quarta-feira, 27 de junho de 2007

Pensamentos Dispersos Vol. XXIII

Acabei de ver um videoclip da Gwen Stephanie. Não sei quem é a Hollaback Girl. Só sei que a quero ver morta.

Será que o Aquaman toma banho durante a digestão?

Adoro idosos e a sua forma de viver. Adoro tudo. O seu racismo tacanho, a sua flatulência-peido-me-em-qualquer-lugar-e-tou-me-nas-tintas e especialmente a maneira como mastigam mesmo que não tenham comida nenhuma na boca. E também adoro aquela gosma que acumulam nos cantos da boca.

Adoro os idosos por terem as unhas da cor dum queijo flamengo.

Máxima de qualquer religião- acredita no que digo ou aleijo-te.

No fim de contas, a insónia consiste em dormir ao contrário.

O petróleo surgiu na altura em que os peixes se afogavam dentro de água. E os árabes saltavam de júbilo e alegria.

No caso de falta de água, os animais só sobrevivem se forem ao taxidermista.

O principal problema do terceiro mundo é a superabundância de necessidades. De resto, tá-se bem.

Acho a arquitectura impressionante. Especialmente por fazerem edifícios verticais.

Adoro o sol. Afinal, é ele que nos dá luz, calor e turistas.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Videoclip directamente da frigideira



Este videoclip dos Blasted Mechanism foi realizado na frigideira (ou sertã) onde a passarada foi preparada e que serviu para muitos como ninho! Só poderia para ter tamanha qualidade.
Por falar em Blasted, às 22h de hoje, ou seja, daqui a pouco, vou vê-los na nova Arena de Évora.
Apenas tenho pena que eles sejam portuguêses. Fossem de outro qualquer país e já andariam há anos nas bocas do mundo e com um palmarés fantásticos de prémios na música por esse planeta fora.

Mina de S. Domingos RULES!!!
Como diria a tal menina do anuncio: há coisas fantásticas não há??
Ao que eu respondo: Há sim senhor! E o filho do Cláudio Ramos é uma delas... é que me escapa totalmente como foi possivel ele ter sido concebido.


quinta-feira, 21 de junho de 2007

Prémio- Viva a eutanásia




Tenho que admitir que me tornei um fã deste panasc... ah... indivíduo burr... ah tão sui generis. É impressionante quão grande se torna a estup... ah... tão peculiar.

cerveja para as crianças necessitadas: não é só alcool, é também aroma e qualidade

Toca e a ganhar!

Descobri qual o meu programa de televisão preferido, não há nada com um gajo ter de estudar para aprender a dar valor as coisas estúpidas que passam na TVI. O toca a ganhar é sem duvida o melhor programa que alguma vez se fez, talvez dai o seu horário de destaque.
Aquilo é uma mistura de Olga Cardoso, nos bons tempos da amiga Olga, com um serão de quinta-feira à noite a ver o sexyhot. Isto há uns anos atrás, claro! Quando era moço novo e não fazia mal à vista a imagem tremida! Outros tempos…
O interessante é que a ideia parece funcionar, quem é o publico alvo daqueles programas? A dona de casa que papa todas a novelas!
Parece reduzido, certo?
Então o melhor é meter uma menina que o que tinha na cabeça descaiu até meio do peito para todo o barrasco ficar preso à tv na esperança que ela se dobre para atacar os sapatos.
Brilhante!
A verdade é que ninguém me convence que quando alguns senhores ligam para lá estão a utilizar as duas mãos para segurar o telefone! Não acredito! Existem de certeza uns toques marotos enquanto se espera que ela atenda.
Até acho que é dai que surgiu o nome do programa, toca a ganhar, que de uma forma clara define o que fazer enquanto se ganha!
Algo que me parece obvio. E compreensível.
O único reparo que me apraz fazer sobre o dito “show” é que a Lili ao atender o telefone não devia perguntar o nome, muito menos com aquele tom de voz. Pode ser constrangedor!
Devia ser algo mais sensual…assim tipo: “Olá garanhão, não me podes dar aqui uma mão a resolver este problema?” ou “Olá Bebé, que tens hoje para mim?
Se ela um dia atender o telefone assim eu sou gajo para ligar.
Até lá vou continuar a ver, até porque me parece que ela hoje vem de botas da tropa e se aquilo se desata é coisinha para levar uns bons cinco minutos a atar!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Politiquices

