domingo, 31 de dezembro de 2006

será que alguem me vai responder?

Se eu à meia-noite adormecer da bebedeira não mudo de ano?

Se no Natal há o Pai Natal, como se chama o gajo da Passagem de ano?

Tenho o meu relógio do quarto parado, posso fazer a passagem de ano por um relógio que não seja meu?

Se quiser ver Tv tenho de ver o Dança por mim ou o canta comigo?

Qual será o programa de passagem de ano do canal bloomberg?

Se não tiver ninguém para ligar á meia-noite e contribuir para o entupimento das linhas telefónicas posso ligar para as linhas eróticas?

Quem passou as passas do Algarve no trânsito para chegar ao local onde vai festejar a passagem de ano já não é obrigado a comer as passas à meia-noite?

Se o Natal já foi a semana passada porque raio os centros comercias continuam a tocar musica de Natal? Será que se portaram mal e nem receberam um CD como os meninos mal comportados?

Porque raio tenho de abraçar as pessoas que estão comigo como se não as visse faz anos?

Porque se come camarão na passagem de ano? É para acabar com as economias que sobreviveram ao Natal ou porque com as quantidades de bebida que vou beber o gregório fica com cores mais festivas?

Se não abrir uma garrafa de champanhe em cima dos meus amigos posso ser considerado um totó?

Será que alguém me vai buscar uma cerveja? É que a que aqui tinha vai foi…

Ah, os enlatados que acabam a data em 2006 amanhã já vão estar estragados? É que não me apetecia nada levar a noite a comer grão!


p.h.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

eventualmente Pai Natal....

Não sei se algum dia terei essa incumbência, mas na eventualidade dos senhores da coca-cola me contratarem para ser "O Pai Natal", não tenho dúvidas de que "presentes" deixar nas casas que usam e abusam das iluminações natalícias e demais chinesices!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Balanço 2006

Pensei, pensei e pensei e acho que a frase que resume o meu ano de 2006 é: "Com um pai maluco e uma mãe gaseada como é que havias de ser normal?"
Quanto ao mundo:
Kofi já não é o secretário geral, Pinochet morreu, o tipo iraquiano foi condenado à morte (portanto ainda existe a pena de morte em países atrasados como o Iraque e os EUA), houve para aí uns 370 atentados só no Iraque, morreram mais uns milhões de pessoas com fome, os israelitas compinchas dos norte americanos não têm memória histórica, o papa tem a delicadeza de um elefante numa loja de loiças, cairam uns quantos aviões (até em Lagos houve um bimotor que se espatifou a poucos metros da pista, mas o piloto não morreu, só ficou todo partido), o Brad Pitt e a Angelina casaram (assim estraga-se só uma casa, que aquilo são genes que não são para ser misturados com ranhosos), a Anita dos livros da Anita fez 50 anos, mas como tem aquele ar angélico tem certamente um retrato assustador no seu guarda-vestidos cor-de-rosa...

domingo, 24 de dezembro de 2006

Floribela vol. V

Floribela vol. IV

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Floribela: Grande Reportagem

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Floribela vol. II

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Queres compaixão?

Hoje, depois de sair das aulas, fui às compras a uma conhecida cadeia de hipermercados cujo nome em inglês é algo tipo Sweet Drop. Na fila estava um deficiente. Tentei ajudar. E TRUZ!!! Não vou embelezar o palavreado porque as coisas são assim como as digo! Normalmente, sinto compaixão por estas pessoas. Acho que qualquer ser humano que seja minimamente racional (exacto! Descobri há uns tempos que o raciocínio não é comum a todos os seres humanos) sente realmente compaixão. E qual é a 1ª coisa que eles me dizem? Não quero a vossa compaixão! Ai sim? Ok. Que se lixe. Não há compaixão para ninguém.

Já agora, se houver deficientes a ler isto, não estou a falar de vocês, sim? Estou a falar dos outros deficientes que jamais irão ler este post. Por isso, mantenham a calma e não comecem a rebolar nas vossas cadeiras de rodas eléctricas. Tenham calma. Eu estou do vosso lado.

Para mostrar que tenho coração, vou começar por referir alguns pontos positivos dos deficientes, está bem? Em primeiro lugar, gostava de referir os espaços reservados para estacionamento. Isto foi uma ideia bestial. Acho que a maior parte das pessoas concorda comigo que os espaços reservados para deficientes dão imenso jeito. Estão sempre perto da entrada e da saída quando estamos com pressa e não podemos perder tempo. Outro ponto positivo são as espaçosas casas de banho públicas também reservadas para deficientes. Outra ideia excelente. Têm tanto espaço para uma pessoa se esticar que mais parece um ginásio. Dá para fazer flexões, treinar kickboxing, ensaiar uns passos de dança, etc. Às vezes até trago farnel. Nada de muito elaborado. Só um bom naco de presunto de porco preto, um bom paio alentejano, pão alentejano de Martinlongo (só para bons entendedores), um queijo de Serpa e uma garrafita de um bom vinho tinto alentejano.

Depois de nos fecharmos lá dentro, podemos fazer o que nos der na telha. As únicas limitações são o bom senso e a preocupação com a segurança pessoal. Uma vez, convidei uns amigos para jogar às cartas durante toda a noite numa destas casas de banho. O lado bom, é que quando um dos jogadores tem o Sr. Castanho à porta, não precisa de sair de jogo. Basta trocar de lugar com o que está sentado no trono de porcelana e tratar do assunto. Uma maravilha.

sábado, 16 de dezembro de 2006

a subtileza da mensagem publicitária!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Floribella revela-se....

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

piaçaba da semana

Esta votação vai ser tomada em conta no dia da revelação pela RTP de quem é o Grande Português!
Mas pelos resultados vejo que há aqui muita gente sedenta de guerra, sigam o conselho do post de baixo!

Esta semana decidimos fazer uma pergunta fantástica com respostas brilhantes!
Mas também resolvi não mostrar nem a pergunta nem a resposta…votem na mesma! Depois nos resultados podem saber em qual foi! (Eu enganei-me? Que parvoíce, se fosse isso não tinha tido preguiça e tinha mudado isto)



p.h.

O Maior Orgasmo do Mundo (pela Paz!)

Ora bem, isto fez-me pensar que possivelmente foi a ideia mais brilhante que alguma vez alguém podia ter tido… Eu até imagino os “Senhores da Guerra” a ficarem aflitinhos com tal ideia, não há coisa pior que apanhar o inimigo com as calças na mão ou entretido na trincheira com o colega de caserna! Sim, porque os capacetes azuis vão ter de aderir, senão será uma tremenda falta de coerência…
Esta iniciativa só deve ter um propósito, fabricar militares para um ataque em força as forças do mal, tudo isto daqui a 18anos e 9meses! Só pode…
Mas para existir quem quer a Paz, tem obrigatoriamente de existir quem não a quer. Já pensaram se estes se lembram de fazer um orgasmo pela Guerra? Existindo alguma agressividade até pode surgir um clima mais propicio a orgasmos Múltiplos, e nesse caso quem ganha?!
Eu na minha opinião acho que devíamos todos fritar um ovo pela Paz no Mundo, acho que o cheiro a óleo queimado é um bocadinho mais incomodativo…e toda a gente pode participar! Sim, porque esta medida de protesto é escandalosamente discriminatória para os católicos, que só podem fazer o amor para procriar e não podem soltar nem um gemidinho que será como que o grito de Vitoria, imagino!
Os slogans para esta iniciativa é que ainda não surgiram, mas de certeza vão ser algo do tipo: “Vamos todos F…der para a Paz!” Ou então “Em tempos de Paz todo o buraco é trincheira!
De qualquer forma parece-me óptima desculpa para quem for apanhado com a mulher do vizinho, sempre pode dizer que era pela Paz no Mundo, que é algo nobre!
Pelo que me parece a mesma organização já está a preparar plano de actividades para o próximo ano, acho que vai contemplar uma guerra Mundial contra as DST’s nos países que actualmente estão em Guerra e aderiram a sua iniciativa pela Paz…Brilhante!

