quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Esta juventude pá...



Se fosse meu filho, era criado à base de rotativo.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Como ser jovem empreendedor?


1º Ter boas ideias

2º Arranjar forma de as pôr em prática


Quanto a mim vou começar a ler as costas das mãos para prever o passado das pessoas.

Já estou a ver filas a dobrar a esquina só para isto.


O limite não tem céu e eu ainda serei do mundo!!!!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pensamentos Dispersos:MMIX

Descobri o meu passatempo predilecto: surpreender incontinentes.

Diz-se que a vingança é um prato que se serve frio. Também se diz que a vingança é doce… Cá para mim, a vingança situa-se entre um Sundae de caramelo e Baba de camelo.

Adoro o jet-set. Simplesmente adoro. Aquela vida em que são só vistos de copo na mão, bronzeados e, em pleno Janeiro, com um bronze que deixaria qualquer veraneante do Buçaco igual a um sueco. A seguir , desejo-lhes que sejam apanhados por uma debandada de gnús.

Um dos maiores erros da história foi a invenção do sabão. Antes disso, todos cheiravam mal. O que era bom e facilitava a vida. Em plena idade média, conseguiam-se desviar uns dos outros de noite cerrada apenas pelo cheiro.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Mafalda Veiga & Jão Pedro Pais =?

Por falar em João Pedro Pais, lembrei-me dos seus duetos.

E acho que é caso para dizer que a Mafalda Veiga caiu do céu para ele. Caiu, de cabeça. E ressaltou… ressaltou… ressaltou e voltou a ressaltar. No mínimo mais cinco vezes. Só assim consigo explicar aquela fronha estranha.

Graças a esses duetos, voltaram a estar na moda, e ainda me lembro que, quando soube que eles iriam fazer isso, ri-me tanto que tive que entalar o prepúcio no fecho das calças para parar.

No entanto, tal estranho acontecimento é danoso para uma indústria. A indústria farmacêutica. Muitos já foram os médicos que ficaram sem viagens para o Brasil.

Passo a explicar: a mim, ouvir estes dois tipos juntos tem o mesmo efeito que o cigarro a seguir ao café depois de almoço. Pernas para que te quero até ao meu trono de porcelana.

Melhor que cinco pursenides seguidos.

domingo, 11 de janeiro de 2009

João Pedro Pais, ou, Um Toque de Genialidade.

Hoje, enquanto regressava a Évora para mais uma emocionante semana com temperaturas negativas, dei por mim a ouvir na telefonia uma melodia do João Pedro Pais. Nesse momento, as escamas caíram-me dos olhos e percebi quão profundas palavras ouvira.
Ele é, literalmente, uma besta poética incompreendida. JASUS!!!
Só para que entendam o meu ponto de vista, vou dissertar um dos seus maiores êxitos. Digno para música de uma novela da TVI.

Não há ninguem como tu- by João Pedro Pais, essa besta poética.

Já não há mais o que vagar
dois olhares envergonhados
agora tudo é discreto
até já esqueces o passado
se te perguntarem
se estive ausente
vão ouvir dizer
que não me vendo
nem me dou a toda a gente

Ok, comecemos.
Não sei onde é que ele andou enfiado até aos dezasseis anos para pensar que hoje em dia é tudo mais discreto que antigamente. Ah... É verdade, estava na Casa Pia... Dai aquela conversa de não se vender a toda a gente. Rapazinho ajuizado. Ajuizado e com sentido para o negócio.

Não há... ninguém como tu,
tão diferente
não há...ninguém como havia,
antigamente

E ainda bem, digo eu, já não há ninguém como antigamente. Felizmente. Não me apetecia muito ser vizinho do Benito Mussolini ou frequentar o mesmo café que o Átila.