Esta tarde, observava eu calmamente o debate dos concorrentes para a “Cambra” de Lisboa enquanto cortava delicadamente as unhas do pé esquerdo e as colocava de parte para mais tarde brincar um pouco. Estava já eu a testar a elasticidade e consistência das unhas previamente colhidas quando entra em cena aquele palavreado de político que não interessa a um vendedor de parafusos em segunda mão camaronês. Nessa altura pensei: “olha! Vou pensar numa outra coisa qualquer que nada tenha a ver com politica e ver qual, eu ou os políticos, diz mais espatafurdices!”
É fantástico como ainda não falaram esta semana na Vanessa Fernandes. A verdade é que a mulher é uma verdadeira máquina no triatlo! Aquilo limpa tudo. Mas garanto que talvez corresse mais que ela se ela me aparecesse atrás de mim num ermo escuro e sombrio.
Palavra que me aborrece as pessoas que se queixam de os atletas tomar esteróides para melhorar o seu desempenho. Não é um argumento válido porque, ao longo dos anos, todo o equipamento desportivo usado por atletas tem sido melhorado com recurso à tecnologia. Bolas de futebol, bolas de basquet, pitons de futebol, pranchas de surf, raquetes de ténis, bolas de golf, camisas de jogadores de futebol, calções de jogadores de futebol e, acredito piamente que até já as cuecas deles melhoraram. Sempre que a tecnologia podia encontrar um modo de melhorar o equipamento, fê-lo. Então por que motivo uma pessoa não deverá tratar o corpo da mesma maneira? No contexto do desporto, o corpo não é mais do que uma peça do equipamento. Porque não melhorá-lo com nova tecnologia? Os atletas usam pesos. Porque não usar químicos?
Pensem no grego Filipíades, um corredor profissional que, em 490 A.C, fez uma corrida de quarenta e cinco quilómetros de ida e volta entre Atenas e Esparta para pedir ajuda aos espartanos na luta contra os persas que ameaçavam Atenas ein? Os sacanas… Acham que os seus generais teriam pensado duas vezes se tivessem anfetaminas à mão de semear? «Dou-lhe as anfetaminas ou não? Com as anfetaminas ele fazia a viagem duas vezes mais rápido e assim os espartanos chegavam mais depressa para salvar todos os nossos filósofos panascas e adoradores de miudinhos… Mas não. É melhor não. Pode estar uma brigada no caminho e eles agora inspeccionam essas substâncias na urina… que se lixe Atenas. Não estou para pagar multas.» E já agora uns ténis daqueles xpto para atletistas?
Vejam se crescem puristas! O corpo não é um veículo sagrado. É uma ferramenta.

PS- Acho que ganhei ao debate mas assim muito rés-vés.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Chiquititas