O desespero não tem limites! E agora não falo da Guerra...


p.h.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Temporada de Patos


Já vi há algum tempo, e quero ver outras vezes! É bom, aliás é muito bom! Quatro personagens. Um quadro com patos. Um bolo de aniversário. Um argumento hilariante, crítico, daqueles de dedo apontado. Mais um filme mexicano de excelente qualidade! Aconselho em qualquer momento, mas especialmente agora que se aproxima a temporada de Música do coração/ Sózinho em casa 1, 2, 3/ Harry Potter 1, 2, 3, 4/ Senhor dos Anéis 1, 2, 3.

Para o Mundo

A Organização Não-Governamental HUMANA GLOBAL, sedeada em Coimbra, lançou recentemente um projecto dinâmico. Trata-se especificamente, de um jornal em formato digital, HUMANA ONLINE, que tem como objectivo a promoção de uma cidadania activa e sensibilização pelos Direitos Humanos. O projecto pretende abarcar tanto a comunidade local, como a sociedade nacional e internacional, uma vez que o tema merece o interesse de todos. Aqui a informação é prioridade e os participantes são bem-vindos.

A visitar em http://www.humanaglobal.org.

uma provocação antes do regresso!

Prestes a terminar uma fase de desprezo blogosférico, que ainda não será hoje, e visto que nos dois últimos dias toda a gente opinou (o XXXesburguer não conta para esta estatística), sinto-me na obrigação de "postar". Como não me apetece discorrer sobre nenhuma temática, pois apenas deixo uma pequena provocação às meninas da passarada.

Dusty e Trambolho, moças em idade casadoira, é para vocés:



segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Um actor fantástico

Sem dúvida que existem "actores" e "Actores". Mas sem a mais pequena dúvida, que, de todo o vasto leque de indivíduos que ganham a vida a manter-nos no sofá, de olhar impávido frente à televisão, a empanturrar-nos em pipocas e a ter dos pensamentos mais desinteressantes à face da terra, escolhia este senhor. Não apenas devido às suas qualidades dramaturgas. Não devido às suas qualidades de artes marciais. Mas sim devido às suas qualidades de demonstrar os sentimentos que afloram a sua pele nos mais intensos momentos cinematográficos. Steven Seagal. Esse sim é um verdadeiro actor.
Passo a mostrar várias fotos de diversos dos seus blockbusters.





Em "A Fúria da Mulher dos Tremoços"- notem o seu olhar de dor depois de cair em cima de um porco-espinho de 100Kg.







Em "O Toque Rectal"- notem o seu olhar de espanto ao olhar para o urologista de serviço.






Em "Novas derivações de Shakespeare"- notem o seu ar de perturbado mental depois de assassinar o presidente da Noruega com uma lata de conserva de arenque.







Em "Querida, encolhi o lança-misseis"- notem o seu olhar de perdidamente apaixonado ao ver a sua esposa em camisa de dormir.

Em duas palávras: fe-nomenal! Para quando um Hamlet com a sua punjança e o seu empenho melodramático? Para quando Steven Seagal nas novelas mexicanas? Para quando a sua presença nos Morangos ou na Floribela? Eu vou ficar à espera... Mas sentado.

O panaché parece que morreu…

Isto é uma prova do que eu venho a defender há anos!
Para todos aqueles que dizem que com gasosa a cerveja não morre, aqui está a prova!
Fica docinho e tal, mas morre como as outras…



p.h.

“Carolina Salgado escreveu um livro…”

Pelo que me parece este livro foi o caderno utilizado pela pu…própria nas aulas de português a que se viu obrigada a assistir de forma a aprender a escrever.
Como exemplo está o nome do livro, EU CAROLINA, apontamento da primeira aula onde aprendeu a escrever o seu nome e os pronomes pessoais.
Antes desta descoberta do mundo da escrita Carolina já tinha visto algumas coisas escritas sobre si, mas nunca a palavra Carolina e escreveu tinham sido utilizadas na mesma frase. Já a palavra Livro tinha sido bastante utilizada sobre ela, sendo este de cheques!
De uma coisa tenho a certeza, a Margarida rebelo Pinto deve estar a rebolar de inveja pela bonita história relatada por carolina…este era o seu livro de sonho!
È um livro que requer algum trabalho intelectual de interpretação, uma vez que a palavra puta nunca é escrita mas é sobre ela que a historia se desenvolve.
O importante a retirar do livro é que a flatulência não é um problema do Povo e com isto Carolina descobriu uma nova utilidade para o seu raiosque...


p.h.

Perguntem à miúda

Quem disse que um motor de busca tinha de ser monótono?
Ms. Dewey é o nome de um projecto em flash que pretende tornar as pesquisas mais interactivas. Em vez da habitual caixa de busca, aparece-nos num estúdio uma rapariga muito airosa, Ms. Dewey, que se passeia em lingerie, afia facas, repara motas e faz macacadas até que o "espectador" faça a sua demanda. Vale a pena espreitar.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Dizer NÃO!

Não é uma das primeiras palavras que aprendemos. "Não ponhas os pés dentro da retrete!" "Não comas a sopa com o nariz dentro do prato!" "Não ponhas as cuecas na cabeça!" "Não ponhas o gato dentro da máquina de lavar roupa!" "Não dances nua dentro de poças de lama!" Tudo bem é muito útil para aprender regras básicas de comportamento social, mas com o tempo desaprende-se a dizer não, mesmo quando nos esfregam estrume na cara. Porque é que é tão difícil dizer não? Não quero ser uma ovelha, a lã fica-me mal o méeee sai-me desafinado e o facto do cócó sair às bolinhas, é giro, mas não é para mim! Proponho que pelo menos uma vez por dia se diga Não, em vez de se fazer o que os outros querem que se faça. E que, em vez de nos sentirmos mal por isso, aproveitemos esse tempo para planear o domínio do mundo com o poder da mente. Já agora feliz dia 9 de Dezembro!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Uma questão de bengalas

Quarta-feira de manhã. Depois de umas noites mal dormidas devido a uma frequência na terça, resolvi dormir mais um pouco de manhã. Não olhar para o relógio e dormir até não ter mais sono. Azar dos azares. O meu vizinho, já reformado, decidiu cortar a lenha com a sua moto-serra. Até aqui tudo bem. Quer cortar a lenha? Força! Mas, como é óbvio, não o faça às 8 da manhã pá.

