, não era nenhuma, nem para ler as dissertações do Sandes, esse libente arauto das mais incómodas verdades humanas.

Mas eis senão quando, via correio, chega a motivação… um misto de formalismo e disparate linguístico. O remetente? Uma autarquia…



Não fiquei com o lugar a "cuncurso" e faz todo o sentido, de facto não escrevo naquele dialecto, facto que condicionaria a minha comunicação no suposto "trabalho de equipa".

Reconheço: houve justiça e critério no resultado!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

neste dia


Hoje só me apetece ouvir isto. E não é o Chronus. É apenas idade.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Calem-se e tirem os chapéus- O esperado final em formato de dramalhão mexicano versão +/- concentrada

…Hoje, por fim, decidi terminar a minha reflexão acerca dos minutos de silêncio durante os jogos…

Continuemos então…
Pois, se leres este sem ler a 1º não vais perceber nada. Por isso, não sejas energúmeno e vai ler.
A voz continua o seu apelo:
« E por isso, senhoras e senhores, por respeito para com os mexicanos que podem estar sentados entre vós hoje, e tendo em conta o natural impulso humano que nos leva a rir das desgraças dos outros, sempre que alguém morre ou fica estropiado, tentemos mais uma vez, com mais convicção, fazer um minuto de silêncio pelos quarenta e três instrutores de dança mexicanos feios, gordos, atrasados mentais e graves problemas de gengivite ( nova informação recebida por satélite) que foram cuspidos da Montanha Russa. Já para não falar dos pobres palhaços a quem a tragédia bateu à porta quando enchiam inocentemente as bisnagas.»

Estão a perceber o problema? Os fãs não conseguem entrar no espírito. Mas eu compreendo. Sou solidário com os fãs. Porque, epá, francamente, não sei o que devo fazer durante um minuto de silêncio. Vocês sabem? Mas afinal o que é suposto fazer? Estão à espera de quê? Esperam que rezemos? Ninguém o pede. Se querem que se reze, deviam pedir. Até não me importo de rezar ou fingir que, uma vez que, sinceramente, não sei como se reza. Não sei se devemo-nos pôr de joelhos, fechar os olhos e pensar em gatinhos mortos e chorar ou se devemos fazer força para ficarmos com cara de um grave problema de cólicas intestinais. Palavra que não sei. Isto tudo se resolvia com um pedido formal.

Mas não. Não dão instruções nenhumas. Não sei mesmo o que é suposto fazer. Às vezes, tenho pensamentos maléficos. Desejo má sorte às pessoas que estão sentadas ao meu lado para os próximos dias. Imagino milhares de pinguins a serem mortos com catanas por anões viciados em Xanax. Imagino o Cláudio Ramos a levar com um gato morto no focinho. O mais frequente é acabar aborrecido de morte a procurar algo para ocupar o pensamento.

Uma vez, fiz um inventário das borbulhas no pescoço do homem que estava à minha frente à espera de achar uma que tivesse um pêlo para poder puxá-lo durante a confusão do intervalo. Numa feliz ocasião, dei comigo a olhar especado para os seios gigantescos da mulher que se encontrava à minha direita. Duas protuberâncias carnudas a subirem e a descer sob o tímido sol de Fevereiro. E o meu pensamento enveredou por um rumo romântico e terno:

«Porra!!! Gandas mamas! Devia jogar-lhe as mãos assim de repente. Mas… Ná… Ela deve ser daquelas raparigas recalcadas e ia pensar que sou esquisito. Não sabe que isto é tudo timidez.»

É nisto que penso e não consigo evitar. Durante um minuto de silêncio, a imaginação sai-me disparada. Não sei o que fazer. E porquê um minuto de silêncio? Que tem de bom o silêncio? Porque não um minuto de berros? De certeza que os mortos não se vão sentir incomodados, E um minuto de berros punha-me mais animado para o jogo. Mais uma crítica. Porquê homenagear só os mortos? E os feridos? Normalmente há sempre mais feridos que mortos em qualquer tragédia que se preze. Então e eles? Então e aqueles que não morreram nem estão feridos? Aqueles que se limitam a ir ao hospital receber tratamentos e têm logo alta? E que tal em vez de um minuto de silêncio, um minuto de sussuros em memória de todos os que recebem tratamentos e têm logo alta? É uma condição perfeitamente digna. Pessoalmente, sempre quis receber tratamento e ter logo alta. Normalmente, recebo tratamento e a seguir prendem-me numa camisa branca de mangas muito compridas.
A camisa até me fica bem. Acho que é de algodão.

quarta-feira, 28 de março de 2007

QUERES SER INDEPENDENTE??


