domingo, 16 de novembro de 2008


"Pela estrada fora eu vou bem sózinha levar bolinhos à minha avózinha, ela mora longe o caminho é deserto e o lobo mau anda aqui tão perto". Era isto que estava a cantar na minha cabeça, quando o homem que ía à minha frente no passeio faz aquele som pré-escarro. Não me franzo toda, nem penso ai que nojo porque há coisas piores. Desta vez não tive que me desviar de gosma, mas de sangue. Estava prestes a gritar: oh senhor, oh senhor olhe que deixou parte de si para trás, mas como o homem estava a tapar a boca percebi que sabia. Não era preciso informá-lo. Mas o que é que ele estava a evitar que fugisse? A última coisa que pensei foi: E se ele fôr o lobo mau?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008


É impressão minha ou Isto é parecido com isto?

Estava a ouvir rádio e a pensar: Finalmente uma música do Palma sem ser a porra do Encosta-te a mim. E depois surge o All summer long. Sorri, afinal também a minha memória musical está a enfraquecer. Mas caramba aquilo andou-me às voltas na cabeça e fui ouvir a Rosa Branca. Continuo a achá-las muito semelhantes...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008



Prometo que não vou falar mais disto, mas agora não resisto. Como é óbvio a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues nunca esteve tão próxima. Só não foi encarreirada com os outros há dois anos porque desconfio que a sua demissão será usada como trunfo pré-eleitoral. O seu discurso arrogante cheira-me a ordens do género: Oh Lurdes não podes voltar atrás, olha a estatísticas. É claro que os professores têm que ser avaliados, nem é isso que está em questão, embora seja disso que se fale mais. Mas este sistema não é democrático. Quem avalia não é eleito entre os seus pares, o que significa que em muitos casos não será a melhor pessoa a fazer essa avaliação. O ambiente de trabalho que se está a gerar nas escolas pode ser muita coisa menos tranquilo. O essencial fica para trás. Eu quero bons professores nas escolas, mas eles já lá existem, este sistema não permite que professores jovens e excelentes ultrapassem professores mais velhos e medíocres. É por isso que, para mim, os sistemas que se baseiam em quotas dificilmente darão bons resultados.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Carregas e BUUUM!

O Obama ganhou as presidenciais, o Benfica levou duas na pá, o BPN vai ser nacionalizado…

São sem sombra de dúvida noticias que nos despertam a atenção mas não mais do que uma que lí há pouco tempo: a Al-Qaeda anda com falta de pessoal.

Anda com falta de pessoal para se fazer explodir, entenda-se.

É o mesmo de sempre: trabalho há, emprego é que nem por isso. E como a crise atinge tudo e todos, a rede do Osama lançou um anúncio virtual. Salário: setenta e duas virgens paradisíacas.

A coisa assusta-me deveras. E mais do que assustar, intriga-me. Assusta porque setenta e duas virgens deveriam ser o pesadelo de qualquer homem. E garanto que qualquer homem que diga o contrário só pode ser uma coisa: Parvo. E intriga-me porque tento imaginar a entrevista de emprego com o chefe da fanfarra e a coisa resume-se a dois segundos: «O senhor tem experiência no ramo?» «Nenhuma.» «Óptimo. Está contratado.»

Trabalhar como bombista suicida deve ser a única profissão no mundo que dispensa habilitações literárias ou currículos, o sonho de qualquer sociedade democrática e igualitária.

Anotem ai camaradas!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

MUDANÇA


O mundo festeja! E é mesmo o mundo! Há uns dias alguém me dizia: se ele ganhar acho que vou chorar. O meu cinismo não me permite esse tipo de emoções. Ele é político e é americano. ELE TINHA QUE GANHAR! Que esperança se poderia ter se assim não fosse?
Esperemos que a sua política externa não seja um desastre. Esperemos que o reforço militar que quer para o Afeganistão não traga consequências ainda piores, para esse país e para o resto do mundo. A retirada do Iraque em 16 meses ou amanhã não fará diferença. O Iraque está destruído, as pessoas abandonadas a políticos corruptos, religiosos extremistas e a um futuro já habitual nestes casos.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Compensa o crime?

Há alguém de quem não ouço falar há um monte de tempo.

É a tal coisa. Teve os quinze minutos de fama a que tinha direito e depois desapareceu como aquelas One-hit Bands. Ao melhor estilo dos Soul Asylum ou Zé Cabra. Quinze minutinhos e acabou-se. Caput!