Se há coisa que não entendo na terceira idade é a mania que têm em sair de casa logo mal clareia o dia. Eu sei perfeitamente que as horas de sono são reguladas por uma hormona que se perde com a idade, daí a razão de bebés levarem o dia (sacanas) a dormir e os idosos pouco dormirem. Está certo. Dormem pouco. MAS PORQUE RAIO CORTAR LENHA ÀS 8 DA MANHÃ? Epá… São essas pequenas coisas que dão à terceira idade aquela je ne sais quoi que a torna tão peculiar.

Outra coisa que me chateia levemente (não estou a falar que me irrita, apenas chateia muito levemente) é o embarque nos aviões. É incrível a quantidade de bengalas que se vêm nos cais de embarque. Incrível. Mais uma vez, lá estão os mais velhos a tentar conquistar a nossa simpatia e passar à frente na fila. Estou convencido que a maior parte destes engraçadinhos não precisa de bengala. Trata-se de uma aldrabice óbvia. Já repararam como, de um momento para o outro, as bengalas se materializam do nada? Num momento, todas as pessoas no portão de embarque estão saudáveis, riem, etc… de repente, estão todos a coxear. E quando damos por isso, vinte ou trinta estão apoiados em bengalas. Começo a pensar que nos aeroportos (que se transformaram em centros comerciais em que os aviões são secundários), deve haver um sítio em que é possível alugar bengalas. «Bengalas de Embarque».

Mas sabem que mais? Respeito o cabelo branco. Até nem me irrita tanto assim. Nem por isso. Sabem porquê? Podem entrar primeiro nos aviões mas têm que sair em ultimo. Afinal, são sempre os últimos a sair. Enquanto ainda estão à procura dos sacos e termómetros rectais, clísters e etc, eu já estou a chegar à cidade. Estão a ver? A vida tem sempre maneira de equilibrar as coisas.

PS- Não liguem ao que escreví. É derivado ao sono.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Uma questão de mandar a ecologia para as ortigas


Mais um ano Portugal pode-se orgulhar de ter a maior árvore de Natal da Europa! Ena! Formidável! Quem diria? Temos um excelente sistema de saúde, um excelente poder económico, somos os maiores em acidentes na estrada, somos um dos países europeus em que menos se lê (não estou a contar com os jornais desportivos) e agora temos a maior árvore de Natal da Europa. É bom saber que, embora haja pouco dinheiro, sempre temos algum para gastar nestas palermices, tais como estádios de futebol de milhões de contos que nem sequer são usados, tgv’s, aeroportos desnecessários, uma frota de carros topo de gama para os políticos, etc. e mais não sei…enfim. Somos realmente um país de aparências. Às vezes, quando penso nisso, tenho vontade de cortar os pulsos com uma faca de plástico daquelas que se usam nos piqueniques, mas, depois penso o quanto doiria e tiro rápidamente tal ideia estapafurdia da cabeça e limito-me a rir descontroladamente.

Mas agora que penso no assunto, acho que essa ideia da maior árvore de Natal da Europa é uma americanice. Por mero acaso, também na Praça Rockefeller, em N.Y., existe uma. Mas ao contrário da nossa, que é de metal, aquela é verdadeira. A certa altura, algum americano pensou: «Pessoal, tenho uma ideia bestial para o Natal. Vamos matar uma árvore bonita com mais de cem anos e levamo-la para Nova Iorque. Montamo-la na Praça Rockefeller e escondemos a sua beleza natural, pendurando objectos brilhantes e repelentes feitos pelo homem nos ramos deixamo-la estar assim, morrendo lentamente durante várias semanas enquanto crianças ranhosas e vesgas olham especadas e os seus paizinhos alcoólicos e drogados, de licença da prisão ou da clínica de desintoxicação tiram fotografias. Assim podemos dar um cunho especial e deprimente ao Natal na cidade».

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Uma questão de mentalidade

«Senhoras e senhores, começámos a descida em direcção ao aeroporto da Ota de Lisboa (que dista apenas 50 km desta última), descida essa que é semelhante à queda gradual de Portugal na U.E., de país assim-assim para a de nação endividada, de preguiçosos obesos, Fátima Felgueiras, de políticos corruptos mas vistos pela populaça como heróis, crianças preguiçosas, Cláudio Ramos, ignorantes, de idosos e de deficientes sem rumo que não conseguem pagar os medicamentos de que precisam, da Floribela, dos Morangos com Açúcar, da completa estúpificação total pela t.v.. A situação em Lisboa e arribaldes é a seguinte: temperatura de 18 graus, céu pouco nublado ao contrário das mentes dos políticos regentes, ventos de norte e tédio intenso.»

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Uma questão de facciosismo, ET's e a Santa Trindade.

Ontem fez uma semana que ví algo completamente estranha assim para os lados do paranormal. Palavra que não tenho a mais pequena das explicações para aquilo que ví (pirilampos de 2m vindos de Chernobil está posta de parte, está muito frio para esses insectos). Podem estar a pensar: «Pois… Ganda tosga que o Sandes devia ter pa ver coisas dessas». Bem, se foi esse o caso, digo-vos desde já que não fui o único a ver tal fenómeno. E garanto-vos que foi estranho q.b.

Acho uma profunda injustiça (e também um bocado deprimente) quando reparo no desigual destaque que os media dão às pessoas que acreditam em OVNIS, por um lado, e por outro, àquele que acreditam num ser supremo, invisível que vive no céu (segundo alguns, é um voyeur). Especialmente se essa crença disser respeito à fábula (qual La Fontaine, qual Ésopo qual carapuça) Jesus-Messias-Filho de Deus.

Já devem ter reparado que os media chamam “entusiastas” aos crentes em OVNIS, termo usado para os diminuir e marginalizar, relegando-os para a área das pessoas com hobbies mais ou menos invulgares. Seja. Querem fazê-los parecer esquisitos? Okéim…Maluquinhos pitorescos que têm o descaramento de acreditar que, num universo de triliões e triliões de estrelas, possivelmente com muitas centenas de biliões de sistemas habitáveis, algum deles possa também ter dado origem à vida? Nã.

Contrariamente, os que acreditam num ser eterno todo-poderoso que pula de nuvem em nuvem, um ser que exige ser amado e adorado de forma incondicional e que castiga ou recompensa segundo os seus próprios desígnios insondáveis, são apontados como gente séria, credível, e digna de confiança. Apesar do número de crentes que são indiscutivelmente fanáticos de ideias tacanhas.

Pessoalmente, acho que há tantas provas da existência de OVNIS como do tal bacano omnipotente -omnipresente egoísta. Pensem bem.

É verdade que o mundo dos crentes de OVNIS tem uma grande maquia de maluquinhos, esquisitos e pessoas à margem da sociedade mas alguma vez ouviram verdadeiros crentes religiosos? Alguma vez ouviram falar de discursos extremistas e comportamentos bizarros associados a fanáticos religiosos? Não podem eles também ser rotulados de maluquinhos; Esquisitos? Uma pessoa razoável diria que sim. Sem dúvida.