R: «Ahhh... Assim de repente??..Ahhh.. Epá... Não.»

Nos "estates" is not assim...

Nunca me tinha passado pela minha pouco sã cabeça invejar morar nos estates unaidus das Américas, mas parece-me que por lá os gajos resolvem as coisas de uma forma muito mais eficaz.
Ora bolas, depois de um fim-de-semana agoniante em que me armei no mais rude taberneiro imaginei-me a baldar as aulas e dormir que nem um abade, mas não é que uns marmelos se lembraram de arranjar os passeios da minha rua?? A ideia até nem é descabida, mas começar a esburacar ao pé da minha janela as oito da manhã fez-me ter a lúcida sensação que estes estavam muito bem como estavam… Tudo bem que a calçada tinha saltado, havia um buraquito ou outro…melhor, havia um que era o passeio todo…mas para mim estava bom! Para que fazer obras? E aquela hora?
Foi então que invejei morar na terra do tio Sam, onde tudo se resolve de uma forma rápida e inteligente…
Já lá vão dois dias e isto ainda aqui anda, parece-me que há trabalho para uma semana… Já mais de uma vez tive para sair de casa e agarra no martelo pneumático! A rua é pequena, num par de horas acabava com isto…
Lá está o nosso problema de falta de mão-de-obra qualificada…E depois as obras nunca mais têm fim!
Se eles amanhã voltarem acho que vou lá dar uma mãozinha…para acabar com isto de vez!
Claro que se até lá me chegar a casa o carregamento de caçadeiras de canos serrados e de granadas que comprei no ebay será mais rápido, mas com o martelo também vai ser giro!

terça-feira, 27 de março de 2007

Calem-se e tirem os chapéus

O costume de observar um minuto de silêncio antes de um evento desportivo para homenagear gente morta é absurdo. E arbitrário. Porque, se repararem bem, só algumas pessoas têm direito a este tratamento, É altamente selectivo. Por isso decidi que, quando chegar o momento em que toda a gente que morrer no mundo tiver direito a um minuto de silêncio, vou começar a levar a coisa a sério. Até lá, não contem comigo. É ridículo. Passo a explicar.
Imaginem que estão num estádio, preparados para ver acção, quando uma voz soturna interrompe a festa e anuncia em tom abatido:
«E agora, senhoras e senhores, pedimos que descubram as cabeças e se juntem a nós num minuto de silêncio pelos quarenta e três instrutores de dança mexicanos, feios, gordos e atrasados mentais que perderam a vida hoje de manhã num acidente de montanha russa na Feira Popular. Ao que parece, levantaram-se todos numa curva apertada e foram projectados para o céu frio da manhã. E, visto que eram mais pesados que o ar, caíram no telhado da Barraca da Barafunda, atravessando-o e aterrando sobre vários palhaços, matando-os a todos e esborrachando os seus narizes vermelhos para lá de qualquer reconhecimento possível. Julga-se que uma das vítimas foi o conhecido Batatinha.»
Ouvem-se risos entre a assistência. A voz prossegue:
«Senhores e senhoras, se acham isto divertido, se acham que é ocasião para galhofa e regabofe, peço-vos para se porem na posição de algum mexicano enlutado que possa estar sentado ao vosso lado nesta tarde. Tentem inverter a situação. Imaginem-se a visitar o México e a assistir a um jogo de corrida de lamas. Imaginem-se sentados num estádio, um taco numa mão e uma Corona na outra, preparados para ver acção quando uma voz taciturna interrompe a festa e anuncia em tom soturno:
«Señores e señoritas, pedimos que retirem os sombreros e se juntem a nós num minuto de silêncio pelos quarenta e três domadores de pulgas portugueses feios, gordos e atrasados mentais que perderam a vida hoje de manhã num acidente de roda gigante numa feira.»
A voz continua em espanhol:
«Ao que parece, a gigantesca roda gigante descontrolou-se e começou a rodar selvaticamente, projectando os pobres domadores de pulgas para o céu, nesta manhã quente e húmida. E, visto que eram mais pesados que o ar, caíram no telhado do Museu das Aberrações, atravessando-o, esmagando o rapaz com cara de cão, destruindo os seus brinquedos de roer e magoando severamente o Cláudio Ramos.
E digamos que, quando acabam de ouvir isto, dão convosco ao lado de um espertalhão mexicano de bigode farfalhudo que se ri e dá cotoveladas ao amigo. Sentir-se-iam furiosos com esta falta de respeito, não é assim? E com razão!»