Tudo ia de vento em poupa. O Verão parece que está em fim a chegar com passinhos hesitantes. As roupas diminuem permitindo ver novas formas e horizontes. Os Morangos com Açúcar estão já nas férias de verão o que até não é mau de se ver. Basta desligar o som à tv e observar todas aquelas adolescentes em biquini a correr na praia e deixar crescer os pensamentos libidinosos. A pseudo-horripilante-novela Floribela está nas ruas da amargura. Já ninguém liga à tipa de vinte e tal anos que fala com árvores, acredita em fadas, tem um sotaque de fazer arrepiar e que continua a teimar em vestir-se como uma adolescente que frequenta a Cerci da sua área de residência.
Enfim… julguei eu que a indústria portuguesa de entretenimento televisivo estupidificante para crianças e adolescentes estava a perder terreno. Pensei mal.
Eis que ocorre a resposta da SIC. Dá-se pelo nome de Chiquititas.
Admito que perdi um tempo (quiçá 2 a 3 segundos) a consultar na net acerca do assunto. Fiquei, como é óbvio, horrorizado, chocado, estonteado. A receita vencedora da primeira série da Floribela vai entrar em acção. A diferença é que desta vez todos se vão vestir da mesma forma ridícula. Cores berrantes, músicas assassinas de tímpanos e miudinhas irritantes aos saltos.
Preparem-se meus amigos. Preparem-se para mais shows ao vivo a meio da temporada. Sessões de autógrafos com cachets de 3000 € e edições de cd’s.
Tenho que dizer que ao pé destas fascistas das cores, músicas irritantes e estupidificantes de mentes infantis, vem-me à mente a imagem da Mocidade Portuguesa como uma recordação demasiado distante, saudosista e cheia de nostalgia.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Preferências musicais

Hoje enquanto tomava banho decidi ouvir umas remix’s de Jackson’s 5. Até ai tudo bem. Depois decidi ouvir o original. A música chama-se i want you back e é cantada pela voz do ainda (na altura) infantil Michael Jackson. É impressionante a voz de tão franzino rapazito. Depois, levado pela curiosidade e por algum saudosismo decidi procurar no youtube videoclips do Michael. Impressionante como naquele tempo se fazia tão boa musica. Podem dizer o que quiserem mas de certeza que qualquer leitor deste blog gostava das músicas do tipo e abanava muito o capacete ao som delas.

Não me interessa que o tipo andou metido com miúdos ou não. Que se lixem os putos e mais ainda os gananciosos dos pais deles. Ele realmente foi grande. Talvez grande demais para ele próprio. Vejam-no dançar, vejam-no a cativar o público. Impressionante. E admito-vos que não sou grande fã dele.

O Elvis era um branco com sex appeal e bom aspecto que roubava música negra excelente, atenuava-a e tornava-a segura para brancos caretas que não conseguiam lidar com a crueza e o sentimento da música negra a sério. Nunca evoluiu como artista. Sempre se preocupou mais em entreter que crescer. Que se lixe o Elvis.

Frank Sinatra? Grande cantor, um dos melhores. Músico soberbo. Evoluiu enquanto artista. No entanto, nunca conseguiu cativar o público. Era arrogante, mau para as pessoas, mau para a própria família. Que se lixe o Sinatra.

José Cid? Enfim… Muitos grandes êxitos nos anos 80. Música muita dela genial (nunca desprezar alguém que rima amor com favas com chouriço) e outras tão más de bradar ao céu. Uns óculitos RayBan e uma peruca que mais parece que tem ali um gato morto em cima da cabecita. Que se lixe o Zé Cid.

Marco Paulo era um tipo jovem bem parecido para os 80 que usava litros de amaciador e punha as jovens de 40 para cima a suar e ter pensamentos húmidos…. Medo. Enfim. Que se lixe o Marco Paulo.

Tony Carreira é um tipo que até pode cantar bem, arrastar multidões mas quem ouve uma música do tipo já ouviu tudo. Parece que uma tipa lhe arrancou o coração a sangue frio e desde isso que chora baba e ranho. Já devia ter consultado um psicólogo a ver se ultrapassava o trauma. Que se lixe o Tony!

Mas depois aparecem tipos no panorama musical tipo Mikas que eu nem me atrevo a colocar ombro a ombro com estes tipos que são verdadeiros cantores. Parece que entalou a glande no fecho de correr da berguilha e desde esse dia só sabe berrar qualquer coisita com custo e sofrimento.

Mas o que conta é que o Michael era realmente grande. Bate-os aos pontos. Acho até que lhe deviam dar um monte de miúdos e deixá-lo dançar.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

A verdadeira artista!