Bem, mas desviei-me do cerne da questão: o preconceito dos media e das pessoas em geral acerca dos OVNIS. Uns são tratados com reverência e aceite como verdadeira, outros são alvos de chacota e tratados com bizarria. Acho que até o J.C, esse bacano do camandro, teria a mesma opinião que a minha. Garanto-vos. E não se esqueçam: nunca falem à frente dos gatos. Eles são extra-terrestres. Toda a gente sabe disso. Até o Cláudio Ramos.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Casting para o futuro RONALDINHO

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Uma questão de números e espaço

Sempre que ocorre alguma guerra civil, massacre, ou sempre que os E.U.A. invadem algum país (é verdade, aquele país é um bocado aborrecido ao ponto de terem que inventar essas diversões), depois de o queimarem, bombardearem, violarem e ocuparem, encontram-se sempre valas cheias de gente morta pelo ditador que acabaram de depor. Toda a gente no mundo age como se estivesse enojada e deveras surpreendida.

Mas pensem bem: que pode um indivíduo fazer com todos aqueles cadáveres depois de matar uns milhares de pessoas? Enterrar cada um na sua covinha individual? Pôr plaquinhas com o nome em cada um? Não me parece. Ganhem juízo! A razão para matar milhares de pessoas ao mesmo tempo e no mesmo sítio tem uma razão -poupar tempo! Além disso, o que o resto do mundo costuma fazer é sempre protestar um bocadinho, tirar uma fotografia e ir embora para casa que já se faz tarde. Então que diferença faz?

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Uma questão de gosto

Não tenho por hábito ser muito crítico nas minhas opiniões acerca dos filmes. Do meu ponto de vista, se algumas centenas de pessoas decidem juntar-se todos os dias, usar maquilhagens e roupas incómodas, gastar dinheiro em quantidades inimagináveis, fingirem ser outras pessoas, e, no final, o único objectivo deles é de que eu passe uma hora e meia entretido e enterrado no sofá a olhar para um filme, não me preocupo muito com coisas mesquinhas como a qualidade do trabalho que fizeram. No entanto, não entendo pessoas que gostam de filmes com o Leonardo di Caprio. Palavra que não entendo. Às vezes, quando estou a fazer zapping à procura de um programa menos insuportável para ver, apanho um filme a meio. É recente, parece ter piada. Vejo tipos como o Al Pacino, o Robert de Niro, o Tom Hanks, o Russel Crow, a jogar às cartas e a beber, aos tiros uns com os outros e sinto uma certa nostalgia. Depois aparece o Di Caprio. Lá tenho que mudar novamente de canal. É uma vergonha. Consegue estragar filmes de comédia da mesma maneira. Pessoas assim não deviam ser autorizadas a estragar tantos filmes bons.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

As antenas da amizade!

Já pensaram que se todos os carros saídos do stand trouxessem uma antena não havia ninguém a roubar antenas?
Isto é verdade, quando tenho antena no carro não tenho de roubar mais nenhuma…
De certeza numa daquelas reuniões secretas dos barões manipuladores do sistema automóvel mundial decidiram lançar no mercado um carro que lhe faltava a antena…e ai começou o ciclo!
O dono desse carro, tendo falda da dita antena lá teve de roubar uma ao vizinho, esse vizinho teve de roubar outra e assim sucessivamente…
Hoje voltei a entrar no ciclo, e sinto-me parte integrante de um movimento Mundial que me parece de extrema importância…é tipo aquele email da amizade que circula em corrente, que temos de mandar a um amigo… que nos faz sentir importantes!

Como é óbvio não cortei a corrente, não vá isto dar uma centena de anos de azar, mas resolvi deixar o meu cunho pessoal neste movimento… Hoje vou roubar uma parabólica! Acho que se estendermos este movimento as nossas casas vamos tornar muito mais gente feliz! E é tão giro!


p.h.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Uma questão de fé

Fobias

- Diga-me de que tem medo?
- Oh, isse agora amigo, de muita coisa!!!
- Mas assim algo de que tenha mesmo muito medo, diga lá!
- Ora, deixe cá ver... ah, já sei, tenho medo de ver sangue.
- Sabia que há muitas pessoas que partilham consigo esse medo. Fale-nos mais um pouco desse medo, porque razão acha que ficou com essa fobia?
- Isto de eu ter medo de ver sangue do tipo O+...
- Como??? O senhor tem medo de ver sangue, mas de um determinado tipo???
- Sim, o que é que isso tem de extraordinário?
- Mas, mas os outros tipos de sangue não lhe causam qualquer perturbação?
- Não, atão se não vou ser eu que vou estar sangrando de que havera de ter medo?
(Primeiro a ideia pareceu-me boa, mas depois de escrever pensei, raios isto é uma piada bem ao estilo de malucos do riso)

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Uma questão de tempo

Espero que todos vocês compreendam que, a longo prazo, os fundamentalistas vão ganhar. Porque é impossivel vencer quando se está em desvantagem numérica. E é impossivel derrotar o fanatismo, a ideia e disponibilidade de morrer por um ideal.
Um pais qualquer do Ocidente, preocupado com jipes, telemóveis, Cláudio Ramos, férias na neve, pornografia, salões de massagens, aumento de pénis, adelgaçantes, tangas, fios dentais e desodorizantes não tem uma oração, nem sequer uma oração cristã daquelas clássicas contra os milhões de fanáticos que existem por este mundo fora, que detestam o nosso materialismo e que nada têm a perder se atarem 4kg de explosivos à cintura e se explodirem junto de outros tantos. Pois, ao fim de contas, não têm que se preocupar com telemóveis, tangas, Cláudio Ramos, férias na neve, malas Louis-Vuitton. Pessoas que se estão nas tintas e não têm nada a perder vencerão sempre pessoas que lutam por sentimentos vagos rabiscados num bocado de papel. Amigos, eles vão ganhar e não vai ser bonito de se ver. Não podemos acertar com uma bomba em cada um deles.
E não fiquem amaravilhados com a ideia parva de "democratizar" o mundo. Nem todos gostam disso, democracia.
Eles vão ganhar. Disso não tenho dúvida.
Comecem a poupar dinheiro para o mercado negro. Vão precisar daqui a uns anos.

Pintura e Música na Mina de S. Domingos

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Filão de Ouro

Eu não sei se repararam, mas, passa uma nova novela na TVI chamada “Doce Fugitiva”, não quer isto dizer que seja uma coisa má ou ruim. Até acho que é uma coisa boa, catita, baril. Tal como acontece no ensino, excesso de professores, levou o governo a tomar uma medida chamada «Reciclagem», Porquê reciclagem? Porque é realmente uma reciclagem, embora não transformem os professores em boiões, nas garrafas mais catitas do supermercado ou no para-lamas da bicicleta da tia; tornam-nos aptos a exercer outra qualquer profissão (das quais toxicodependente, dealer e chulo são as mais escolhidas). Estas novelas são emprego para antigos elementos dos “Morangos com Açúcar” o que só pode ser benéfico. Imaginaram que daqui a dez anos, precisavam de uma daquelas “massagens” anunciadas no Correio da Manhã e aparecia uma destas actrizes desempregadas de cigarro ao canto da boca e a trautear êxitos dos D’ZRT? «Olá, chamo-me Maria Alice, sou a sua massagista esta noite e já me deve ter conhecido da pseudo-estupido-novela “Morangos com Açúcar» … Mas enfim. No entanto, por mais que me custe admitir, sempre é melhor que a «Floribela» da SIC. Isso sim dá-me que pensar. Sem dúvida que as letras das músicas são engraçadas, o refrão mete-se pelo ouvido a dentro… Sem dúvida alguma! Mas isso para miúdos dos 4 aos 12 anos! Caso és um dos estranhos indivíduos com mais de 12 anos e não te chamam especial em exagero, epá, muda de blog!

