Porque razão o Cristiano Ronaldo foi o único do onze inicial que não cantou o hino nacional no Portugal Vs Espanha?
1-E por mero acaso ele ganha mais euros se cantar?
2-“porque quando jogo concentro-me a 110%! 110%”
3-Pura preocupação. Estava a pensar no novo anúncio que tenho que rodar para o BES. E desta vez não é para aparecer deitado ou a dar toques numa bola mas sim ler um excerto d’Os Lusiadas.
4-Porque jogador que é jogador a sério só consegue fazer uma coisa ao mesmo tempo. Ou cantava ou olhava pró placar gigante a ver se tinha posto a base bem.
5-Porque não é pago para cantar.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Ok. Muito bonito e tal. Mas convém nunca esquecer que por mais belos que sejam os glúteos de outrem, nunca fogem á sua função primordial. Uma função um tanto ou quanto merdosa.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Que se faz ao cãozinho quando faz xixi em casa? Espanca-se com um jornal. Que se faz ao gatinho quando arranha os cortinados? Ata-se na estrada para poder parar carros com a cabecita. O que se faz quando a nossa -mais-que-tudo se engana nuns passos de dança num casamento? Nada que uns prontos lambadões não resolvam. Nunca menosprezem o poder persuasivo de uma azevia na fronha de outrém.
Sentado estava eu no meu trono de porcelana. Folheava paulatinamente uma revista averiguando que terríveis moléstias assolavam o jet-7 português quando dei de caras com isto. Este anúncio, ou foi falta de vista da empresa de marketing ou conhecimentos da geografia de Portugal um tanto ou quanto incompletos digamos. Deixo aqui então umas ideias para que o leitor melhor entenda o anúncio e quiçá, também o próprio génio iluminado que o criou.
Ps- Clica nas imagens para as veres melhor s.f.f. Epá!! Foi a primeira coisa que fiz em PaintBrush para o blog! E não gostei.
Pegue no seu filho recém-nascido. Coloque-se junto à piscina na parte mais profunda. Jogue-o para dentro desta com força. Se ele não regressar à superfície nos primeiros cinco minutos não se preocupe. Está só a tentar ter a sua atenção.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Uma vez perguntei à minha sobrinha de quatro anos o que queria de prenda de aniversário - “chocolates e Coca-Cola”. “De certeza? Não queres uma boneca ou uma coisa qualquer dessas com que as meninas brincam?” “Não. Chocolates e Coca-Cola!”. Esfreguei as mãos, fiz um olhar malévolo, sorri e pensei no dinheiro que ia poupar. No dia de aniversário dela os pais não tiveram descanso toda a noite. Bendita cafeína.
É impressionante como, com o passar dos anos, a nossa lista de desejos aumenta em vez de diminuir.
Ontem queimei o céu da boca com uma lasagna do inferno. Saltaram-me 2 cm quadrados de pele e foi muito giro (só arranquei em casa e a pele era elástica e forte e AU). A senhora tinha-me dito que estava quente, eu deixei arrefecer, soprei, mas nada me poderia ter prevenido do quanto estava quente aquela invenção italiana. Como não podia cuspir a comida em frente de todas aquelas pessoas, acabadas de conhecer, e com ar demasiado sério, aguentei-me. E ninguém se apercebeu, sou uma especialista na invisibilidade o que me faz pensar que para uma próxima posso simplesmente cuspir que ninguém dará por nada. Menos discretas foram as vezes em que das minhas narinas saiu: água, leite, melancia, arroz, coca-cola, sopa, já disse MELANCIA? Não o suminho, mas MELANCIA! Tudo em jacto e em direcções impossíveis de controlar. Sou uma lady à mesa.
Há 2 anos num restaurante que já tinha sido cisterna e uma casa de prostituição, fui puxada para dançar por desconhecidos e o meu cabelo incendiou-se por causa de uma vela que estava em cima da mesa (nada de grave apenas um ligeiro cheiro a porco queimado). Mas tudo aconteceu porque estava hipnotizada pela dança de um grego. Não faço ideia quanto tempo fiquei a olhar para ele, mas deve ter sido muito. Os braços abertos e os passos tradicionais maravilharam-me. (nada de pecaminoso, era um respeitável avô a dançar com a sua mulher). Nas mesas: iranianos, turcos, gregos, alemães, franceses, ingleses, norte-americanos, espanhóis, iraquianos, israelitas, russos e portugueses. E se já me tinha emocionado com o Filme falado de Manuel de Oliveira, vivê-lo foi ainda mais extraordinário (bem, só não andei pelo Mediterrâneo, nem fui a Itália, Grécia, Egipto, mas a velha Constantinopla foi mais do que suficiente).