Este é o primeiro desenho que posto aqui neste cantinho da blogosfera enviado por uma amiga. Decorem este nome: Sumo de Limão! É uma artista. Daqui a uns tempos ainda vamos ouvir falar dela!

Perguntas parvas

Uma pessoa vai a coxear, descansada na sua vida e ouve um desconhecido a dizer: -Então ficou mal no pézinho? Ora por acaso não foi na pata, foi no joelho, mas e se eu fosse realmente manca, esta seria uma pergunta/comentário mais do que parvo.
Há uns tempos estava vestida de preto e duas pessoas perguntaram-me o seguinte: - Atão quem é que te morreu? A minha resposta foi: - Ninguém, mas isso é pergunta que se faça?

quarta-feira, 6 de junho de 2007

E se...

...o nosso corpo produzisse anfetaminas fora de prazo em momentos de stress? Acho que os efeitos seriam mais graves que o aquecimento global à Al Gore, mas se calhar mais giros de ver a partir do espaço.
Adoro a palavra ANFETAMINA, não devem existir muitos poemas com esta palavra... Gostava de ver o meu ex-patrão sob o efeito de anfetaminas debaixo de água.
Já vi pessoas com a fominha pós-charro, mas nunca vi ninguém com efeitos pós auto-medicação com anfetaminas, devia experimentar na minha vizinha do lado, oferecer-lhe um bolinho caseiro feito com anfetaminas em pó, em vez de farinha branca-de-neve com fermento para bolos. Aliás devia experimentar nos vizinhos do prédio todo. Parece-me que ía ser a festa de santos populares mais gira de aposentados ex-emigrantes. (3º andar -França, 1º andar -Austrália, rés-do-chão -Suiça).
ANFETAMINA, a próxima vez que apanhar uma pulga no comboio já sei que nome dar-lhe.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Elogio Fúnebre ao Milénio

Já não se ouve a palavra “milénio” muita vez, pois não? E é triste. É uma palavra que passa longos períodos de tempo à procura de trabalho sem nunca fazer grande coisa. Então, de mil em mil anos, as coisas começam a agitar-se e há um turbilhão de actividade. De repente, está na boca de toda a gente e é ouvida em todas as conversas. Fica na berra durante vários anos, aproveitando a sua popularidade, vendo-se em jornais e revistas, aparecendo na televisão e na rádio. Até que chega ao pico e, a partir dai, as coisas começam a abrandar. A actividade atenua-se e depressa está outra vez relegada para os livros de história, trabalhos académicos, nomes de bares e obras de referência. Adeus, pobre milénio. Vou ter saudades tuas. Quando voltares, posso já cá não estar para te dar as boas-vindas.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

AMI

Porque admiro profundamente o trabalho da AMI, porque admiro quem se dedica inteiramente e porque desejo não ter que decidir entre o mau e o pior.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Carta a um amigo

Meu caro amigo,

Escrevo-te porque perdi a tua morada e não tenho maneira de entrar em contacto contigo. Por isso, o mais provável é que não recebas esta carta. Se assim for, não te sintas obrigado a responder. No entanto, se esta carta te chegar às mãos e te apetecer responder, por favor não te esqueças de indicar a tua morada actual para que saiba para onde devo escrever. A propósito, ignora o remetente no envelope porque me vou mudar na semana que vem e, apesar de ainda não saber a minha morada nova, envio-ta logo que receba noticias tuas.
Se tiveres problemas em encontrar-me, não te preocupes porque vou contactar-te logo que me instalem o telefone e, por isso, podes ligar-me quando te apetecer para me dares o teu número. Se não te conseguir contactar, não hesites em contactar-me porque digo sempre aos meus amigos quando um de nós não consegue entrar em contacto com o outro. Se não conseguires contactar-me, diz-me e eu entro em contacto contigo.
Mas, se não conseguires apanhar-me, talvez não valha a pena insistir porque eu hei-de estar a tentar entrar em contacto contigo. E, claro, se conseguires contactar-me avisa. Da mesma maneira, se eu não te conseguir contactar, serás o primeiro a saber.
Pois é, o dia vai longo e, como dizem por cá: «chegou a hora do adeus». Espero que recebas isto antes de me enviares a tua resposta. É muito bom comunicarmos desta maneira.