As pessoas que tu ves
no meio das avenidas
todas procuram assentos
já nem ligam ao dia-a-dia
os mendigos que se escondem
nas arcadas divididas
fumando definitivo
deitando contas à vida
e se alguém notar
a tua indiferença
diz-lhes que o acaso
é mera coincidência

Agora fiquei espantado! A consciência social! A preocupação com os pulmões dos mendigos e as vendas da Tabaqueira.

Não há... ninguém como tu,
tão diferente
não há...ninguém como havia,
antigamente

Outra vez a mesma coisa.

Não há... ninguém como tu,
tão diferente
não há...ninguém como havia,
antigamente

E outra.

Não há... ninguém como tu,
tão diferente
não há...ninguém como havia,
antigamente

E outra.

Não há...
Não há ninguém como tu!

E o final tão esperado. O culminar de toda uma letra marcada pelo sofrimento. Poética. PDramática e sofrida. Própria para uma opereta.
Esse tipo é um verdadeiro poeta. Qual Antero, qual Camões.
Tinha mais para escrever mas a letra deu-me uma vontade enorme de fazer cócó.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2009!! Enfim!!



Para começar 2009 com os dois pés (ainda não sei o modo politicamente correcto para dizer isto a um perneta), nada melhor para ver os nossos erros passados, aprender e apreender algo com eles.
Já agora, desejo-vos a todos um excelente 2009 (mas não tão bom quanto o meu) e que eu ganhe o euromilhões....
Preciso fazer obras em casa... E comprar aquela ilha no pacifico que eu namoro há tanto tempo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal!


Há mais ou menos uma semana, liguei a t.v. e que vislumbram os meus olhos? O velhinho Natal dos Hospitais.
Uma quantidade assombrosa de novos talentos musicáis e outros já bem conhecidos a fazer playback para uma enorme quantidade de gente vestidada de branco com a algália na mão.
É bom ver que há coisas que, mesmo que passem muitos anos, continuam na mesma.
Deprimente Q.B.

PS- Feliz Kwanza!!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Fava

O homem do chapéu axadrezado estava parado encostado à arvore, fazendo rolar um borrié parcialmente endurecido entre o polegar e o indicador. Momentos depois, o burrié estava completamente seco. Afastou-se da árvore a paço decidido. Entrou na pastelaria onde trabalhava desde novo. Passou casualmente pela cozinha e lançou o burrié para dentro da massa para bolo rei.

Ps- Alguém me explica porque raio há um novo anúncio de um azeite em que aparece um casal a desenhar uma carpa koi com azeite porque aquelas novas garrafas têm não-sei-o-quê que até dá para desenhar? Normalmente quando quero desenhar, uso lápis, canetas, aguarelas ou outra coisa dessas. Pensei que o azeite era bom para refogados ou saladas.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Pai Natal Paulo Pires albino


Porque o Natal é muito mais do que comida, é também muita estupidez, aqui fica uma montra que vi hoje e que tive a felicidade de fotografar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Não é o chefe Silva...

Jacinto tinha acabado de soltar três traques quentes, fedorentos e parcialmente liquidos e estava agora a aplicar todas as suas forças para sugar do fundo da cavidade nasal um bocado de ranho endurecido que parecia do tamanho de um feto humano. Sem ligar à caca de cão que tinha amontoada debaixo das unhas há mais de uma semana, enfiou a unha do mindinho entre os dentes e retirou um bocado de comida semi-digerida, engoliu-a outra vez e continuou a fazer o almoço para os miudos do infantário onde trabalhava.