Sem dúvida que agora existe uma luta cerrada entre a “Floribela” e a “Doce Fugitiva”, e, vá-se lá saber porquê, em ambas a principal é pobretanas, canta que nem uma cana rachada para mal dos nossos ouvidos, vai trabalhar para casa de uma família de órfãos ricos e o mais velho destes é o alvo da libido desta. Eu não sei.

Julgo que é apenas uma perfeita casualidade. Ou moda. Não sei. Quiçá palermice contagiante.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Gargalhada de hiena


Ontem aconteceu um grande momento televisivo: entrevista com a Nelly Furtado em directo no Jornal da Noite. Não posso falar nisto sem antes dizer: FRANJA!!!????Mas isso até passava não fossem as gargalhadas de hiena-com-cio-a-quem-lhe-foi-dado-um-pontapé-nos tomates. "ya, sopa de couve you know" AH AH AH AH "O minha primeira apresentação foi quando eu era 4 anos em português ya" AH AH AH AH "Eu admiro muito minha tia ela ter 8 filhos, ela trabalhar muito e eu penso muito nela quando viajo com minha filha, minha tia é uma mulher muito forte"AH AH AH "eu conheci Nuno Gomes you know no MTV music awords ya e ele falar-me de como uma força you know"AH AH AH AH
'miga, conselho de Trambolho: muda de penteado, modera as gargalhadas e dá algum dinheiro à tia"
Um grande abraço ao Rodrigo que manteve uma postura muito profissional. Eu estava já em lágrimas e com dores nos maxilares a meio da entrevista, mas ele manteve-se, com um ar gozão, é certo, mas firme.

A subtileza da palavra aberta!

Epá, eu até gosto desta bela apresentadora, gosto simplesmente! Acho que ela tem um belo corpo para a presentação de programas…
Mas parece-me que ao lado daquela citação ficava melhor uma senhora de metro e meio, 90kg, de mini-saia de ganga, pernas abertas e sentada numa lata de 25litros de tinta…tudo isto à beira de uma qualquer estrada Nacional… ai já me soava mais natural, tipo: epá, parou aqui um camionista cabo-verdiano, deu-me uma que pareciam duas… fiquei toda aberta e dorida que durante três dias tive medo de me sentar na lata, não fosse ela desaparecer ou o cralhe!
E sai um viva para a sensualidade!
Será que ela enquanto namorada do Cristiano Ronaldo em algum jogo da selecção falou com a mulher do Figo?
Algo tipo: Atão ò Figa não te sentas? Não me digas que o Luís perdeu o auto-controlo e te rebentou o nalguedo? Eu ontem tive com o Cris no banco de trás do carro que fiquei mais aberta que o túnel do Marquês!


p.h.

sábado, 4 de novembro de 2006

Raparigas deste país...

... se vocês pensam que o pior que podem fazer aos vossos pais é: engravidar de um angolano imigrante de leste, toxicodependente, com lepra e que tem uma verruga no nariz, desenganem-se... experimentem dizer-lhes que querem ser livres!

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

A menina do indie



Linda. Chan Marshall apresentou-se ao público há uma década, sob o pseudónimo de Cat Power. Desde então tem vindo a enamorar centenas de fãs com uma voz rouca alimentada a cigarros e café, guitarra dedilhada com mestria e notas de piano envelhecido. Cat Power é uma songwriter por excelência e destaca-se entre os nomes sonantes do género indie actual. Os seus lyrics, escrevinhados por aqui e por ali em folhas soltas, transformam-se em grandes canções, cruas, suaves, melodiosas, de embalar. Sempre discreta e tímida, Cat Power acaba concertos lavada em lágrimas e enterneceu a crítica com o cover I found a reason, dos Velvet Underground. Um dia destes descobriram-lhe o sorriso e agora querem fazer dela Miss Channel.

Como nós merecemos e gostamos muito dela, a cantora vai passar por Portugal e presentear-nos com dois espectáculos em Dezembro, não previstos na tour ( dia 4 – Lisboa na Aula Magna; dia 5 – Porto no Cinema Batalha), e mostrar-nos o seu novo trabalho, The Greatest.

Rendam-se.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Manutenções

Mais um feriado se passou. Dia de Todos os Santos. As pessoas aproveitam tal para visitar os cemitérios, embelezar as campas com flores e velinhas, etc. Eu penso que tal dia deveria passar a chamar-se “Dia de Manutenção de Cemitérios”. Julgo que ficava bem. Além disso, era o nome mais correcto. Durante 364 dias do ano, estão-se completamente a borrifar para os cemitérios, mas mal chega o 1 de Novembro, parecem autênticos romeiros cheios de flores. Acho que é sem duvida um bom negócio para as floristas. Não basta o Dia da Mãe e o Dia de S. Valentim para fazer negócio. A mim cheira-me a conspiração. Acho que sim. Tenho que pensar mais no assunto.

Depois da morte de alguém (mesmo muitos anos depois), é costume ouvir alguém falar do falecido, dizendo: «sinto que ele está lá em cima a olhar para nós cá em baixo e a sorrir».

Ok. Em primeiro lugar, acho extremamente duvidoso que exista um «lá em cima» que permita sorrir cá para baixo. É poético e acho que é uma ideia reconfortante. Mas o mais provável é que não exista. Além disso, se as pessoas sobrevivessem à morte de alguma maneira e com uma forma não-fisica, estaria provavelmente ocupado com outras coisas e sem tempo de olhar e sorrir às pessoas cá em baixo.

E porque será que nunca ouvimos dizer que alguém sorri cá para cima? Calculo que ninguém acredite que um seu ente querido assentou arraiais no inferno. E, nesse caso, a pessoa em questão não estaria muito disposta a sorrir. O mais provável é que estivesse a gritar. «Sinto que está lá em baixo a olhar para nós e a gritar». As pessoas recusam-se a ser realistas. Eu também tenho uma ideia do Inferno. Chama-se Tertúlia Cor-de-rosa. O Cláudio Ramos anda por lá.

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Conversas cíclicas

Dizem que quando não há nada para dizer se fala do tempo... de facto os jornalistas quando não morre um papa ou quando não há um golfinho perdido num rio, falam do tempo e como falam do tempo, mas só quando o tempo é extremista. Assim fala-se do tempo quando as temperaturas são extremamente altas ou extremamente baixas. Quando chove muito ou quando não chove, quando há neve e quando não há, etc, etc,etc. ( e quando se diz etecetera (acho que nunca tinha escrito etecetera na minha vida e vendo bem nunca tinha aberto parêntesis dentro de parêntesis, sem ser numa equação) tem que se dizer três vezes para acentuar a continuidade e no fundo a monotonia). Por falar em monotonia andava eu a tentar ter umas ideias verdadeiramente originais a olhar para umas pinturas assustadoras quando oiço alguém dizer : "Ai isto agora os dias estão mais pequenos são seis horas e já é noite escura!" Passado pouco tempo estava num artesanato a olhar para uns pratos assustadoramente caros quando oiço: "Ai agora temos menos uma hora para dormir!" ao que alguém respondeu: "Não, temos é mais uma hora para dormir" " Ah tá bem tens razão de manhã atrasa, mas à noite adianta" . Fantástico isto do tempo DE MANHÃ ATRASA, MAS À NOITE ADIANTA?????!!!!! O tempo, medida de tempo e não o clima, é para mim a invenção mais diabólica do homem. O dia hoje esteve bonito, um bocado abafado, mas pelo menos não choveu, amanhã pode ser que tenha tempo para ir ver o mar, isto claro se não chover.

secção: perdidos e achados



Tudo indica que no meio de tanta confusão: polícias, sirenes, claques; alguém se esqueceu do dito apito no balcão do tribunal. Juntamente, ao referido objecto, também estava uma lista de supermercado (fruta, essencialmente).