Com os melhores cumprimentos,

Um amigo teu

PS- Se esta carta se extraviar, ignora-a.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Tenho saudades de andar de autocarro...

Andei durante anos nos mesmos percursos, mas acho que devia ser das poucas pessoas que não me aborrecia no autocarro. Acontecia sempre alguma coisa. Há dois acontecimentos que jamais esquecerei.

1º - o dia em que fiquei com a perna entalada na porta do autocarro, que ainda andou uns metros assim. Para quem visse de fora devia ser estranho uma "bota-da-tropa" preta com um pedaço de calças agarradas a um autocarro em movimento. Até que um rapaz gritou "Oh homem abra a porta que tem aqui uma rapariga entalada!" A partir desse momento criei uma secreta admiração por Martim Moniz...

2º - uma noite em que voltava, num autocarro fora-da-lei, por estar demasiado cheio, chovia a potes, o condutor era o Sr. Jerónimo, cabelo branco, magro, óculos de olhar esperto. Não se via nem um dedo para além do vidro da frente e eu sei porque ía esborrachada nele entre o condutor e três ou quatro pessoas. Próximo do antigo cruzamento do Montenegro (agora rotunda aérea) o Sr. Jerónimo estende-me um lencinho de papel branco e diz: "Oh menina faça-me lá o favor de limpar aí o vidro que eu na estou vendo nada!" Eu obedeci, não melhorou muito e fiz o resto da viagem com um lencinho encharcado na mão e a pensar andar a pé é bom, mas isto também é giro!

domingo, 27 de maio de 2007

Mayra Andrade


Há muito tempo que os meus sentidos não se desfaziam desta forma. Há uns dias fiz um pequeno intervalo para lanchar, ligo a televisão, e vejo uma rapariga magrinha com uma viola a preparar-se para cantar. Rebentei por dentro enquanto ela cantou e tocou! Sou suspeita, porque adoro música de Cabo Verde, mas não estava preparada para aquilo. Aquela voz não pertence a uma rapariga, o que vi foi um arquipélago a cantar. Vai estar no dia 2 de Agosto no Sudoeste e no dia 14 de Agosto em Faro, no Teatro Municipal.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Queima Évora 2007- Desculpem qualquer coisinha.

Caros leitores e colegas deste cantinho da blogosfera, mais uma Queima de Évora começa amanhã. Portanto, peço desde já desculpa por algum texto por mim publicado que seja assim a modos do incongruente, estupidificante, ridiculo ou assim um tanto ou quanto labrego durante os próximos 10 dias que se avizinham.


Para consultarem o cartaz é favor clicar aqui!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Não resisto...

O Sócrates é cócó!

Pessoal vemo-nos no Tarrafal!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Onde andas tu meu jovem?


R: Ai sim? Ele que me mande um e-mail!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Sr. Condutor, enfia o autocolante num sitio onde não bate o sol e não, não estou a falar no Alasca

Se há coisa que eu goste é de passear nos parques de estacionamento. Quem não se recorda dos chaços que se costumavam ver no inicio dos anos 90 com grandes águias ou panteras estilizadas no capot ao melhor estilo americano sulista patego?