Estou a falar do Osama.

Segundo uma antiga noticia com uns cinco anos, Bin Laden faltou à reunião de antigo alunos no liceu saudita que frequentou nos seus anos imberbes quando atava bombinhas de Carnaval aos gatos da sua rua.

É fácil imaginar: noite de gala, Abdul e Amina, colegas de Osama e namoradinhos na adolescência, com o rebento (salvo seja) que nasceu há nove meses e já completamente infiltrados no submundo da máfia da fralda.

E alguem pergunta no grupo: e que é feito do Osaminha?Aquele grande doido? E O Osaminha enfiado numa gruta escura e húmida, febril e acossado. E tudo porque a Amina lhe deu tampa e escolheu o Abdul no baile de finalistas deixando-o abandonado num canto a ruminar vingança contra os camelos, aviões e humanidade em geral.

O que é certo é que desde tenra idade, os maiores lunáticos e facínoras da história sofreram algum trauma pessoal que, cedo ou tarde, é extrapolado cá para fora. Hitler, por exemplo, falhou como artista plástico e rapidamente substituiu pastel e aguarela por seres humanos. Diz-se que o tipo que ocupou o lugar dele na escola de belas artes nunca mais foi o mesmo. Sempre aquele peso na consciência. E acredito que seja bem maior do que deixar umas pinguinhas de urina no tampo da sanita de um amigo, e, logo ao sair, darmos de cara com uma rapariga gira que lá quer entrar para também se aliviar.

Ok. Divago. Vou voltar ao que interessa.

Ao imaginar a noite em que a antiga turma de Osama se reuniu para mostrar o que o futuro lhes tinha reservado, rir, beber (chá) e contar piadas enquanto saboreiam um shishquebab de borrego, Osama não esteve lá. Estava longe. Bem longe enfiado numa caverna escura, fria e húmida. Mesmo com a cabeça a prémio, não lhe faltaram forças para, taciturnamente, mastigar uma hambúrguer.

De camelo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

"Se achas que a educação sai cara, experimenta a ignorância"

O maior desgosto que as minhas sobrinhas me poderiam dar na adolescência seria transformarem-se em Marronas. Por mim podem ser góticas sacrificadoras de galinhas, dreds, cools, podem drogar-se e roubar à vontade, podem até ser mães aos 13 anos que eu acho muito bem. Mas ratos de biblioteca???? Passar todos os anos sem ser por favor. Preferir ler do que fumar ganzas atrás do polivalente? Pior mesmo só se disserem: "Gosto muito das aulas de matemática e de filosofia". A vergonha que eu teria de suportar cada vez que alguém me dissesse o meu filho passou com 6 negativas e as tuas sobrinhas? E eu muito baixinho ter que dizer: Também passaram, omitindo as boas notas, todas positivas. Mas se tudo correr bem aos 15 anos lerão como se tivessem 6. E nas aulas de história quando o professor falar em Vasco da Gama dirão que é uma ponte que atravessa o Rio Tâmega.

sábado, 18 de outubro de 2008

Ena...

Não é costume meu escrever os devaneios neste blog ao fim de semana, e, até ultimamente, é até raro escrever durante esta. No entanto, algo me faz quebrar tal acto de rotina.

Paulo Coelho vendeu hoje o seu 100 000 000º livro e tal facto foi motivo para uma enorme festa numa cidade qualquer da Alemanha!

Mas que bom...

É fantástico como surgem mercados paralelos em tudo o que seja negócio que dê lucro. Criaram-se carros movidos a gasolina. Criaram-se bombas de combustível, os árabes tornaram-se milionários. Criaram-se auto-estradas para viagens de longa distância, criaram-se restaurantes nas bombas de serviço que vendem um tipo de fast-food à portuguesa como é a típica sandes de omolete, pastéis de bacalhau ou rissóis de camarão. Como é óbvio, e a ASAE trabalha há pouco tempo, para muitos destes restaurantes, salmonela era ingrediente essencial em qualquer prato que se prezasse.

Dai, surgiram enormes casas de banho nas áreas de serviço para miúdos e graúdos. Mas e que fazer com tanto tempo dispensado na casa de banho a olhar para as tão célebres frases que decoram as portas destes pequenos cubículos de trono de porcelana? Qual Batman a salvar Gotham City em perigo do ataque eminente do Joker, Paulo Coelho e os seus livros salvam qualquer leitor da cólica intestinal, flatulência ou diarreia explosiva.