Nota: a imagem que ilustra o post, não pretende ser a ilustração do texto. Foi apenas uma opção estética, de um blog com alguns sinais de metrosexualidade. A origem da imagem é, concretamente, algures a internet.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Especial? Eu?

Uma lamechice que costumamos ouvir quase todos os dias é a de que as crianças são especiais. Especiais? Ok. Então e os adultos? Será que os adultos não são também pessoas especiais? E, se não são, a que idade deixa uma pessoa de ser especial e passa a não-especial? Palavra que gostava mesmo de saber. E se, todos os adulos também são especiais, isso quer dizer que toda a gente é especial e a expressão não faz o mínimo sentido. Costumam usar tal expressão para aprofundar uma medida qualquer de natureza política ou monetariamente compensadora. É semelhante a «as crianças são o futuro», ao que parece, o padre Frederico dizia esta muito. Benefício próprio. Quanto ao Cláudio Ramos, acredito que muitas vezes lhe afagaram o cabelo e lhe disseram tal expressão. Não acreditam? Perguntem ao Bíbí.
Brigado

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Descoberta

Haja ou não necessidade de partes extra, o ponto fulcral continua a ser a verdade. A maior parte das pessoas estuda as coisas que tira dos seus corpos antes de deitar fora. Porque querem saber o que as coisas são ao certo. Não vale a pena passar 15 min. a arrancar um tumor maligno da testa para depois o atirar pela janela, sem sequer olhar para ele, em direcção ao vidro do carro do vizinho. Não! É preciso dar uma boa olhadela. Até pode apetecer partilhar a experiência: «Caraças pá! Querida! Olha isto! Cum camandro! Jasús! Olha querida, anda cá! Mexe-te (exibindo o item com orgulho). Olha para isto. Não é uma maravilha? Adivinha de onde o tirei? Há dois minutos estava colado à minha testa. Agora já não. Arranquei o sacana com diluente e uma chave phillips. Olha para estas cores! Verde, azul, amarelo champanhe, creme e caqui! E tem exactamente a forma do Iraque. Quer dizer, se tirarmos aquela parte norte onde vivem os curdos. É claro que não vou deitar isto fora! Pode valer alguma coisa para os coleccionadores e pode ser que a TVI me entreviste ou que vá à Tertúlia Cor de Rosa apresentada pelo Cláudio Ramos!!»

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Pensamentos Dispersos Vol. XIX

Portugal pode-se orgulhar de ter as praias mais sujas, os rios mais nauseabundos e as montanhas mais rasas. Mesmo assim, muitos portugueses preferem passar as férias fora do país.

Se são jovens, querem passar os próximos 5 anos a comer esparguete com atum, latas de sardinhas e ficar a dever dinheiro o resto da vida, porque não entrar para a universidade?

Se pensam que podem adoecer nas próximas 6 semanas, porquê não marcar hoje mesmo uma consulta com o seu médico de família?

Cláudio Ramos, desde muito cedo começou a acreditar piamente em extraterrestres. Com apenas 15 anos foi sodomizado por um extraterrestre de bigode farfalhudo chamado Silvestre. Disse-lhe que era do Planeta Agostini.

Cláudio Ramos conheceu a sua esposa numa convenção de OVNI’s onde dirigia o atelier de maquilhagem para vítimas de rapto por extraterrestres. Mal se conheceram, Cláudio Ramos soube que era a mulher da sua vida: além do buço farfalhudo a lembrar o Chuck Norris, tinha compota de pêssego no cabelo e um molho acastanhado amontoado no pescoço. Durante muitos anos, ela trabalhou como enfermeira não qualificada e acabou por fugir com um vendedor de ferragens em 2ª mão vietnamita.

Uma maneira infalível de estimular a economia e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade: a partir de agora, sempre que alguém perguntar que horas são, têm de pagar para saber a resposta. Isso estimularia a economia (ao menos a minha). Se não quiserem pagar, têm de fazer um esforço para descobrir sozinhas. Olhem para o sol, usem um sextante… Isso aumentaria a produtividade. Algumas das minhas ideias podem não ser perfeitas mas são sempre dignas de ter em consideração.

Balas de Borracha

Já havia algum tempo que não via imagens deste tipo. Houve uma, em que se vê um polícia a recarregar uma arma, que me deixou abalada, sorria aquele homem. Os jogos de computador não chegam para certas pessoas...

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

alzheimers



os mails não servem só para mandar bosta ou fotos de gajas nuas, as vezes há gente que manda coisas interessantes!
Uma publicidade portuguesa simplesmente genial...


p.h.

domingo, 22 de outubro de 2006

Serviço Público

Todas as terças à noite, cidadãos e consumidores têm a oportunidade de dar voz às suas queixas. Não perca o programa «Estou-me bem nas tintas» com o provedor do telespectador, especialista em direitos do consumidor, Paquete de Oliveira. Se tem uma queixa a apresentar, ligue, fale com o Paquete (alguma vez este tipo se indagou no amor que os seus pais lhe nutriam?), explique o que o aflige e depois ouça quando ele lhe gritar:«ESTOU-ME BEM NAS TINTAS!!!»
Síntese: contos do vigário, furtos, credulidade, Cláudio Ramos, Floribela, ira, erros de linguagem gestual, Cláudio Ramos, impulsos telefónicos de valor acrescentado, hostilidade.

Festival da Verga na CASA... de alguém.

Enfiaram-me esta publicidade debaixo da porta.


Tudo indica que alguém vai organizar um Festival da Verga, em CASA. Assim, quem gostar desse material fica a sugestão. Segundo especialistas os preços são bons e o material tem bom acabamento.

No entanto não esperem ver-me lá: a verga deixa marca no corpo, eu não gosto!


quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Telenovelas TVI

Se há algo que me desorienta e me dá vontade de cortar os pulsos com uma faca de plástico de piquenique são as fantásticas novelas da TVI. Admito que não as consigo ver sem estar tocado (e nesse caso choro baba e ranho)... Aliás, acho que se se deixassem de fazer novelas em Portugal, o número de alcoólicos, drogados, e suicídios em Portugal descia vertiginosamente. O que vendo bem, não era positivo. Não era bonito. Como tal, hoje decidi escrever um roteiro para uma novela do prime-time.

A novela chamar-se-ia «Passarinho do catano» em homenagem ao André Sardet.

Jacinto e Armanda Agarra-sovacos são os protagonistas de uma história repleta de dificuldades, mágoa, hemorróidas, dor, pedras nos rins, Cláudio Ramos, desilusão, pontapés nas costas, culpa, suicídio em massa, cólicas, e problemas económicos numa família de classe média baixa de um bairro degradado com excesso de poias de cães.