sábado, 29 de novembro de 2008

Tem apenas mais uma hipótese para digitar o seu código. Caso contrário sairá um monstro verde da máquina que lançará um muco castanho repleto de vermes para cima da sua única roupa decente e que ainda não tem uma única nódoa ou marca de tinta acrílica ou ainda não parece um pano de limpar o pó de tanto uso e de tanta lavagem e secagem.
Há anos que tenho o mesmo código, mas por vezes dá-me umas brancas assim para o embaraçoso tipo toda a fila do supermercado a olhar para mim e a odiar-me por estar a gastar mais do que 30 segundos a fazer o pagamento.
Uma decisão imediata: preciso de comprar roupa, antes que a que tenho vestida se desintegre.
1º passo ir a lojas de roupa.
2º passo entrar em lojas de roupa
- Bom dia! Podia dizer-me qual é o preço daquela peça que está na montra?
Olhar de alto a baixo.
- Ah é muito cara.
Cá por dentro: A sério? E é cara para quem minha querida?
- Nesse caso muito bom dia e obrigada pela atenção.
Não é a primeira vez e tenho a certeza que não será a última que me acontece. Alguma coisa me diz que esta senhora não é muito boa comerciante. Mas isto sou eu que sou preconceituosa e fiquei a pensar isto logo na primeira frase que me disse.
Claro que perdeu uma potencial cliente.
3º e último passo - Catálogos. Uma das grandes invenções do século passado. Poupa-se tempo, dinheiro e parvoíces pelo meio.

domingo, 23 de novembro de 2008

A Sandíada

Hoje fiz a minha primeira grande viagem a conduzir.
Desde o ninho da passarada até Évora.- Só hoje? Indagam-se vocês. Sim. Só hoje. Porque foi ontem que me ofereceram um carro. Ofereceram? Sim. Porque, muito sinceramente, embora tenha carta, não tinha o mínimo interesse de conduzir. Sempre me ví no lugar de pendura. Tu conduzes e eu olho aqui prá paisagem. Sempre foi esse o meu modo de vida durante muitos anos, e, digamos, sempre me deu muitas vantagens. Especialmente relacionadas com beber e não conduzir.
Mas tudo o que é bom tem um fim.
Enquanto fazia a minha viagem, qual epopeia homérica, até apreciei certas coisas.
O modo consciente como muitos condutores agem ao volante de algo que tenha motor e consuma carburantes; o barulho que os gatos fazem quando tentam parar o meu bólide com a cabeça; e, especialmente, o modo como damos a volta a tantas regras de trânsito. Eu, da minha parte, lavo dai as mãos. Criei muitas coisas. Inclusive as cores do espectro solar à excepção do rosa. O rosa foi inventado pelo Cláudio Ramos.
A partir de hoje, garanto-vos algo: cada vez que o Papão se for deitar, vai espreitar para baixo da cama para ver se não estou lá.
De carro.
O boato é uma cena tipo ya assim para o coiso.
Há uns anos estive grávida. Como é que eu soube?
- Então estás grávida?
Eu - Não foi da feijoada do almoço
- Não a sério a não sei quantas disse-me que estavas grávida.
- Ah, então é porque devo estar.
Passado uns meses
Trim (som do telemovel a tocar)
- Tou!
- Estás bem? - voz aflita
- Sim tudo bem e tu?
- Mas estás mesmo bem?
- Estou óptima vou agora jantar a casa dos coisos.
- Mas...
- O que é que se passa?
- O teu pai está bem?
- Está, mas porquê, tu nem sequer conheces o meu pai.
- É que o pessoal estava a dizer que tu estás muita mal porque o teu pai está doente no hospital.
Depois contou-me todos os pormenores da doença prolongada e terminal do meu pai.
Tipo ok que cena se se diz por aí é porque é verdade!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

6 meses

Jorge Gabriel - 6 meses sem apresentar qualquer programa
Micael Carreira - 6 meses sem mostrar o peito
Margarida Rebelo Pinto - 6 meses sem publicar
Tim - 6 meses sem cantar
Patos bravos - 6 meses sem destruir
Galp - 6 meses sem variações nos preços
José Socrates - 6 meses sem tentar vender o Fernão
Lili Caneças - 6 meses sem botox
Manuela Ferreira Leite - 6 meses sem falar
Isto sim seria uma grande melhoria

segunda-feira, 17 de novembro de 2008



Penso que já falei aqui da minha admiração por Filipe Melo. Pois está a crescer. É um dos realizadores do Mundo Catita que vai estrear dia 23 na RTP2. Ontem foi apresentado o making off e UAU!!!