Há realmente um segmento da população condutora autocolanteira que deviam ser fechados em casas de banho portáteis e incendiados. Estou farto de pessoas que usam os carros para vincular informação pessoal sobre as suas vidas. Se tais informações me interessassem, eu perguntava. Guardem essa trampa para vocês. Estou-me perfeitamente nas tintas para saber qual é a vossa paixão clubistica, que discoteca ou bares frequentam, em quem pretendem votar ou quais os vossos planos para atingir a paz mundial. Estou-me borrifando se visitaram um pais estrangeiro ou se amam a vossa terra natal. E muito menos me interessa saber qual a rádio que gostam de ouvir ou de que bandas gostam. A única coisa que me interessa em vocês é arranjar maneira de vos ver pelo espelho retrovisor.
Além disso, passo bem sem saber a vossa fé em Deus, Alá, Jeová, Javé, Narana Coissoró, Krishna , o Rato Mickey ou quem quer que tenham escolhido gastar tempo, dinheiro, velas ou incenso. Por favor, guardem as vossas superstições para vocês. Não consigo descrever até que ponto ficaria contente e o quanto me riria até largar uma pinguinha ou duas de chichi, caso, um dia, passasse pelos destroços flamejantes de um carro e visse um daqueles autocolantes com um peixe estilizado e com a palavra “Jesus” escrita rodeada de fumo. É engraçadinho demais para o meu gosto.
Agora já sabem: guardem essas informações para vocês. Eu estou-me nas tintas. Porque não colá-las no interior do vosso carro? Assim podem olhar o tempo que quiserem para elas e eu não.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Pensamentos Dispersos Vol. XXII-O Re-retorno!

Se existe animais de que tenha medo são as galinhas. Nunca entendi para que serve aquela coisa em cima da cabeça dos galos (que são as galinhas machos). Quando tenho um encontro imediato com alguma, nunca me lembro se tenho que me deitar no chão e fazer de morto ou dar-lhe um murro no nariz.

O melhor modo de ensinar os miúdos a nadar é pegar neles e mandá-los para dentro de água, de preferência para uma zona que seja profunda. Caso eles não venham logo para a superfície, estão provavelmente só a tentar ter a nossa atenção.

Porque raio é proibido atropelar cães ou gatos quando se conduz? Não faço ideia onde é que isso está escrito. A Bíblia é demasiado grande para se ler.

«Olá. Chamo-me Rolando Caio da Rocha e tenho diabetes. Dói-me fazer chichi e isso faz-me tratar a minha família mal. Não consigo dormir à noite. No outro dia pisei o próprio pé e usei o cão como bode expiatório. Depois acabou-se-me o gelado de pistaccio e apertei o pescoço à minha mulher. Mas agora descobri que a minha mulher está morta à 5 anos.

A quem raio é que apertei o pescoço?» – Esta mensagem é trazida até você pela Associação Nacional dos Diabéticos

domingo, 13 de maio de 2007

Velas? Caminhadas a pé? Nã! Obrigado.

Hoje é dia 13 de Maio.
Dia do aniversário de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal.

Acho que lá para os lados de uma pequena freguesia de Ourém, algo também se passa. Vendem-se velinhas e imagens de santos, as pensões e hotéis estão cheios, os restaurantes abarrotam pelas costuras e até se vendem as sandes de courato com uma semana e eu, enquanto refasteladamente deitado no sofá, enrolando um borrié entre o indicador e o mindinho, lá tenho que papar com a procissão das velas nos quatro canais. Palavra que até preferia a “Tertúlia Cor-de-rosa” a isto. Se calhar não. Devo estar a exagerar. É de ver tanta vela.
O que é estranho é muitos indivíduos terem feito a viagem até lá a pé. Isto é um verdadeiro indicador do estado económico do país. Devemos estar mesmo mal de finanças para nem haver dinheiro para um bilhetinho de autocarro. Fátima abarrota com gangs de pinguins mal dispostos e de gangs de padres, frades, freis e outros que tais. Quiçá até lá esteja o professor Bambo e outros conselheiros espirituais.
Não percebo deveras esta gente que se auto-intitula de “conselheiros espirituais”. Essa parte é que me custa ainda mais a engolir. Até mesmo mais do que o Cláudio Ramos seja mesmo pai. Como pode alguém aconselhar o espírito? O espírito não é algo extremamente pessoal e íntimo? Não é, pela sua própria natureza, algo que escapa à definição e, sobretudo, a qualquer análise? Que tipo de conselho é que um papalvo que dedicou toda a vida ao engano da religião e a olhar crianças com pensamentos libidinosos pode dar acerca do espírito? A mim cheira-me a vigarice.

