segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Síndroma Black Knight

O carro estava na recta final. Já se via a linha da meta a escassas centenas de metros. O motor ronca e decide cuspir fagulhas escaldantes que quase cegam o condutor. A frente do carro começa a guinar e ele já sabe o que se segue. Tenta travar o carro mas o motor discorda. A linha de meta está demasiado próxima. Ele rosna. O pneu dianteiro decide virar por vontade própria. Ele ri-se e vira o volante todo para a direita. O nariz do carro bate no asfalto e o condutor olha para dentro do sol enquanto as labaredas lhe lambem a pele.

Jornalista: … e acabou uma corrida que perdeu e na qual ia perdendo a própria vida.

Piloto: é verdade. Além de a perder a poucos metros da meta ainda perdi os dois braços e as duas pernas além de ter 60% da minha pele queimada.

Jornalista: … pois… Agora parece-me que o senhor é só cabeça e tronco. Acho que para si acabaram-se as aulas de dança.

E se em vez de um piloto fosse um politico?

Jornalista: … e voltou a perder a corrida mesmo com a meta à vista…

Politico: Eu?! Eu não perdi nada! Aliás, fui eu que a ganhei, embora nem tenha cruzado a meta, nos resultados desta corrida fui o melhor.

Jornalista: Mas nem cruzou a meta. Ficou a meio do caminho e além disso perdeu o carro e ambas as pernas e braços.

Politico: Quê? Isso? Isso é só um arranhão. Just a flesh wound...

2 comentários:

Fingido disse...

É sempre uma lição de criatividade ouvir as justificações dos candidatos acerca de um mau resultado eleitoral. Agora é normal culpar as sondagens.

Trambolho ao Postigo disse...

Perder é ganhar!
iupiii perdemos!