domingo, 16 de novembro de 2008


"Pela estrada fora eu vou bem sózinha levar bolinhos à minha avózinha, ela mora longe o caminho é deserto e o lobo mau anda aqui tão perto". Era isto que estava a cantar na minha cabeça, quando o homem que ía à minha frente no passeio faz aquele som pré-escarro. Não me franzo toda, nem penso ai que nojo porque há coisas piores. Desta vez não tive que me desviar de gosma, mas de sangue. Estava prestes a gritar: oh senhor, oh senhor olhe que deixou parte de si para trás, mas como o homem estava a tapar a boca percebi que sabia. Não era preciso informá-lo. Mas o que é que ele estava a evitar que fugisse? A última coisa que pensei foi: E se ele fôr o lobo mau?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008


É impressão minha ou Isto é parecido com isto?

Estava a ouvir rádio e a pensar: Finalmente uma música do Palma sem ser a porra do Encosta-te a mim. E depois surge o All summer long. Sorri, afinal também a minha memória musical está a enfraquecer. Mas caramba aquilo andou-me às voltas na cabeça e fui ouvir a Rosa Branca. Continuo a achá-las muito semelhantes...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008



Prometo que não vou falar mais disto, mas agora não resisto. Como é óbvio a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues nunca esteve tão próxima. Só não foi encarreirada com os outros há dois anos porque desconfio que a sua demissão será usada como trunfo pré-eleitoral. O seu discurso arrogante cheira-me a ordens do género: Oh Lurdes não podes voltar atrás, olha a estatísticas. É claro que os professores têm que ser avaliados, nem é isso que está em questão, embora seja disso que se fale mais. Mas este sistema não é democrático. Quem avalia não é eleito entre os seus pares, o que significa que em muitos casos não será a melhor pessoa a fazer essa avaliação. O ambiente de trabalho que se está a gerar nas escolas pode ser muita coisa menos tranquilo. O essencial fica para trás. Eu quero bons professores nas escolas, mas eles já lá existem, este sistema não permite que professores jovens e excelentes ultrapassem professores mais velhos e medíocres. É por isso que, para mim, os sistemas que se baseiam em quotas dificilmente darão bons resultados.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Carregas e BUUUM!

O Obama ganhou as presidenciais, o Benfica levou duas na pá, o BPN vai ser nacionalizado…

São sem sombra de dúvida noticias que nos despertam a atenção mas não mais do que uma que lí há pouco tempo: a Al-Qaeda anda com falta de pessoal.

Anda com falta de pessoal para se fazer explodir, entenda-se.

É o mesmo de sempre: trabalho há, emprego é que nem por isso. E como a crise atinge tudo e todos, a rede do Osama lançou um anúncio virtual. Salário: setenta e duas virgens paradisíacas.

A coisa assusta-me deveras. E mais do que assustar, intriga-me. Assusta porque setenta e duas virgens deveriam ser o pesadelo de qualquer homem. E garanto que qualquer homem que diga o contrário só pode ser uma coisa: Parvo. E intriga-me porque tento imaginar a entrevista de emprego com o chefe da fanfarra e a coisa resume-se a dois segundos: «O senhor tem experiência no ramo?» «Nenhuma.» «Óptimo. Está contratado.»

Trabalhar como bombista suicida deve ser a única profissão no mundo que dispensa habilitações literárias ou currículos, o sonho de qualquer sociedade democrática e igualitária.

Anotem ai camaradas!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

MUDANÇA


O mundo festeja! E é mesmo o mundo! Há uns dias alguém me dizia: se ele ganhar acho que vou chorar. O meu cinismo não me permite esse tipo de emoções. Ele é político e é americano. ELE TINHA QUE GANHAR! Que esperança se poderia ter se assim não fosse?
Esperemos que a sua política externa não seja um desastre. Esperemos que o reforço militar que quer para o Afeganistão não traga consequências ainda piores, para esse país e para o resto do mundo. A retirada do Iraque em 16 meses ou amanhã não fará diferença. O Iraque está destruído, as pessoas abandonadas a políticos corruptos, religiosos extremistas e a um futuro já habitual nestes casos.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Compensa o crime?