Urra...

Fica então aqui uma breve lista dos produtos mais vendidos numa destas estações de serviço.



1º- Papel Higiénico Scottex Folha Dupla acolchoada,

2º-O Alquimista,

3º-24 Horas,

4º-Imodium Forte,

5º-Pastilhas Rennie,

6º-Margarida Rebelo Pinto insuflável,

7º-Caras,

8º-Borda d'água,

9º-Pastilhas Super Gorila,

10º-CD Graciano Saga “Vai devagar imigrante por amor de Deus”.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Em busca da solução perdida



Penso que não será assim que se vai encontrar a solução, mas Arquimedes eurequizou dentro de uma banheira, e estava sózinho.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Vão mas é telefonar ao Ghandi

Ultimamente, sou bombardeado por dia com uma quantidade alarmante de chamadas telefónicas, que inclusive, já me acabaram com a vontade de sair de casa com telemóvel. São chamadas de bancos a ver se quero aderir ao cartão não sei quê, da MEO para saberem porquê desisti do plano Coiso deles e etc…
Mas há uma coisa que me diverte: o modo como falam comigo é completamente diferente das vezes em que sou eu que lhes telefono. Sinceridade. É esse o cerne da questão.
Falando de falta de sinceridade, não nos esqueçamos dos disparates que os telefonistas são obrigados a dizer por ordem dos imbecis dos patrões. E sem esquecer, claro, que os telefonistas são e não são telefonistas. São “assistentes”. “Assistentes de atendimento telefónico”. Ou “assistentes de atendimento remoto”. Também já ouvi quem lhes chamasse “facilitadores de comunicação” e “técnicos de atendimento ao cliente”.
Adiante. Os telefonistas quando nos ligam, parece que são personificações de dois litros de mel com um quilo de açúcar e algum chocolate à mistura. São tão doces que até enjoam especialmente se nos querem impingir isto ou aquilo e sempre a agradecerem pelo inconveniente do telefonema naquela hora em que estávamos no trono de porcelana a ler o 24 Horas, a ter dois dedos de conversa com a vizinha ou na altura em que estávamos distraídos a ver as Tardes da Júlia. No entanto, quando somos nós que telefonamos, esperamos uma eternidade para que nos atendam, mais outra para que nos direccionem para outro apoio técnico qualquer enquanto nos falam de forma carrancuda.
No fim, dizem-nos: muito obrigado pela sua chamada.
Soa delicado não soa? Mas não é sincero.
Quando me telefonam eu resolvo a coisa rapidamente. De bom modo, de mau modo ou do modo Sandes que é igual ao mau mas mais rápido.
«Estou sim? Aqui é Juvenilda Ramos do Banco de coiso e tal….» «AGORA NÃO. BOA TARDE».

Saltos Altos



"As mulheres ficam com as pernas mais bonitas e com os rabos mais proeminentes se usarem sapatos de saltos altos"
Esta generalização, como em geral todas, erra, pois, dependerá das pernas e das nádegas da utilizadora das ditas andas.
Os sapatos de salto surgiram por uma questão prática - para não sujar as bainhas das saias nas ruas lamacentas. No entanto perduraram, apesar das ruas serem pavimentadas e das saias bem mais curtas.
Quanto a mim recorri a este tipo de escadote quando amigos decidiram casar (talvez daí parte do meu ódio por casamentos, um reflexo pavloviano do desconforto de usar esses sapatos).
Acho que não são maus para usar no conforto da alcova como estímulo visual, mas de resto acho uma parvoíce as mulheres arriscarem-se na calçada portuguesa. A imagem que me vem à cabeça quando vejo aqueles andares estranhos é de alguém a evitar um campo de minas.

domingo, 12 de outubro de 2008

My name is Earl



Divirto-me com este bando de idiotas sentimentais, marginais e disfuncionais. Agora tem dado por voltas das 20.40h na RTP2 (devia ganhar qualquer coisa com a publicidade que faço a este canal...)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A cosanostra do pó talco