Ode à Primavera

Pólen, abelhas, abelhas, pólen
Pólen, flores, pétalas, raios as partam
Pólen, alegria, sol, muiiiiiita alegria, blharc
Pólen, alegria, alergias ao pólen, atchim
Sol, turistas e pólen
Sol, queimaduras solares, turistas vermelhos-sangue
Sol e pólen e flores e alegriiiiiiaaaa
Ai, ai...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

A nossa música...

Há quem ache que romantismo é copiar momentos de filmes românticos e costurá-los em mantas de retalhos. Como na vida não somos acompanhados por música há quem diga: "Estás a ouvir môrzinho é a nossa música".
Mas a verdade é que eu adoraria em certos momentos ser seguida por uma banda ao estilo Kusturica, especialmente depois de dar uma resposta como deve ser. Há uns dias fui falar com um SENHOR CAPITÃO para pedir autorização para usar um espaço, blá,blá,blá e às tantas o homenzinho (e isto é puro veneno porque ele era bem capaz de ter 1,87 m) diz-me: "Sabe eu pedi para falar consigo, porque isto de falar com artistas nunca se sabe o que nos espera, pois são pessoas que vivem no mundo da lua." Eu tenho a certeza que a minha expressão facial dava para congelar o Deserto Saara, mas tive que dizer :"Eu não acho que viva no mundo da lua e nunca faria nada disto sem pedir a devida autorização" A verdade é que saí de lá vencedora, deu-me autorização para fazer tudo e eu senti os saxofones e trompetes atrás de mim, só não comecei a dançar na rua porque isso é esquisito.
Mas se isto tivesse sido num filme e eu não precisasse da autorização dele teria dito: "Isso é tão estúpido como dizer que todos os militares são arrogantes e potenciais assassinos" E aí dançaria nas ruas com um ou dois olhos negros.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Porque é aqui!

Porque é aqui que a polícia anda atarefada, porque é aqui que os jornalistas abutram desta vez oiço todos os dias: "Então a menina já apareceu?" Quando foi a Joana, nada loira, também não foi muito longe deste logo aqui, mas é diferente. Sim é diferente e o fim será? Hoje ao ver as imagens das buscas o eu irónico sorriu. Se de facto foi levada pelas costas de um retrato robot inglês não é preciso fugir para o mar, para Espanha, para o Alentejo, para as "encostas de Bensafrim", basta ir para onde vivem os retratos, mesmo que seja logo ali.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

A bebedeira não desculpa a ignorância

Num Bar em Lagos, estava eu descansada da minha vida a ouvir música ao vivo e a beber a minha água, quando se senta um bife ao meu lado já bastante desidratado que me diz:
- So were are you from?
- I'm from Lagos.
- Oh, so you are spanish!
- No, I'm portuguese.
- Ok. were do you live?
- Here in lagos.
- So do you like to live in Spain?
- I live in Portugal and I never lived in spain, and I'm portuguese!
- But have you been borned in Faro?
- No.
- So you are spanish.
- No.
- What is your favorite thing here in Spain.
- We are not in Spain.
- Oh ok!

Mas afinal quem é o Tubarão?

Lembro-me de há um certo tempo ser constantemente bombardeado durante os noticiários da TVI por uma estranha pergunta: quem é o tubarão!!?? E eu respondia: e eu com isso? E lá continuava a cortar as unhas dos dedos dos pés. Contudo, passado este tempo, uma pergunta habita na minha mente. Mas quem é o tubarão? Quem afinal era o tubarão ao fim de contas? E aliás, porque razões deram um nome tão idiota a uma personagem? Tubarão? Caso não se lembrem, nas águas da costa continental portuguesa não existem “tubarões comedores de homens” tipo tubarões tigre, Makos ou tubarões brancos. Em contrapartida, há uns catitas cações para fazer sopas, pata-roxas, tintureiras e raias para caldeirada. Como é óbvio, compreendo que tanto o nome cação ou pata-roxa não inspiram medo.

