segunda-feira, 14 de novembro de 2005

A Suécia, os Antidepressivos e as tristezas.

Começou o frio. Com este vem também muitas vezes a depressão... O céu nublado, a chuva, ruas enlameadas; e tal como diz a música: na Suécia suicidam-se aos mil..
Nada melhor para a indústria farmaceutica.
A explicação para o aumento de consumo dos antidepressivos é extremaente simples: Evolução.
Decadas e decadas de conforto civilizacional geraram a ideia errada de que o infortúnio não faz parte da condição humana, é uma anormalidade que deve ser reprimida e até negada.
Gostamos de possuir o controlo sobre tudo, assim que surge uma advercidade e vamos ao tapete, venham os anti-depressivos.
Quando nos confrontamos com a morte, a doença, o amor e a ausência deste...
Tirando os casos clínicos que não jogam neste campeonato, os antidepressivos só existem e persistem porque existe e persiste a triste ideia entre nós: o infortunio não faz parte da vida humana.
Eu admito que era bom que não fizesse.
Estão tristes? Prozac 3 kg por dia.
Todos sorrimos e os laboratórios farmaceuticos aplaudem (de algibeiras e contas bem recheadas).

10 comentários:

Senhor Indivíduo Satanhoco disse...

eu prefiro o xanax, o prozac dá-me azia, e eu tenho pubremas de figadeira!!!

trambolho ao postigo disse...

Muito bem!!!!!
Pensei que fosse a última das pessoas a não me encher até às orbitas de comprimidos para combater as adversidades das unhas partidas, dos saltos encravados nas calçadas...

dusty disse...

Hum. há aqui umas arestas que precisam de ser polidas. não concordo, de todo, que as pessoas recorram a anti-depressivos ou quaisquer outros químicos (sem incluir drogas), sempre que a cabeças lhes pese por uma pequena preocupação. nem mesmo quando se encontram temporariamente infelizes por alguma razão, porque está triste é quase um direito do ser humano, tal sentirmo-nos ou estarmos sozinhos. é necessário, é natural. e para essas situações existe uma cura eficaz, chamada chocolate. e milhares de sabores diferentes de gelado. comigo resulta, na maioria das vezes.
No entanto, se estivermos a falar de um caso de depressão, a coisa muda um bocado. trata-se de uma patologia, é constante e não é controlável. além de que não existe uma "cura efectiva". é tão condicionante como qualquer doença física. e nesse caso, parece-me legítimo que se recorra a medicamentos. podem melhorar significativamente o bem-estar destas pessoas. pelo menos nos casos que conheci, os medicamentos foram a grande base da reabilitação.

dusty disse...

Ups. onde disse "polidas", leia-se "limadas".

dusty disse...

...de resto o comment está completamente disléxico. queiram desculpar-me. abri os olhos há pouco tempo :s

Sandes de Choco c/mortandela disse...

Eu escrevi que os casos patologicos não entravam ali.

dusty disse...

Não prestei a devida atenção. peço desculpa.
Talvez por não conhecer ninguém que tome este tipo de medicamentos se não padecer da doença. normalmente são receitados ou quando não necessário, aconselhados por especialistas, digo médicos. nunca vi um farmacêutico a aconselhar anti-depressivos a ninguém. quanto muito, calmantes ou "tranquilizantes naturais", que não são da mesma natureza...

trambolho ao postigo disse...

O chocolate foi a melhor invenção do mundo e nesta altura do ano surgem uns, que não os "MonCheries", que esses são nojentos e só podem ter sido criados por um traidor reles do chocolate. São aqueles "cujo nome não deve ser pronunciado" da tipa com um chapéu rídiculo da cor do piupiu, que diz anacleto ( ou jervásio ou assim) apetecia-me algo...

Sandes de Choco c/mortandela disse...

Tenho uma ideia completamente diferente da tua.
Um dia destes vou revelar.

dusty disse...

Sexo como sugestão não entra aqui. :)