domingo, 22 de julho de 2007

Se o amor existisse...

... José Cid não insistiria em continuar a cantar, os semáforos seriam desnecessários e os passarinhos cantariam noite e dia (e depois caíriam das árvores com um esgotamento fisíco, ou com uma pedra certeira de alguém com sono leve).
A verdade é que o amor é uma das invenções mais diabólicas do homem. Vejamos: é suposto amar a Deus sobre todas as coisas, desculpa lá pázinho, mas eu gosto mais da voz da Nina Simone do que de ti.
Temos que amar mais a nossa família do que os nossos amigos, mas será mesmo assim? Vá lá sejam honestos, não há assim uns familiares que vocês gostariam de ver enviados em correio verde para o Turquemenistão?
No fundo o amor é uma carga de trabalhos para a consciência!
Ai e os filmes românticos e os americanos fazem-nos às centenas. Já cheguei a pensar que é uma das armas massificantes mais eficaz que existe. Ora a fórmula: menino conhece menina acontecem umas complicações e depois os fins com um beijinho à espera de um Oh!!! As maioria das mulheres que conheço saem do cinema a pensar: "Mas porque é que isto não me acontece a mim." O que é triste. Tenho uma certa pena dos homens porque aparentemente têm que ser românticos, sensíveis e dizer frases genialmente elogiosas, não podem olhar para as boazonas que passam na rua e têm que gostar de crianças, salvar animais em perigo e ajudar idosos a atravessar as ruas. Quanto às mulheres cabe o papel de ser bonitas e vá boazinhas. Os maus da fita destes filmes, não são maus, são irritantes, para que os achemos estúpidos.
Está bem, está bem o amor existe e eu já o vi por aí, mas não é nada bonzinho e fofinho é como as pessoas, tem dias!

2 comentários:

dusty disse...

Ficou-me, 'sobre o amor', uma frase simples do Rui Zink, que li recentemente. 'As pessoas queixam-se que é muito complicado viver a dois. Que exagero, é só impossível.'

Trambolho ao Postigo disse...

Muito boa essa!