Estão a perceber o que um anúncio destes implica? É difícil para alguém que está a ver algo emocionante entrar neste espírito melancólico e soturno. A não ser que seja feito pelo Badaró.

(Continua amanhã )

Desta vez ganhou o Tonico, da outra tinha sido uma peça de mobiliário onde vulgarmente nos sentamos

sexta-feira, 23 de março de 2007

Para que servem os telemóveis ou o ódiozinho crescente!

Eu odeio telemóveis! E cada vez mais.
Fizeram-me algum mal? Não sei, talvez, se a história das ondas for verdadeira, mas vendo bem, mesmo que isso seja verdade eu devo ser das pessoas menos afectadas, pelo pouco uso que dou àquela coisinha.
Claro que lhe vejo muita utilidade especialmente no que se refere à emergência médica, à alerta de incêndios e ao facto de, à falta de melhor, puder ser utilizado como arma, se bem que os antigos seriam bem mais eficazes...
Convido-vos a fazer uma experiência. Combinem com uns amigos um encontro num sítio qualquer, a uma determinada hora. Vão para esse sítio qualquer à hora determinada. Nos próximos minutos garanto-vos que vão receber mensagens e telefonemas a dizer: "olha estou atrasado"; "pá afinal não posso ir fica bem"; "atrasei-me bué mas conta comigo". Há uns anos atrás se calhar ficávamos pendurados na mesma, mas agora a regra de boa educação não é chegar a horas, mas avisar que estamos atrasados.
Não carrego o meu telemóvel desde Setembro e disse isto ontem a duas amigas que ficaram com ar de quem ouviu uma revelção de novela norte-americana.
Há 10 anos vivia muito bem sem este objecto e hoje também! Só ainda não me desfiz dele porque estou à espera de umas notícias, mas assim que as tiver adeus objectozinho parvo!

quarta-feira, 21 de março de 2007

Primavera

As borboletas voam delicadas pelo ar e as flores dão risadinhas patéticas porque as abelhas fazem-lhes cócegas. Os passarinhos tiram a poeira nas poças de água e as crianças correm pela relva atrás de um balão. O sol brilha reluzente e aproxima-se das pessoas que passam. Alguém diz: Mas o sol está estranho!? Oh não! Não é o sol, são os dentes do Paulo Portas. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Salve-se quem p...

terça-feira, 20 de março de 2007

Dúvidas existênciais

É extremamente raro a minha pessoa receber cartas. Hoje por mero de certeza não acaso recebi uma. Da EDP.

Acerto de contas diziam eles. Contador velho e com esclerose múltipla digo eu. Seja.
Abri o envelope. Os meus olhos depararam-se com uma quantia que se assemelhava com o PIB bruto de um pequeno pais da América do Sul.

Senti uma leve picada. O meu braço esquerdo ficou dormente. Nesse instante, vi-me envolvido num flashback ao melhor estilo Hollywoodesco. A minha vida inteira desfilava diante dos meus olhos. Depois de tudo isto, de sacar do Multibanco e pagar a conta, apenas duas coisas me permanecem como mistérios insondáveis para a humanidade: onde raios foi desencantar o sotaque a fingir alemão a ama da novela Floribela e mais ainda, onde foram desencantar os tipos que participam no reality show A Bela e o Mestre? Mas não se mancam? Será ali que toda a teoria da evolução meteu o pé na poça?

É que faz-me uma confusão…

sexta-feira, 16 de março de 2007

Floricienta


www.floricienta.com.ar/

quinta-feira, 15 de março de 2007

Como uma alface

Vou aqui confessar uma coisa da qual não me orgulho muito.

