domingo, 23 de novembro de 2008

A Sandíada

Hoje fiz a minha primeira grande viagem a conduzir.
Desde o ninho da passarada até Évora.- Só hoje? Indagam-se vocês. Sim. Só hoje. Porque foi ontem que me ofereceram um carro. Ofereceram? Sim. Porque, muito sinceramente, embora tenha carta, não tinha o mínimo interesse de conduzir. Sempre me ví no lugar de pendura. Tu conduzes e eu olho aqui prá paisagem. Sempre foi esse o meu modo de vida durante muitos anos, e, digamos, sempre me deu muitas vantagens. Especialmente relacionadas com beber e não conduzir.
Mas tudo o que é bom tem um fim.
Enquanto fazia a minha viagem, qual epopeia homérica, até apreciei certas coisas.
O modo consciente como muitos condutores agem ao volante de algo que tenha motor e consuma carburantes; o barulho que os gatos fazem quando tentam parar o meu bólide com a cabeça; e, especialmente, o modo como damos a volta a tantas regras de trânsito. Eu, da minha parte, lavo dai as mãos. Criei muitas coisas. Inclusive as cores do espectro solar à excepção do rosa. O rosa foi inventado pelo Cláudio Ramos.
A partir de hoje, garanto-vos algo: cada vez que o Papão se for deitar, vai espreitar para baixo da cama para ver se não estou lá.
De carro.

3 comentários:

Blé disse...

Granda Sandes, agora ninguem te pára.Já te estou a imaginar a fazer a operação T27 a solo.Pelo sim pelo não terei mais cuidado quando sair à rua, não vás ter também dois braços esquerdos Abraço, Blé.

Anónimo disse...

Quer dizer que se acabaram as nossas paragens em S. Matias para a sagrada leitura do 24 horas?!
;(

Trambolho ao Postigo disse...

Fujem que ele e o sé carre veam aí são sete ao tode andem aos pares!