Há alguém de quem não ouço falar há um monte de tempo.

É a tal coisa. Teve os quinze minutos de fama a que tinha direito e depois desapareceu como aquelas One-hit Bands. Ao melhor estilo dos Soul Asylum ou Zé Cabra. Quinze minutinhos e acabou-se. Caput!

Estou a falar do Osama.

Segundo uma antiga noticia com uns cinco anos, Bin Laden faltou à reunião de antigo alunos no liceu saudita que frequentou nos seus anos imberbes quando atava bombinhas de Carnaval aos gatos da sua rua.

É fácil imaginar: noite de gala, Abdul e Amina, colegas de Osama e namoradinhos na adolescência, com o rebento (salvo seja) que nasceu há nove meses e já completamente infiltrados no submundo da máfia da fralda.

E alguem pergunta no grupo: e que é feito do Osaminha?Aquele grande doido? E O Osaminha enfiado numa gruta escura e húmida, febril e acossado. E tudo porque a Amina lhe deu tampa e escolheu o Abdul no baile de finalistas deixando-o abandonado num canto a ruminar vingança contra os camelos, aviões e humanidade em geral.

O que é certo é que desde tenra idade, os maiores lunáticos e facínoras da história sofreram algum trauma pessoal que, cedo ou tarde, é extrapolado cá para fora. Hitler, por exemplo, falhou como artista plástico e rapidamente substituiu pastel e aguarela por seres humanos. Diz-se que o tipo que ocupou o lugar dele na escola de belas artes nunca mais foi o mesmo. Sempre aquele peso na consciência. E acredito que seja bem maior do que deixar umas pinguinhas de urina no tampo da sanita de um amigo, e, logo ao sair, darmos de cara com uma rapariga gira que lá quer entrar para também se aliviar.

Ok. Divago. Vou voltar ao que interessa.

Ao imaginar a noite em que a antiga turma de Osama se reuniu para mostrar o que o futuro lhes tinha reservado, rir, beber (chá) e contar piadas enquanto saboreiam um shishquebab de borrego, Osama não esteve lá. Estava longe. Bem longe enfiado numa caverna escura, fria e húmida. Mesmo com a cabeça a prémio, não lhe faltaram forças para, taciturnamente, mastigar uma hambúrguer.

De camelo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

"Se achas que a educação sai cara, experimenta a ignorância"

O maior desgosto que as minhas sobrinhas me poderiam dar na adolescência seria transformarem-se em Marronas. Por mim podem ser góticas sacrificadoras de galinhas, dreds, cools, podem drogar-se e roubar à vontade, podem até ser mães aos 13 anos que eu acho muito bem. Mas ratos de biblioteca???? Passar todos os anos sem ser por favor. Preferir ler do que fumar ganzas atrás do polivalente? Pior mesmo só se disserem: "Gosto muito das aulas de matemática e de filosofia". A vergonha que eu teria de suportar cada vez que alguém me dissesse o meu filho passou com 6 negativas e as tuas sobrinhas? E eu muito baixinho ter que dizer: Também passaram, omitindo as boas notas, todas positivas. Mas se tudo correr bem aos 15 anos lerão como se tivessem 6. E nas aulas de história quando o professor falar em Vasco da Gama dirão que é uma ponte que atravessa o Rio Tâmega.

sábado, 18 de outubro de 2008

Ena...

Não é costume meu escrever os devaneios neste blog ao fim de semana, e, até ultimamente, é até raro escrever durante esta. No entanto, algo me faz quebrar tal acto de rotina.