Há algo estranho que reparei este verão. Uma coisa tenebrosa. Sombria. Como uma máfia ou uma organização secreta ao mais alto estilo, fazendo parecer as sociedades secretas de que o Dan Brown retrata nos seus livros semelhantes a um rancho coral alentejano ou um grupo de pasteleiros de bolinhas de Berlim. À vista de todos mas escondida sob uma ténue capa de algodão a cheirar a colónia para bebés.
Algo relacionado aos casais que tenham filhos recém-nascidos ou bebés. É como se de uma irmandade secreta se tratasse. É fantástico ver como de um momento para o outro, mesmo que só se conheçam de vista, se tornem grandes amigos, confidentes de estórias de chucha, de cronologias de mudanças de fralda ou da baritonidade dos berreiros nocturnos. Mas é mesmo impressionante. Basta dois destes casais se sentarem numa mesa de café para que, rapidamente, todos os casais com bebés rapidamente das proximidades se sentem na mesma mesa, e, de um momento para o outro, a esplanada encontra-se lotada por carrinhos de bebés, mesas bolsadas, fraldas que despertariam os sentidos olfactivos a um paraplégico de noventa e três anos e putos irrequietos de beiçola com ranhoca verde-xucrute. É como se de uma força magnética irresistível se tratasse.
Mas é um clube privativo. Tem certos e determinados requisitos como a idade do miúdo e coiso.
«O teu miúdo tem mais de três anos? Poooois. Desculpa. Mas tens que te sentar noutra mesa. Quiçá naquela na outra ponta ok? Vá. Xau.»- Ora ai está! O requisito máximo! O miúdo tem que usar ainda fraldas. Caso tenha mais de três anos, automaticamente são expulsos e ostracizados. Vi até um desses casais colocados este ano fora desse núcleo duro a olhar da ponta da esplanada para eles com um certo saudosismo e tristeza no olhar.
«Pai, posso pedir um gelado? Pxiu cala-te Zé Rafael! Possa pá! Porquê é que crescestes tão depressa? Podias ao menos sofrer de raquitismo… Porque raio não lhe destes uma dieta pobre em vitamina D, óh Josefa pá?»

Eu garanto-vos: eles andam ai! Nunca os olhem nos olhos! É preciso evitar o contacto visual caso não queiram ser bolsados.

Ps- Tou a ver um filme do Incrível Hulk e uma pergunta bate e rebate, qual sino da igreja, na minha mente: de que raio de tecido é que são feitos os boxers dele? É que quando ele se transforma, toda a roupa se esfarrapa; toda menos os boxers que se mantêm da mais alta qualidade e estilo….

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008



Ontem a sério que estava a ficar com medo, nenhum sms, nenhum mail do senhor... o que só podia querer dizer uma coisa, eu não estou na lista de pares... o pior é que nado mal.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A razão de tudo

Hoje ví uma das coisas mais fenomenais de que me recordo nos últimos tempos. São coisas como estas que nos fazem realmente abrir os olhos para a vida e vê-la como ela realmente é. Isto e ver o programa da Fátima Lopes ou as tardes da SIC. Segundo uns indivíduos americanos e uma antiga estória com umas largas centenas de anos, os chineses são descendentes directos de extraterrestres! Ou seja, os chineses, e, talvez toda a humanidade (excluindo o Cláudio Ramos, que esse é mesmo ET) é o resultado do cruzamento entre povos extraterrestres com humanóides desde o início dos tempos, o que me leva a concluir que, inicialmente, os e.t’s se deleitavam com a macacada, preliminares incluindo e cuspidelas de pêlo.
E eu digo: pois está mais que claro! Mas isso é mais que óbvio! Só assim podemos tirar uma ideia correcta da humanidade e dos seus desvarios ao longo dos tempos! Complexo de ausência paternal! E ainda se admiram quando os chineses metem preços do outro mundo nas lojas…
Bem, eu vou ali confraternizar com uma abrótea e fico à espera do resultado quando ela desovar.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Denominador comum

Todos temos um amigo que nos envia dezenas de e-mails Fwd por dia. Todos temos uma tia que nos oferece peças de roupa XXL e nos diz "espero que te sirva". Todos temos alguém que uma hora antes da nossa festa de aniversário nos telefona por engano, quando na realidade queria ligar a uma pessoa qualquer que já nos tivesse comprado uma prenda para depois puder dizer "é dos dois". Todos temos uma vizinha que está sempre à janela, garanto-vos que há quem tenha três. Todos achamos que temos dígitos a menos na conta bancária. Todos fazemos o cócó. A merda cheira mal a todos. Todos os dias acordamos (isto se não tivermos morrido durante o sono). Todos os que já vomitaram na rua pensam: "a última, já foi a mais" (não é agradável ver pedaços de lula mal digerida colada ao cabelo). Todos já pensaram em tentar melhorar, depois das férias ou no ano novo. Todos olhamos para os macacos que tiramos do nariz. Todos temos memórias que nos fazem sorrir parvamente. Todos temos um amigo que acha que é cool dizer que não vê televisão e que os blogs são escritos por pessoas assexuadas. E se nem a todos acontece isto, por favor não o digam.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Big brother is watching you