Garanto-vos que vai ser um dramalhão mexicano maior ainda que a novela «Dei-te quase tudo».

Episódio piloto: Vancilda é sujeita a uma cesariana por iniciativa de Asnildo e Sertório, dois vizinhos jeitosos com ferramentas que mais tarde descobrem que não estava grávida. Entretanto, tudo se complica para Lancildo, vocalista da Banda de Cordas Ventoso Lucreiro, quando os restantes elementos são sujeitos à consulta de um urologista. Sofrem um toque rectal demasiado agressivo e têm que tocar de pé durante toda a noite.

Síntese: Nudez parcial, consumo de álcool intenso, violência conjugal envolvendo um chouriço Kosher, desespero e dicas de bricolage.

Para aumentar o suspense, toda a banda sonóra estará a cargo do José Cid.

Estou em pulgas! Vai ser um sucesso!

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Justiça aos Injustiçados!

Estreou no passado domingo, na RTP1, o programa da regressada Maria Elisa “Os Grandes Portugueses”. Não vi a emissão, mas embalado pela curiosidade fui tentar saber em que consiste. Segundo o que li, o objectivo é, entre Outubro de 2006 e Março de 2007, eleger a personalidade mais marcante da história de Portugal.

Das votações do mês de Outubro resultará uma lista dos 10 nomes mais votados, depois o resto é entretenimento e se quiserem saber mais… informem-se.

Mas o objectivo deste post é um misto de indignação e justiça. Indignação pelo facto da lista disponibilizada inicialmente, ignorar completamente uma figura incontornável do século XX português; justiça, fazer justiça à figura, ao carácter humanista e, até, renascentista de tal personalidade.

Refiro-me, certamente já descobriram, ao grande Sr. Zeca Prateleiras: mergulhador escafandrista, conselheiro político do chefe tribal Shaka Zulu, engenheiro de paixão, carpinteiro de profissão e estrela da primeira grande produção cinematográfica Luso-Franceso-Mineira.

Faltam 14 dias para fecharem a lista dos 10+, por isso não percamos mais tempo e toca de votar no homem!!!!

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Planeta de Josés Cids


aqui vai o planeta de um dos grandes idolos do Sandes

Pensamentos Dispersos Vol. XVIII: Contra o Cláudio Ramos, marchar! Marchar!!

A invenção dos computadores remonta ao reinado de D. Sancho. Nessa altura, os jogos eram muito básicos. Só dava para jogar arkanoid e ao Minesweeper.

Há pessoas heterossexuais, outras homossexuais, ainda existem até zoófilas. O Cláudio Ramos é bissexual. Não se pode dar ao luxo de ser demasiado exigente.

Já alguma vez tentaram vestirem-se de mulher? O Cláudio Ramos tentou. Durante 15 anos. Mas não era coisa para ele.

Os psicólogos estão sempre a falar o que separa os homens dos rapazes. Estádios e coisas dessas na evolução mental. Eu digo-vos o que separa realmente os homens dos rapazes: as leis contra a sodomia.

Às vezes, ouvimos as pessoas dizer:«Que tipo de mensagem é que isto transmite às crianças?» E eu penso «De que tipo de mensagem é que esta gente está a falar? Quando eu era miúdo, nunca me transmitiram mensagens nenhumas. Talvez uma tia me mandasse um cartão pelos anos ou coisa do género. Ou, de vez em quando, o meu pai recebia um telegrama. Mas lá em casa nunca passou disso».

O Novo Orçamento de Estado... LOL...LOL

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Guerras

Hoje, depois de um dia de aulas (às quais esqueci-me de ir), decidi escrever acerca de algo que me irrita profundamente. Quem? Manifestantes contra guerras.
Esses tipos sinceramente não impressionam ninguém. São contra a guerra? Que arrojo! Que coragem!! Arranjem mas é emprego pá.
Ouve meu sacana-irritado-que-agarra-em-cartazes-com-mensagens-pacifistas-sem-emprego-e-com-graves-problemas-contra-a-higiene-pessoal, arranja algo deveras difícil para implicar. Como a religião por exemplo. Ou o Cláudio Ramos. Ou o Malato e o programa do Jumbo ou o camandro. Porquê não vais para a rua marchar contra a religião, uma coisa verdadeiramente nociva para a humanidade. A guerra é apenas um modo natural de resolver as coisas. E reduz a população o que é bom. Ao menos, ficamos com mais espaço para esticar as pernas. A religião sim é um problema. Livrem-se da religião e terão feito um favor gigante ao mundo.
Por tanto, porque não marcar uma manif para o próximo fim de semana para marcharem todos com cartazes a dizer:«ABAIXO A RELIGIÃO!!»?? Vá lá manifestantes.
Ganhem tomates.
Bem, fico por aqui. Tenho que ir para Fátima para a procissão de amanhã.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

piaçaba da semana

Pelo resultado da votação do piaçaba vamos discutir aqui o pavimento do recinto de bailes da corte pinto:
É alcatrão e é inclinado…

Pronto, assunto resolvido!

não há paciência...

Cada vez mais me irrita o pessoal que escreve no Messenger em pretunhol de sms e ilustra a sua poesia com bonequinhos ridículos…quem me manda sms com tantas abreviaturas que até abrevia o sentido do que quer dizer!
Cada vez mais me irrita quem usa letra comic sans em itálico…e quem a usa em amarelo!
Causam-me arrepios frios na espinha quem usa no msn o nome escrito ao contario…
Abomino quem pede uma italiana em vez de um café curto…quem pede adoçante em vez de açúcar…quem enche o cinzeiro de papeis…quem diz pograma, chicolate e ice tê…quem começa as frases por “é assim”, “atão” ou “Man”…
Não suporto ver mini-saias com meias escuras sem pés que parecem fatos de mergulho…casacos com o capuz cheio de pêlo que parecem de esquimó…
Já não há paciência para o raio das pulseiras do Senhor do Bonfim ou do raio que o amiguinho trouxe do Brasil e temos de usar até que apodreça e se parta...ou T´shirts do hard rock de santa pi do assobio… quem me pede “lumes” e diz “obrigadas”… quem na discoteca inventa palavras em inglês para parecer que conhece a letra e a canta bem alto…

Se te enquadras numa destas pessoas fica desde já a saber que te vou excluir do meu hi5…


p.h.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Pensamentos Dispersos Vol. XVII

Cada vez que vejo um tipo de turbante, recordo-me da Cármen Miranda. Mas sem fruta.

Os pratos foram inventados no séc. XVIII por uma tal Gertrudes Freesbee, de descendência britânica. Era para matar o tédio no intervalo das invasões napoleónicas.

Em Portugal, quando alguém chega aos 100 anos, é homenageado pelo presidente da câmara. Eu acho que deveria existir uma lei que, caso alguém chegasse à provecta idade de 150 primaveras, o Presidente da Republica deveria ter de lhe fazer uma depilação às virilhas.

As 1ªas agências de viagens surgiram em Portugal no séc. XIX, época de grande esplendor burguês. Antes disso, as pessoas ficavam em casa a apanhar intoxicações alimentares.

