sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Manifesto anti-casamento


Poderia começar com um " morra o casamento morra pim", mas seria rídiculo, até porque gosto muito mais de: o casamento "cheira mal" ou é um "ciganão". Mas nada disto faria sentido. Odeio casamentos, a ideia de casamento e aquilo a que as pessoas chamam casamento. O casamento é um contrato enrolado numa cerimónia em que geralmente a mulher está enfiada num vestido acetinado e com um penteado duvidoso... e o homem num fato escuro (se bem que por vezes há idiotas que se vestem de claro, esquecem-se que existe uma coisa chamada fotografia?). O casamento só pode ter sido inventado ou por uma mulher histérica e com muito mau gosto ou então por um homem a atirar para o masoquista discreto. O dia do casamento é da noiva "ai o vestido que linda que está" "ai o bolo de noiva que espectáculo" "ai ela estava muito bonita" "ai viste quando ela chegou?" AI! Depois há a papinha paga pelos papás orgulhosos. As pessoas vestem-se como nunca o fazem para se atirar aos camarões, sapateiras e outros coitados que não têm nada que ver com esta tradição bárbara. Eu não sei, mas os casamentos a que tenho ido as pessoas comportam-se como se nunca tivessem visto comida. Depois há a noite de núpcias, a lua-de-mel. Tudo isto é tão romântico como matar pessoas com peidos de ovelhas. Há casamentos pagos com empréstimos, pagos a pronto e pagos a custo, mas pelos papás, porque é tradição. E tudo no casamento, até o próprio casamento, é justificado pela tradição. Ao dizer amen ao tradicionalismo estamos a amarrar a liberdade. De que serve ter asas se as usamos presas. Há que questionar! Porque é que as pessoas casam? Porquê? No início do ano numa reportagem feita na Figueira da Foz vi um casal cujo rapaz tinha pedido a rapariga em casamento enquanto o ano morria em explosões de fogo-de-artifício. Tudo bem, mas o comentário dela: "Estou tão feliz, esperei cinco anos, mas finalmente consegui!" Eu se fosse ele fugia a 70 pés.

7 comentários:

dusty disse...

Apoiado.
Lavagem de roupa comum na máquina e "e e ".

Jubita disse...

Amiga Trambolho, vá confessa lá, afinal quem é que te andou a perguntar quando é que te casas?
Detesto que me perguntem isso!!!

Já me contaram histórias de casamentos que terminaram na lua de mel!!! Como é possível??

Sandes de Choco c/mortandela disse...

Sou o último de uma catrefada e meia de irmãos e o único que se encontra ainda solteiro e livre. Como é óbvio, quando algum elemento da familia idoso se encontra comigo, faz sempre a resposta da praxe:" Então quantos anos já tens? Quando é que arranjas namorada? Já dévias ter namorada. Quando é que te casas?". Eu respondo: "Pois é. Pois é. Então e que idade tem o meu amigo? Já tão velho? E quando é que estica o pernil? É que já vai sendo tempo...". É tiro e queda. Nunca mais me fazem tal tipo de perguntas. Começam é a olhar para mim pelo canto do olho.

jubita disse...

Uma vez fui a um casamento e reparei que o noivo, vestido de escuro, estava a usar meias brancas!!!!! Eu no lugar da noiva já não me tinha casado!!!
Um tio meu uma vez num copo de água roubou um queijo da serra (levou-o enrolado muma fralda do neto), isto para não falar no pessoal que rouba quase um leitão inteiro!!
É como diz a Trambolho parece que aquela gente não come há semanas!! Ou então guardam-se para aquele dia...

trambolho ao postigo disse...

Jubita só tu para veres as meias brancas, no meio de tanta piroseira não deve ter sido fácil!

trambolho ao postigo disse...

Hoje aconteceu-me algo fantástico encontrei uma amiga de infância que actualmente é toxicodependente, costumo vê-la muitas vezes, mas normalmente só nos cumprimentámos, mas hoje ela não estava ressacada e conversámos um pouco. Falou-me do seu novo namorado e disse-me: "Então e tu? Vejo-te sempre sózinha e até és bonitinha" E pensei em responder-lhe: "Pois é, pois é e o teu moço também chuta? E tu só te prostituis ou também roubas? Ainda tens algum dente ou já se foram todos?

dusty disse...

Confesso que esse teu sarcasmo me choca por vezes, e gosto. : >