Naquele lugar tudo parecia possível! E dancei. (ainda com o cabelo fumegante)
Tenho uma mania um tanto ou quanto parva. Poderia até ser considerada voyeurismo. Mas não é. Porque eu sou um tipo catita. E a mania é esta: quando ando na rua e vejo alguém passar no meu limite visual com fones nos ouvidos, costumo imaginar que tipo de música estará a ouvir. Eu sei que desde que inventaram aqueles fones com bluethoth( esperem… vou ver ao meu telemóvel se esta palavra está bem escrita… Ok. Não está) através dos quais as chamadas podem ser atendidas , o número de pessoas com fones aumentou. Mas como desses (com fones blue… (ah…aquilo que escrevi ali em cima com erro)) são apenas aspirantes a seguranças ou vêem muitos filmes de acção ( e não estou a falar da Jenna Jameson porque não é esse tipo de acção. É mais tiros e pistolas. Ou quiçá mais pistolas e tiros mas continuemos).
E continuando como disse, a verdade é que imagino que raio de música é que cada uma dessas pessoas ouve. Normalmente associo à sua aparência. Ou também ao tipo de música estupificante que esteja na moda. Isto tudo tem uma razão. Nos meus anos de petiz., um suposto meu colega de curso metaleiro; de fones nos ouvidos e t-shirt dos BATENAVÓ; estava a ouvir uma suposta música muito supimpa. Disse: “Sandes, ouve aquí este sonoro muito supimpa”. Arrepiei-me. Embora goste de música, gosto de boa música. Seja ela de que estilo for. Meti os fones nos ouvidos. E que era? Perguntam-se vossemecês com angústia nas vossas mentes e curiosidades acerbadas… ERA A PORRA DA MÚSICA DO TITANIC!!! Da Celin Dion!!
E agora pergunto-me: com tantas oportunidades de fazer falsas queixas e fazer com que alguém seja preso por terrorismo, porquê nunca ninguém se lembrou de a culpar a ela? Sejam úteis à sociedade. Não é só do PIB e de percentagens das bancas que este mundo funciona.
É verdade, estou a atravessar a minha primeira crise de meia idade. Já há algum tempo que várias pessoas me tratam por senhora o que, para além de deprimente, me dá vontade de rir. (contraditório?)
Agora falar com um adolescente que pratica atletismo, referir a Rosa Mota e o miúdo desatar a rir por pensar que é um nome inventado e que se está a fazer uma piada sobre atletismo (e há tantas...é um fartote). POR FAVOR!!!!!!!!!!!!!!! Lá se fizeram as explicações que deveriam ser desnecessárias. E mesmo assim algo me diz que o miúdo vai googlar ROSA MOTA para confirmar a veracidade da coisa.
Agora vou buscar o meu andarilho para ir ao parque dar milho aos pombos...
Dúvida de mulher: “Porque é que se vocês andarem com muitas mulheres são uns garanhões e se nós andarmos com muitos homens somos umas "?&%!?”
Sandes: Muito simples, vou-te dar um exemplo: se uma chave abre muitas fechaduras, é uma chave mestra, mas se uma fechadura é aberta por muitas chaves, é uma "?&% de uma fechadura que ninguém a quer.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Hoje descobri um sítio fantástico para ler livros de graça. Isso se gostar de livros do Paulo Coelho e de outros que tal próprios para vender em estações de serviço. No entanto, não foi numa estação de serviço mas sim numa loja dos CTT, vulgarmente conhecida por Correios. Pois. Eles agora também têm livros, cadernos, postais e milhentas outras coisas para vender que, na altura vi mas devido a terem uma tal importância para o meu dia-a-dia, mês-a-mês ou mesmo década-a-década, já me esqueci.
Entrei, tirei a senha de espera, olhei para os livros e esperei a minha vez.
Esperei.
Esperei.
Esperei.
As balconistas, receosas, olhavam umas para as outras. Desalento transbordava dos seus olhares e quiçá desespero. Carregavam no botão que altera o número de espera como se estivessem numa roleta russa.
Esperei.
Esperei.
Olhei para um livro. “Como ser feliz”. Peguei. Folheei. Ok. Tretas de livros de auto-ajuda. Não diz nada que eu não saiba e ainda se esqueceram de que um modo de ser feliz é ganhando o euromilhões. Pousei na prateleira novamente. Olhei para outro. “Como ter tudo e gastar pouco”. Ena. Este sim. Peguei nele. Lí.
“Número 51” soaram os altifalantes. A minha vez de ser atendido chegou. “porra… tou a meio do livro…”. Olhei para o tecto, traulitei um êxito da Tonixa enquanto amarrotava e escondia a minha senha na algibeira. Tirei outra senha e sentei-me a ler novamente.
No fim acabei por ser atendido. O livro era uma treta. Basicamente podemos viajar muito e não pagar nada. Basta conseguirmos andar muito a pé e nadar. Ou então dedicarmo-nos a uma vida de banditismo.
sábado, 10 de abril de 2010
Há umas semanas decobri que em termos de concretização pessoal, a única coisa que me lixa é que nunca vou conseguir ler todos os livros que quero. No meu quarto tenho uma pilha à minha espera. Porque em tudo o resto dá-se um jeito. Não vou conhecer o mundo todo, mas vou viajando. Não tenho, nem penso ter filhos, mas tenho as sobrinhas mais espectaculares do universo. Ganho menos do ordenado minímo e não tenho nada (ou pelo menos aquilo que é considerado alguma coisa), mas também não devo nada a ninguém.