Devido aos obesos, Portugal afunda-se lentamente no Atlântico. Na sexta-feira da semana passada, uma senhora obesa de Monchique, de seu nome Isilda, comeu sozinha uma saca de 50Kg de bolos de manteiga. Sábado, os habitantes da zona Sudoeste algarvia acordaram com os pés mergulhados em água salgada.

Grande grande foi o Tomás!

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Ela

Ela caminhava com passos lentos pela ceara. A brisa toldava aquele mar amarelo-torrado como ondas esvoaçantes. O seu cabelo doirado, longo e sedoso dançava ao sabor dos seus passos lentos mas decididos. Borboletas esvoaçavam naquela imensidão calcorreando as papoilas vermelho-sangue. O sol brilhava e iluminava as copas das azinheiras onde cigarras largavam a sua melodia milenar, dando um tom azul-marinho ao horizonte longínquo. Aves chilreavam naquela planura qual concerto dos idos tempos élficos. Uma dor aguda no tornozelo lembrou-a da queda matinal que tinha dado. Nesse instante, um tipo de bata branca passou a correr por ela, agarrou-a violentamente pela cintura derrubando-a. Agarrou-lhe no pé e desceu-lhe a meia com movimentos lânguidos enquanto os seus olhares se cruzavam. Acariciou delicadamente o tendão de Aquiles. Sacou uma bisnaga de Reumon-Gel e besuntou-lhe farta e avidamente aquele tornozelo que tanto a apoquentava. Guardou a bisnaga, levantou-se e correu para longe até se perder no horizonte.Novamente, é bom relembrar que os médicos sem fronteiras não descansam.

domingo, 8 de outubro de 2006

Pedro o SANGUINÁRIO

Júlia Pinha- Estamos aqui hoje para assistir a mais quatro assassinatos ao vivo. (Aplausos) Quem serão as escolhidas hoje? Que tipo de sangue terão? Quem é que vai gritar mais? (Aplausos e gritos de entusiasmo) Não percam mais um fantástico espectáculo de tortura, logo a seguir a um breve compromisso publicitário.
Com facas Hanzo o corte é perfeito e limpo, não necessita passar horas a limpar as paredes para eliminar provas.
Com molho de tomate TomaraNãoSerSangue para as melhores pizzas e pastas, fará um chefe italiano parecer um ajudante de cozinha de um restaurante chinês assassino de gatos de rua.
Caçadeira de segunda mão, muito pouco usada, cerca de uma vez, faz maravilhas, experimente cortar-lhe os canos.
Júlia Pinha - Ora estamos de volta já aqui tenho o Pedro o nosso assassino preferido, esteve agora mesmo a ter aulas de tortura Japonesa, mas ele confidenciou-me que é especialista em tortura medieval, é assim?
Pedro - Sim é verdade, gosto particularmente do prolongamento da vida por horas de sofrimento profundo enquanto o público nos atira fruta em processo de decomposição.
Júlia Pinha - Então e já escolheu as suas próximas vitímas?
Pedro - Sim, foi uma escolha difícil, mas teve que ser.
Júlia Pinha - Não nos revele já, vamos esperar que as nossas meninas cheguem para podermos conversar mais acerca das técnicas com que nos vai deliciar hoje!
Muitos APLAUSOS e SANGUE depois...
Júlia Pinha - Muito obrigada Pedro, hoje estava inspirado e quem esperamos que tenha ficado também inspirado é o nosso estimado público. Não se esqueça: TAMBÉM VOCÊ PODE VIR A SER UM SANGUINÁRIO!

sábado, 7 de outubro de 2006

O FUTURO

O futuro é uma tortura inventada por esquimós no inverno, quando não tinham mais nada para fazer, os sacaninhas assassinos de focas. Eu odeio futurologias, odeio ses e odeio acima de tudo os que dizem: "É o destino...". Dizem-no com um olhar patético de semi-encolher os ombros e um olhar semi-carneiro-bem-morto, semi-perdido-na-beata-caída-no-chão. Detesto quando perguntam às crianças: "O que é que queres ser quando fores grande?". Eu quero ser uma capivara. "Ai que giro, e queres tirar o curso em Lisboa ou em Coimbra?" Não está a perceber eu quero ser um roedor bem peludo e lavajar-me no Amazonas! Como se SER fosse o mesmo que trabalhar. Como se nos ressumisse aquilo que fazemos para ganhar dinheiro. Eu sou muita coisa e já fiz muita coisa. Já trabalhei muito sem receber um tostão em troca, para uns isso faria de mim ou parva ou boa pessoa. Gosto de acreditar que não sou uma coisa nem outra. "O futuro a Deus pertence menina" Então que se sirva bem dele! Que a mim dá-me um gozo enorme ver o mar que está à minha frente e não o quero ter lá em casa.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Pensamentos Dispersos Vol. XVI

Uma vez, apanhei um amigo perdido de bêbado e rapei-lhe as sobrancelhas. Ele ficou deveras espantado. Mas não se notava...

Uma coisa boa no acto de parir: 10 completos estranhos a olhar para uma vagina, que, aliás, tem uma chance aproximada a 80% de levar um corte por bisturí.

Dizem que a t.v. aumenta 10kg. É simples, deixem de comer câmaras.

Acabei com a minha última namorada. Era extremamente hipócrita. Dizia que gostava de surpresas. Apanhou-me enrolado com a irmã dela e não gostou.

Não tenho medo de morrer. Apenas não quero estar presente quando tal acontecer.

Uma vez parti a perna em dois sítios. O médico disse-me para não voltar a esses sítios.

Os homens que têm as orelhas furadas estão melhor preparados para o casamento e para entender mulheres. Experimentaram a dor ao furá-las e ainda compraram jóias.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Americanices

Cheguei a casa, liguei a t.v... Até aqui tudo bem. Fiz o zapping da praxe qual não é o meu espanto quando sintonizo a TVI (sim... eu sei que é normal espantar-me quando sintonizo este canal... e olhem que normalmente faço o zapping pela SIC e pela TVI o mais rápido possível para não confrontar os meus castos olhos a tal obras de arte televisiva ao mais alto nível da Trafaria de seu nome Floribela e os Morangos) e ví algo para o qual a minha mente lusa ainda não estava preparada: um sequestro armado dentro de um banco! Onde? Em Setúbal. Quem diria que os xarrocos, apaixonados por sandes de choco frito, poderiam alguma vez saírem-se com uma americanice destas? Garanto-vos que já se passaram aproximadamente 5 min. E ainda não me recompus do choque. Pronto, já foram mais ou menos 5 min. e 35 segundos mas enfim. É que uma pessoa não está habituada a isto. Se fosse uma notícia de uma abóbora com mais de 50 kg… quer-se dizer, espantava-me um pouco. Quem é que ia explicar à minha mente aquele aparato todo? P.J… PSP’s todos aperaltados…até negociadores lá haviam! Isto já não é como antigamente… Se fosse há 10 anos atrás, era ver chegar ali um jipe da GNR e saírem de lá 4 ou 5 indivíduos pançudos com umas grades de minis. Montarem uma tabanca perto do banco, desembrulharem o farnel e utilizar a pior das judiarias! Empanturrarem-se com presunto, paio e torremos do rissol enquanto o sequestrador sofria de cólicas com a fome que teria. Isto sim eram bons tempos. Foi preciso apenas um marmelo se fechar dentro de uma casa de banho dos estúdios da RTP para descambar nisto. Olhem,… americanices.