Hoje, um pouco depois da hora de almoço, vi um pouco do novo reality show da TVI: A Bela e o Mestre. Rapidamente o meu cérebro entrou num colapso sem precedentes e entrei em completa paralisia vegetal. Foram 2 a 3 minutos de pânico, medo e choque. Depois disso chorei. Chorei muito. Aliás, não chorava tanto desde domingo passado aquando da refeição em que mordi a minha própria bochecha. É que dói que se farta. Além de ser estúpido. Morder-se a sí próprio faz-me lembrar aqueles cães com ar ridículo a tentar morder a própria cauda mas enfim…

Lembrei-me que faz hoje uma semana que ocorreu o Dia da Mulher. Saí nessa noite um pouco para beber um copito e confraternizar. É fantástico a quantidade dantesca de mulheres embriagadas que encontrei nessa noite. Não via tantas desde o Dia da Mulher do passado ano.

Abaixo os jogos de ping-pong burocráticos!

sábado dia 10 de Março pling ideia
domingo dia 11 de Março pling, pling, pling muitas ideias complementares da ideia base.
2ª feira dia 12 de Março:
Eu- Estou sim, bom dia é para marcar uma hora com o Sr. Vereador da cultura e do desporto , por favor
Telefonista - Só um momento por favor, aguarde só um momento,... música ridícula... não é para este número é para o ... série de números... e peça para falar com a D. trlálálá que é a secretária do sr. vereador
Eu- Obrigada bom dia
Eu - Estou sim bom dia é possível falar com a D. Tralálá?
Telefonista - Aguarde um momento por favor... silêncio, sem música ridícula... A D. Tralálá de momento está ao telefone.
Eu - Obrigada então eu tento mais tarde.
mais tarde:
Eu - Estou sim bom dia é possível falar com a D. Tralálá?
Telefonista - É só um momento por favor...silêncio, ausência de música ridícula...Olhe ela continua ao telefone, é a mesma senhora de ainda há pouco?
Eu - Sim sou (dá-me sempre vontade de gargalhar quando me tratam por senhora, mas quando é por D. é pior já é ofensivo)
Telefonista - (embaraço na voz) pois, pois, é assim, pois,...olhe ela já desligou eu vou passar a chamada é só um momento
lá falei com a D. Tralálá e marquei a hora
Dia 15 de Março:
9.30h sair de casa
10.00h blábláblá com o Sr. vereador
10.20 a caminho de casa
Eu tomei a decisão de ir directamente falar com o vereador, para não andar de departamento em departamento a preencher 300 papéis, mas se foram necessários 3 telefonemas para poder falar com o homem durante 20 minutos, quanto tempo terei de esperar para saber uma resposta?

terça-feira, 13 de março de 2007

Um cremoso café expresso blá blá blá

Cenário: Café-Lounge armado em chique.

Situação: Eu completamente cheio de fome às 15 h de segunda-feira.

Descubro que o nome para um vulgar café foi substituído por: cremoso e fresco café dos mais puros grãos de uma suave mistura colombiana e árabe. Ok. Seja. Mas café ou bica para mim chegava depois de me refastelar com uma bela sandes.
É engraçado como a linguagem floreada chegou a alguns restaurantes e até a cafés. Acho uma imensa piada. Já repararam por mero acaso que já desapareceu das ementas (que até foram substituídas pelas sugestões de refeição) o belo Bife ou Bitoque? Homessa.

Têm que arranjar nomes engraçadinhos e alinhados para tudo. E eu adoro alinhar nestas coisas. Porque não usar a língua das ementas para fazer o pedido? Ein? Mas se o fizerem, têm que o fazer como deve ser! Nada de ler directamente da ementa. Em vez disso, devem decorar a descrição do que querem pedir com todos os pormenores e, a seguir, olhar o empregado directamente nos olhos e dizer:
«Queria o vosso suculento e delicioso bife feito da melhor carne seleccionada entre o gado que pasta livremente nas planícies alentejanas, levemente grelhado numa chapa do mais puro aço inoxidável, servido com o mais alvo e puro arroz colhido à mão e seleccionado bago a bago pelas mais argutas e puras mãos de trabalhadores do leste europeu que trabalham na zona da bacia do Sado, ao lado das mais crocantes batatas fritas em óleo 100% vegetal, extraídas do solo mais fértil de uso para agricultura biológica fertilizado com bosta proveniente do ânus das melhores vacas contaminadas por bactérias devoradoras de medula e carne». Vejam lá se isso não melhora de forma magistral o serviço?

Mas, para completar o pedido com o café, peço depois assim: «Não se importa de me trazer um copo cilíndrico e perfeitamente transparente, contendo alguns decilitros desse néctar insípido, inodoro e incolor a que convenientemente se decidiu chamar água?».