Hoje fui apresentada a uma senhora.
Senhora- És de Lagos?
eu- Sou!
Senhora- Mas eu não te conhecia.
A última frase foi acompanhada por um olhar de predador que observa desconfiado.
Pelo menos é uma boa variante de: -Ah tu és a irmã da/o... filha da/o.
Mas conhecerá todos os habitantes da cidade? É uma questão que coloco, para um debate que será certamente vivo e empolgante aqui entre a passarada e visitantes do ninho. Piu

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Crime. Qual crime?

Uma onda de crime violento ataca Portugal.

Não me ria tanto desde que soube que os Pólo Norte ainda existiam e, como óbvio, voltei a prender o prepúcio no fecho das calças para parar o meu ataque de riso incontrolável.

É este o tema de abertura de qualquer telejornal. Assaltos a multibancos, tiros em esquadras de polícia, assaltos com C4 a carrinhas de transportes de valores… Até que enfim que os portugueses pequenos (segundo as estatísticas, a média de altura nacional é 1,70 m… Eu de cima dos meus 1,80 olho de soslaio para um pais inteiro…) se lembraram de fazer algo que os nossos políticos fazem há N tempo.

Ainda me recordo uma vez de ter que pagar uma multa na universidade de não sei quantos euros e desejar que ao menos a secretária dos SAC ao menos me apontasse uma faca, uma pistola… qualquer coisa nem que fosse um corta-unhas ou um piaçaba sujo. Se sou assaltado, ao menos que me ponham a vida em risco, o bom estado das unhas ou o cheiro e a limpeza da minha indumentária na ocasião do acto.

PS- a partir de dia 16 deste mês vou ter novamente net (isto segundo a senhora da MEO) e por isso escrever mais vezes no meu poiso fora do ninho.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

lalalá lalalá lalá lá lá

A minha mainova, acho graça quando as pessoas se referem assim aos filhos, não é minha filha, mas é minha sobrinha e não pára de cantar isto:
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço!O que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém
Como tu
Talvez por não gostar da música só agora prestei atenção à letra e sinceramente o que se faz para que a métrica encaixe...
Ora aqui vai o que se deve entender disto:
Eu não sei o que me aconteceu (até aqui nada de mal)
Foi feitiço!(uma referência mística, vulgar, mas não condenável) O que é que me deu (agora começam os problemas)
Para gostar tanto assim de alguém (uma questão normal para um apaixonado recente)
COMO TU - e está tudo estragado, é impressão minha ou isto não é romântico, mas ofensivo?
Porque a meu ver o que isto quer dizer é: Devia estar com uma pedra de todo o tamanho em cima para me ter apaixonado por um trambolho como tu.
E fica só para relembrar esta cuja métrica é um desastre (estando aí uns 30% a 45% da piada), mas é tão impecavel e profissionalmente interpretada pelo moço que mesmo assim é melhor do que o feitiço ou enguiço que deu ao outro.

sábado, 6 de setembro de 2008

Nuno Lopes é um actor


Já tive o prazer de ver uma peça de teatro com este menino, vi o C.R.E.D.O., o Programa da Maria, vi-o também numa novela brasileira (sem fazer nenhum tipo de sotaque ridículo) e ainda o filme português com a melhor música de sempre (posso estar a exagerar e acho o Bernardo Sasseti um arrogante chato, mas raios que a música é de rebentar o coração) - ALICE. Recentemente tenho-o visto nos Contemporâneos. Mas não há nada que ele faça mal?

