segunda-feira, 2 de julho de 2007

Acerca da morte e suas consequências

Ontem, Domingo, a TVI passou um filme pela 1456ª vez, o Titanic, abrilhantados pelo Leonardo DiCaprio e a Kate Winslet, olhei, vi por um segundo e mudei depressa de canal com receio de vislumbrar pela segunda vez o meu almoço. Durante grande parte do dia e da noite, a RTP 1 passou um concerto em memória da Diana de Gales e nós lá tivemos que papar com ele mas até nem foi mau. A princesa até era mesmo boa pessoa. Mas morreu. Triste. Mas é algo inevitável. A diferença é que ela pertencia à monarquia e era conhecida.

Não há forma de fugir à morte.
Será que a única razão pela qual morremos é porque aceitamos a morte como uma inevitabilidade? Não. Palermice minha. É que se me acabaram os comprimidos.
De qualquer forma, vejam como é útil a morte. Enriquece os agentes funerários, taxidermistas, hospitais seguradoras e um ou outro sortudo familiar do falecido de vez em quando. Já imaginaram a chatice que seria caso não existisse a morte? Alguma vez se deram ao trabalho de imaginar minimamente? Eu garanto-vos uma coisa: Não queria o Gengis Khan para meu vizinho.

E por falar em Titanic, imaginam o efeito que tal ausência da morte teria? Naquela ultima parte?

A Kate acorda em cima da tábua e vê o seu amor Leonardo completamente congelado e morto por hipotermia. Toca-lhe e este mergulha na direcção das profundas e geladas águas do Atlântico norte.
Nisto, regressa à superfície.
DiCaprio: Ah…. Sabes Kate…Ah….
Kate: Meu amor! Voltastes da morte para mim! Agora podemos casar! Comprar uma casa e criar seis gaiatos ranhosos, um periquito e uma cachupa!!
DiCaprio: Pois… É acerca disso. Olha… Isto que se passou foi só uma aventura. É que… Bem… Eu na realidade não gosto de ti. Aliás, odeio-te a ti mais esse teu sotaque irritante e esse feitiozinho britânico empertigado de quem não parte um prato. Além disso, já tenho uma amiga especial nos states que não faz metade do cagaçal que tu fazes durante o acto... Bem, então... Xauzinho ai.
E afasta-se nadando entre icebergs nas gélidas águas do Atlântico Norte debaixo do introvertido sol de Abril.

Além disso, além de não termos espaço para esticar os pés, com a qualidade dos canais de televisão que impera hoje em dia, arriscávamo-nos a ter o Adolf Hitler a apresentar algum tak-show no prime-time de Sábado.

5 comentários:

Anónimo disse...

mais louco é impossível!

Sandes de Choco c/mortandela disse...

e onde andas tu trambolho?

Sandes de Choco c/mortandela disse...

Mais louco é impossivel?
Espera pelos posts de quinta feira.

Trambolho ao Postigo disse...

Estive 10 dias à venda no Mercado de Escravos e agora estou de volta à realidade.

Quanto ao Titanic, pensar que fui ver essa bodega ao cinema...foram 3 horas e tal de tortura. A única coisa que gosto do filme é que acaba.

Quanto à morte ainda bem que existe, não me agradava nada ter 534 anos não ouvir,não ver, estar ligada a máquinas para respirar, comer, defecar, espirrar sem que que me saltasse o resto do pulmão esquerdo.

sumo de limão disse...

espectacular... kontinuas kom imaginaçao e originalidade... n perkas ixo... em relaçao á morte eu axo k deviamos morrer kom alguma dignidade e konforto.. km por exeplo ter um plasma no tecto do caixao..ahahahah.. uma bolsinha po tlm na parte lateral.. na binkaaa... ta fixe idolo.. :)
bjinhox***