sábado, 8 de maio de 2010

O lendário homem tigre

Há 2 anos num restaurante que já tinha sido cisterna e uma casa de prostituição, fui puxada para dançar por desconhecidos e o meu cabelo incendiou-se por causa de uma vela que estava em cima da mesa (nada de grave apenas um ligeiro cheiro a porco queimado). Mas tudo aconteceu porque estava hipnotizada pela dança de um grego. Não faço ideia quanto tempo fiquei a olhar para ele, mas deve ter sido muito. Os braços abertos e os passos tradicionais maravilharam-me. (nada de pecaminoso, era um respeitável avô a dançar com a sua mulher). Nas mesas: iranianos, turcos, gregos, alemães, franceses, ingleses, norte-americanos, espanhóis, iraquianos, israelitas, russos e portugueses. E se já me tinha emocionado com o Filme falado de Manuel de Oliveira, vivê-lo foi ainda mais extraordinário (bem, só não andei pelo Mediterrâneo, nem fui a Itália, Grécia, Egipto, mas a velha Constantinopla foi mais do que suficiente).
Naquele lugar tudo parecia possível! E dancei. (ainda com o cabelo fumegante)


2 comentários:

Sandes de Choco c/mortandela disse...

Mas olha que há com cada dança por este planeta que... JESUS...

Mário Castro disse...

E consta que Bombam bem lá para esses lados!