Paulo Coelho vendeu hoje o seu 100 000 000º livro e tal facto foi motivo para uma enorme festa numa cidade qualquer da Alemanha!

Mas que bom...

É fantástico como surgem mercados paralelos em tudo o que seja negócio que dê lucro. Criaram-se carros movidos a gasolina. Criaram-se bombas de combustível, os árabes tornaram-se milionários. Criaram-se auto-estradas para viagens de longa distância, criaram-se restaurantes nas bombas de serviço que vendem um tipo de fast-food à portuguesa como é a típica sandes de omolete, pastéis de bacalhau ou rissóis de camarão. Como é óbvio, e a ASAE trabalha há pouco tempo, para muitos destes restaurantes, salmonela era ingrediente essencial em qualquer prato que se prezasse.

Dai, surgiram enormes casas de banho nas áreas de serviço para miúdos e graúdos. Mas e que fazer com tanto tempo dispensado na casa de banho a olhar para as tão célebres frases que decoram as portas destes pequenos cubículos de trono de porcelana? Qual Batman a salvar Gotham City em perigo do ataque eminente do Joker, Paulo Coelho e os seus livros salvam qualquer leitor da cólica intestinal, flatulência ou diarreia explosiva.

Urra...

Fica então aqui uma breve lista dos produtos mais vendidos numa destas estações de serviço.



1º- Papel Higiénico Scottex Folha Dupla acolchoada,

2º-O Alquimista,

3º-24 Horas,

4º-Imodium Forte,

5º-Pastilhas Rennie,

6º-Margarida Rebelo Pinto insuflável,

7º-Caras,

8º-Borda d'água,

9º-Pastilhas Super Gorila,

10º-CD Graciano Saga “Vai devagar imigrante por amor de Deus”.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Em busca da solução perdida



Penso que não será assim que se vai encontrar a solução, mas Arquimedes eurequizou dentro de uma banheira, e estava sózinho.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Vão mas é telefonar ao Ghandi

Ultimamente, sou bombardeado por dia com uma quantidade alarmante de chamadas telefónicas, que inclusive, já me acabaram com a vontade de sair de casa com telemóvel. São chamadas de bancos a ver se quero aderir ao cartão não sei quê, da MEO para saberem porquê desisti do plano Coiso deles e etc…
Mas há uma coisa que me diverte: o modo como falam comigo é completamente diferente das vezes em que sou eu que lhes telefono. Sinceridade. É esse o cerne da questão.
Falando de falta de sinceridade, não nos esqueçamos dos disparates que os telefonistas são obrigados a dizer por ordem dos imbecis dos patrões. E sem esquecer, claro, que os telefonistas são e não são telefonistas. São “assistentes”. “Assistentes de atendimento telefónico”. Ou “assistentes de atendimento remoto”. Também já ouvi quem lhes chamasse “facilitadores de comunicação” e “técnicos de atendimento ao cliente”.
Adiante. Os telefonistas quando nos ligam, parece que são personificações de dois litros de mel com um quilo de açúcar e algum chocolate à mistura. São tão doces que até enjoam especialmente se nos querem impingir isto ou aquilo e sempre a agradecerem pelo inconveniente do telefonema naquela hora em que estávamos no trono de porcelana a ler o 24 Horas, a ter dois dedos de conversa com a vizinha ou na altura em que estávamos distraídos a ver as Tardes da Júlia. No entanto, quando somos nós que telefonamos, esperamos uma eternidade para que nos atendam, mais outra para que nos direccionem para outro apoio técnico qualquer enquanto nos falam de forma carrancuda.
No fim, dizem-nos: muito obrigado pela sua chamada.
Soa delicado não soa? Mas não é sincero.
Quando me telefonam eu resolvo a coisa rapidamente. De bom modo, de mau modo ou do modo Sandes que é igual ao mau mas mais rápido.
«Estou sim? Aqui é Juvenilda Ramos do Banco de coiso e tal….» «AGORA NÃO. BOA TARDE».