Costumam olhar-me de atravessado. Não sei porquê. Palavra.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Violência nas escolas, mas como deve ser ó fazfabor

Esta semana que passou houve um incidente numa escola que me fez sentir fora da cauda da Europa (o que quer que isto queira dizer, frase inventada por um jornalista dado às metáforas e plagiado diariamente por quase todos os seus colegas), um funcionário do dito estabelecimento de ensino ameaçou alunos e colegas com um machado, infelizmente para a TVI não houve qualquer desmembramento sanguinário. Fiquei muito contente por este senhor e perguntei-me: "Mas como é que ninguém se tinha lembrado disto antes?" Entusiasmei-me e pensei para quando uma cozinheira de cantina universitária, com uma varinha mágica industrial, a ameaçar um catedrático que se recusou comer a sopa toda?

domingo, 11 de março de 2007

Momentos inesquecíveis (infelizmente)

Momento deprimente:
Explicar à minha mãe o que é o clítoris e o que é um orgasmo.
Momento embaraçoso:
Ter que me esconder por baixo da cama no dia em que me chegou o período, porque o meu irmão (6 anos mais velho), andava atrás de mim a gritar:"Já tens o período, já tens o período!!!, acho que não houve vizinho do prédio e da rua que não ficasse a saber...
Momento ridículo:
Chegar a uma sala de aula cheia de colegas, carregada com uma maquete gigante, depois de ter pago uma fortuna a um taxista pouco simpático e ter umas olheiras de 10 metros por não dormir há mais de 30 horas. Agora a cereja: Todos pararam de fazer o que estavam a fazer e ficaram a olhar para mim, alguém disse: "Mas a entrega foi adiada para a semana!"
Momento de pura inocência:
O meu querido primo disse-me: "Olha vai perguntar ao teu pai... e depois segredou o que eu tinha que perguntar.
Eu - Paiiiii!
O meu pai - O que é?
Eu - Já alguma vez apanhaste no cu?
Resultado: uma bela chapada na cara e só muitos anos depois é que percebi o que se tinha passado...

sábado, 10 de março de 2007

RTP

As comemorações do aniversário dos 50 anos da RTP meteram-me ciscos nos olhos, tudo por causa das músicas dos desenhos animados e dos anúncios. O restaurador Olex, a pasta medicinal couto, a tinta stucomat, a cevada mucambo e as canetas bic (que ainda hoje, as de tinta azul, são as minhas preferidas) . O saudoso Vasco Granja... que raio de nostalgia que aquilo me deu.
Não vi tudo, mas o momento alto da noite cheira-me que foi a entrada espectacular do Rui Reininho, quanto à mais bem despida parece-me que foi a Isabel Angelino, que tinha mais dentes que tecido em cima. Também apreciei muito as luvas vermelhas da Dina Aguiar que desde que fez obras na cara parece aquele personagem da guerra das estrelas que é aparentado de batráquios.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Um leve divagar acerca de péssimismo

Costumam dizer que sou um perfeito pessimista. Errado. Quando olho para um copo com 50% da sua capacidade, não digo: Ena! Um copo meio vazio. Até digo: Olha! Um copo meio cheio… mas de veneno.
Toda a minha vida tive a sensação de que algo grande e sinistro se estava a orquestrar no mundo. A sério!
No entanto. É pura paranóia. Pura normal e vulgar paranóia. Julgo que todos os seres neste planeta a têm. Inclusive os gastrópodes: caracóis, lesmas e o Cláudio Ramos.
Talvez eu esteja velho e cansado mas as hipóteses de descobrir são tão remotas que o melhor a fazer é dizer “põe o sentido de lado e mantém-te ocupado”.
Cá para mim, preferia de longe ser feliz a ter razão em qualquer altura. Ai está o problema.
Nunca me engano e raramente tenho dúvidas.
E o pior é que vem aí outro Reality Show da TVI.
MEDO!!

quinta-feira, 1 de março de 2007

Bob o Construtor

Já sairam os novos brinquedos do Bob o Construtor! São fenomenais! Ofereça já um aos seus fedelhos! Faça os seus olhos brilharem amaravilhados! Faça com que deixem de dizer: quando for grande quero ser astronauta para quando for grande quero ser pedreiro!

Estes brinquedos que atingiram enorme sucesso em África e na Europa do leste há decadas atrás, estão agora presentes no mercado português!

a queda de um mito!