3º Aniversário da passarada

Na última quinta feira os PFcAD celebraram mais um aniversário. Desta vez o 3º. Eu estava fora do ninho e sem internet o que não me permitiu postar por aqui. Sei que ultimamente temos estado um pouco ausentes mas preparem-se que assim que acabar a silly season voltamos em força. Quero desde já deixar um abraço para os nossos visitantes e não esmoreçam.
Sempre podem ver as noticias da TVI entretanto.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Diz que não há má publicidade


A época de incêndios foi fraca, aviões não caem todos os dias, por isso a paranóia agora são os assaltos e acerca disso tenho isto para dizer:
"Grupo de individuos assalta agência bancária levando 750 €"

1º Parece-me que se fosse um grupo de porcos a coisa teria sido mais séria
2º Estive a fazer contas, neste caso eram 4 assaltantes, 750/4 = 187.5 €. Ora bem um assalto acarreta despesas - armas, gorros de esqui (pode-se optar por colants de senhora) + no caso de se ter escolhido os gorros será necessária uma tesoura para fazer os buracos, isto claro se se tratar do primeiro assalto + roubar um carro e se por azar este não estiver atestado comprar combustível (ao preço que está...) + os riscos de serem apanhados
Acho que este assalto, apesar de terem conseguido fugir, não correu muito bem para os assaltantes.
Quanto ao banco parece-me que ficou a ganhar. A publicidade na televisão é paga ao minuto e em primetime diz que é para lá de caro, 750 € é uma ninharia, que ainda por cima será devolvida pela seguradora.
Amigos assaltantes ponham os olhos no assalto feito por ex-militares de leste a uma carrinha de transporte de dinheiro. Aquilo sim é que foi uma coisa profissional, não mataram ninguém, levaram sacos de dinheiro e fugiram. Foi limpinho, bem preparado e bem realizado. Parabéns!

Duas palavras - Estratégia e Profissionalismo

domingo, 24 de agosto de 2008


Enquanto Nelson Évora subia para a glória, emocionei-me. Emociono-me sempre com as vitórias e as derrotas dos Jogos Olímpicos, seja com um atleta do Turquemenistão, das Molucas ou de Portugal. Tenho ainda uma ideia romântica dos jogos, excluo a política, e fica a beleza do desporto. Mas como dizia, estava a emocionar-me e tinha uma lágrimazita prestes a cair quando oiço isto:
- Que pretinhe bonitinhe!
E foi-se o romantismo dos jogos, voltei à realidade do racismo parvinho e ainda colonialista e engoli frases revoltadas.

sábado, 23 de agosto de 2008

Hoje fui actualizar a minha caderneta. Tinha dinheiro a mais. MAS QUE RAIO?!
Sorri.
Recebi o reembolso do IRS.
Já desconfiava, mas fazer tudo certinho compensa! 45,12 € já cá cantam meus amigos!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Odeio

Odeio Agosto. Ponto.
Desde a mais tenra idade que sempre odiei este mês. Odeio multidões. Odeio férias massivas. Odeio cheiro a festivais de verão e odeio mais ainda ter que dormir no chão. Lembro-me que muito novinho tive que fazer um clister e foi mais porreiro que este mês. Odeio o cheiro de sardinha assada a tresandar de tudo o que é gente. Odeio os sub-citadinos que entopem a minha linda terra.
Gosto de um mês. Novembro. Isso sim é um mês catita. Sem feriados quase e sem parolos a chatear. Odeio mesmo Agosto.
Simplesmente odeio.

domingo, 10 de agosto de 2008



Emir Kusturica e a sua No Smoking Band dia 15 no SuperBock Surf Fest em Sagres.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008


Com o seu ar muito sério o meu irmão disse:"Foram necessárias 20 mil aves para construir aquilo". E aquilo é extraordinariamente belo!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

EMPREGO V - 5,4,3,2,1 ding, ding, ding

Depois de uma pré-entrevista que correu muito bem , fui chamada para uma entrevista que correu muito mal. A sensação que tive ao entrar foi- caso tivesse testículos teriam caído e rolado pelas escadas abaixo. Um dos membros do jurí era uma pessoa que conhecia e a sensação de desconforto foi mais ou menos assim. O mediador da entrevista apresentou-me: "Ora aqui temos uma candidata que é um caso de estudo" depois disto lembro-me de ter ouvido um dos testículos imaginários a cair no último degrau e do meu cérebro tentar fugir, quando dei conta estava em casa em estado de choque. Fiquei com um dos lugares, mas temo que não tenha sido por mérito.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

I'm a believer ????

Acontecem duas enormidades na vida: o nascimento e a paixão! Será inevitável a segunda depois da primeira? Será necessária? Parece-me que a paixão é uma puta lixada. Incute esperança na reciprocidade. A esperança é uma espécie de fé que até o mais descrente passa a ter assim que se apaixona. A grande puta!