Saltos Altos



"As mulheres ficam com as pernas mais bonitas e com os rabos mais proeminentes se usarem sapatos de saltos altos"
Esta generalização, como em geral todas, erra, pois, dependerá das pernas e das nádegas da utilizadora das ditas andas.
Os sapatos de salto surgiram por uma questão prática - para não sujar as bainhas das saias nas ruas lamacentas. No entanto perduraram, apesar das ruas serem pavimentadas e das saias bem mais curtas.
Quanto a mim recorri a este tipo de escadote quando amigos decidiram casar (talvez daí parte do meu ódio por casamentos, um reflexo pavloviano do desconforto de usar esses sapatos).
Acho que não são maus para usar no conforto da alcova como estímulo visual, mas de resto acho uma parvoíce as mulheres arriscarem-se na calçada portuguesa. A imagem que me vem à cabeça quando vejo aqueles andares estranhos é de alguém a evitar um campo de minas.

domingo, 12 de outubro de 2008

My name is Earl



Divirto-me com este bando de idiotas sentimentais, marginais e disfuncionais. Agora tem dado por voltas das 20.40h na RTP2 (devia ganhar qualquer coisa com a publicidade que faço a este canal...)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A cosanostra do pó talco

Há algo estranho que reparei este verão. Uma coisa tenebrosa. Sombria. Como uma máfia ou uma organização secreta ao mais alto estilo, fazendo parecer as sociedades secretas de que o Dan Brown retrata nos seus livros semelhantes a um rancho coral alentejano ou um grupo de pasteleiros de bolinhas de Berlim. À vista de todos mas escondida sob uma ténue capa de algodão a cheirar a colónia para bebés.
Algo relacionado aos casais que tenham filhos recém-nascidos ou bebés. É como se de uma irmandade secreta se tratasse. É fantástico ver como de um momento para o outro, mesmo que só se conheçam de vista, se tornem grandes amigos, confidentes de estórias de chucha, de cronologias de mudanças de fralda ou da baritonidade dos berreiros nocturnos. Mas é mesmo impressionante. Basta dois destes casais se sentarem numa mesa de café para que, rapidamente, todos os casais com bebés rapidamente das proximidades se sentem na mesma mesa, e, de um momento para o outro, a esplanada encontra-se lotada por carrinhos de bebés, mesas bolsadas, fraldas que despertariam os sentidos olfactivos a um paraplégico de noventa e três anos e putos irrequietos de beiçola com ranhoca verde-xucrute. É como se de uma força magnética irresistível se tratasse.
Mas é um clube privativo. Tem certos e determinados requisitos como a idade do miúdo e coiso.
«O teu miúdo tem mais de três anos? Poooois. Desculpa. Mas tens que te sentar noutra mesa. Quiçá naquela na outra ponta ok? Vá. Xau.»- Ora ai está! O requisito máximo! O miúdo tem que usar ainda fraldas. Caso tenha mais de três anos, automaticamente são expulsos e ostracizados. Vi até um desses casais colocados este ano fora desse núcleo duro a olhar da ponta da esplanada para eles com um certo saudosismo e tristeza no olhar.
«Pai, posso pedir um gelado? Pxiu cala-te Zé Rafael! Possa pá! Porquê é que crescestes tão depressa? Podias ao menos sofrer de raquitismo… Porque raio não lhe destes uma dieta pobre em vitamina D, óh Josefa pá?»

Eu garanto-vos: eles andam ai! Nunca os olhem nos olhos! É preciso evitar o contacto visual caso não queiram ser bolsados.

Ps- Tou a ver um filme do Incrível Hulk e uma pergunta bate e rebate, qual sino da igreja, na minha mente: de que raio de tecido é que são feitos os boxers dele? É que quando ele se transforma, toda a roupa se esfarrapa; toda menos os boxers que se mantêm da mais alta qualidade e estilo….

quarta-feira, 1 de outubro de 2008