Vocês devem então agora estar a dizer a plenos pulmões: òh Sandes de Choco! Òh energúmeno do camandro?! E que dizes daquele tubarão com cinco metros que apanharam no ano passado em Peniche ein?? Desse não falas tu né seu burgenço?! Pois é… Ainda não tinha falado até agora. É verdade que apanharam sim senhor. Aliás, apanham de vez em quando nas nossas águas um desses. Chama-se tubarão-frade e tal como o tubarão-baleia, alimenta-se de krill e é tão agressivo ou perigoso quanto um sapo com artrite. Mas serve sempre para a TVI passar nos noticiários e para uns quantos Silvas tirarem fotos com a família inteira (mulher, filho, filha avó, cão, gato e periquito) pensando que estão perto de um verdadeiro comedor de homens.

Pescador- Òh faz favore! Tirem uma foto ao lado do peixe aquele do filme do Spielberg! É só 20 euros!
Silva- 20 euros? Então quero duas! Uma é pra enviar prá minha mana que tá na France!
Filho Silva- Òh pai! Mas o tubarão não tem dentes! E cheira male!
Pescador- Não tem dentes porque já tá velho! Tão o bicho era já adulto quando o Spielberg o usou no filme e isso foi nos anos 70. Cheira mal porque tá ai pendurado há uma semana e só me rendeu 400 euros em fotos. Tem que chegar aos 500!
Silva- Ahhhh. Pois. Agora cala-te Vasquinho e ri-te prá foto.

Se existe um predador que tem sucesso em Portugal é o percevejo. Verdade!. Existe um percevejo que vive nas nossas casas e que se alimenta do nosso sangue. É o predador com mais sucesso aos meus olhos. Mas ai está. Quem é o percevejo? A frase também não inspira medo. Talvez inspire um bocadinho de nojo. Mas medo? Está bem longe disso.

terça-feira, 1 de maio de 2007

stress

Transcrição de conversa real, isto é mais ou menos o tipo de coisa que oiço enquanto almoço. Aqui vai:
- Sinte um stress na cabeça, vai do pescoce à testa.
- Oh mulher tu sabes lá o que é ter stress?!
- Atão na sê??? Desde a semana passada que sinte um pese na cabeça, parece que vai rebentar.
- Ai minha nossa senhora e isse é stress?
- Até parece que é na sê o que sinte?
- Pois não, stress é o que o Manel que trabalhou nas finanças tem. Teve de se reformar o ano passade e tude, que anda aí que parece um parvinhe.

sábado, 28 de abril de 2007

Timidez versus Vaidade

Numa conversa sobre a timidez e a vaidade eu disse que a timidez é a vaidade ao extremo, tamanho é o medo de falhar. Pois que medo de falhar é este senão um pensamento inconsciente de superioridade, logo vaidade. Mas depois de ouvir outra opinião fiquei na dúvida. De uma coisa tenho a certeza a timidez é a maior prisão que conheço, e o pior é que é auto-imposta. Impede-nos de dizer as coisas, impede-nos de as dizer alto, impede-nos de gestos, de actos. Impedimo-nos de ser. Parece que se é empurrado para um palco sem saber o texto, sem ponto.
Há uma guerra civil cá dentro, mas nas guerras, especialmente nas civis, ninguém ganha.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Preçários


Aqui temos uma foto tirada por telemóvel na altura da Páscoa aquando da presença de alguns dos elementos dos PFCAD num baile da pinha numa terra que é em tudo singular (basta olhar para a foto para se perceber).

É cada vez mais comum sermos prendados com tais pequenos lapsos, afinal de contas, estávamos na terra que tem eventos marcados no programa das festas de Verão às 24:30 além de inúmeras “Dance Parte’s” e mines,. Mas minis a 60 euros? Colas a 70 euros? Quer dizer, acredito que algum dia possa custar isso, afinal, a inflação existe. Mas não abusemos.